Economia

    Direcional e LPS caem após 2T, enquanto Cury tem dia volátil: o que mercado achou?

    Prédios construídos pela Direcional (Divulgação) " data-image-caption=" Prédios construídos pela Direcional em Minas Gerais (Divulgação) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2023/07/predios-direcional.jpg?fit=1280%2C659&quality=70&strip=all" />Cancelamentos pressionam Direcional, despesas afetam LPS Brasil e margem bruta favorece Cury após balanços The post Direcional e LPS caem após 2T, enquanto Cury tem dia volátil: o que mercado achou? appeared first on InfoMoney .

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    12 de agosto de 2026 às 15:25
    Direcional e LPS caem após 2T, enquanto Cury tem dia volátil: o que mercado achou?
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    Prédios construídos pela Direcional (Divulgação)

    Prédios construídos pela Direcional em Minas Gerais (Divulgação)

    As ações da Direcional ( DIRR3 ) e LPS Brasil ( LPSB3 ) figuram entre os destaques negativos do pregão desta quarta-feira (12) após divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). Já os papéis da Cury ( CURY3 ) que também abriram em baixa, passaram a opera com leve alta, mas logo voltaram a ter leves perdas.

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    Às 12h18 (horário de Brasília) desta quarta-feira (12), DIRR3 recuava 3,63%, a R$ 10,61, enquanto a LPSB3 caía 1,43%, a R$ 1,38. Já a CURY3 tinha leve baixa de 0,92%, a R$ 31,21.

    No caso da Direcional , o Goldman Sachs já esperava uma reação neutra a negativa das ações após os resultados.

    O banco explica que apesar da receita e o lucro bruto tenham ficado, de modo geral, terem vindo dentro do esperado, o impacto dos cancelamentos elevados recentemente pressionou as despesas com vendas, que vieram acima das estimativas.

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    Em conjunto com despesas operacionais também maiores que o esperado, isso levou a um lucro líquido 16% abaixo da projeção do Goldman Sachs e 11% inferior ao consenso da Bloomberg.

    “Os cancelamentos são, em grande parte, resultado da estratégia da companhia para mitigar o impacto de financiamentos regionais não pagos. Nesses casos, a Direcional cancela as compras inadimplentes e posteriormente revende os imóveis”, comenta o Goldman Sachs.

    Apesar do lucro abaixo do esperado, que levou a um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 36%, ante estimativa de 43%, o Goldman Sachs viu uma melhora na alavancagem, que caiu 6 pontos percentuais, para 18%.

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    O JPMorgan também projetava uma reação negativa das ações da Direcional após o lucro líquido ficar 8% a 11% abaixo das expectativas do banco.

    Além disso, o banco destaca o fato de ser o primeiro trimestre desde 2024 em que a companhia não apresentou melhora na margem bruta.

    Já o Bradesco BBI tem leitura levemente negativa para a ação no curto prazo, dado o lucro abaixo do esperado e a possibilidade de que a incerteza ligada ao período eleitoral mantenha o sentimento mais pressionado até maior visibilidade sobre as tendências do 3T26.

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    Ainda assim, analitas do BBI não esperam revisões significativas nas estimativas, já que os principais indicadores operacionais seguem saudáveis. Os lançamentos somaram R$ 1,57 bilhão em VGV no 2T26, alta de 12% em base anual, enquanto as vendas alcançaram R$ 1,37 bilhão, crescimento de 6% no comparativo anual. A velocidade de vendas ficou em 23%, com queda frente ao ano anterior, e os distratos subiram para 16,6% das vendas brutas.

    Por outro lado, o Goldman Sachs esperava uma reação neutra a positiva das ações da Cury , uma vez que o trimestre ficou ligeiramente acima das suas expectativas. Apesar disso, as ações registravam volatilidade.

    A receita de R$ 1,7 bilhão e o lucro bruto de R$ 668 milhões vieram 3% e 4% acima, respectivamente, das estimativas do banco. O resultado bruto foi beneficiado por uma margem bruta de 39,5%, 50 pontos-base acima da sua projeção, favorecida pelos preços praticados pelas unidades.

    O lucro líquido veio um pouco mais fraco, 3% abaixo da estimativa banco, devido a despesas financeiras maiores que o esperado.

    De modo geral, a melhora da margem bruta foi uma surpresa positiva. A companhia também anunciou R$ 190 milhões em dividendos, equivalente a um dividend yield de 8%.

    Para JPMorgan, Cury apresentou um trimestre abaixo do esperado, principalmente devido ao resultado financeiro líquido, que ficou negativo em R$ 22 milhões, ante estimativa do JPMorgan de R$ 11 milhões negativos. Com isso, o lucro líquido foi de R$ 270 milhões, 9% abaixo da projeção do banco e 5% inferior ao consenso.

    Do lado positivo, a margem bruta ajustada melhorou 50 pontos-base na comparação trimestral, para 39,8%, ficando 30 pontos-base acima da estimativa do JPMorgan. Na avaliação do banco, isso ajuda a reduzir as preocupações sobre o impacto da inflação sobre as margens.

    Já o Itaú BBA classifocou os resultados da Cury como sólidos, com margem bruta 50 pontos-base acima da estimativa, em uma surpresa positiva. O resultado foi parcialmente compensado por maiores despesas com vendas, mas o lucro por ação (EPS) e o fluxo de caixa livre (FCF) ficaram em linha com as projeções.

    A companhia elevou os preços dos imóveis para compensar a expectativa de aumento dos custos de construção após a alta dos materiais ligados ao petróleo, em meio ao conflito entre EUA e Irã. Como a inflação dos custos de construção acabou sendo menos intensa que o esperado, sem efeitos secundários relevantes até agora, os reajustes ajudaram a recuperar as margens da carteira de pedidos aos níveis anteriores ao choque.

    O Bradesco BBI, por sua vez, avaliou os resultados da Cury como neutros, considerando que os números ficaram em linha com as expectativas e não trouxeram gatilhos relevantes para revisão das estimativas.

    Apesar do aumento das despesas comerciais, o movimento refletiu o ritmo mais acelerado de repasses e registros, que também contribuiu para a forte geração de caixa da companhia.

    Na avaliação do Itaú BBA, a LPS Brasil apresentou resultados fracos no 2T26, com o lucro líquido caixa caindo de R$ 8 milhões no 2T25 para R$ 1 milhão neste trimestre, enquanto a participação nos lucros da CrediPronto recuou 19% na comparação anual, impactada por despesas maiores.

    O EBITDA somou R$ 12 milhões, queda de 28% em um ano e 20% abaixo da projeção do banco. A margem EBITDA ficou em 23%, contra nossa estimativa de 29%, impactada por custos e despesas operacionais maiores, que ficaram 13% acima do esperado.

    Diante de um cenário macroeconômico mais desafiador e de juros elevados, o Itaú BBA disse preferir permanecer à margem da ação e considera que há outras empresas com uma relação risco-retorno mais favorável no segmento de habitação de média e alta renda.

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