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    Dionne Warwick retorna ao Brasil para celebrar seu legado em turnê de despedida

    A cantora americana Dionne Warwick está de volta aos palcos do Brasil. E, desta vez, a diva do pop e da soul music deve realizar o desejo de morar em Salvador e cantar com artistas brasileiros. "Primeiro eu tenho que aprender o idioma, é claro, porque onde quero morar só se fala em português. E esse lugar é a Bahia", afirma Warwick, que leva a São Paulo sua turnê de despedida , "Over and Out", nesta sexta. Leia mais (10/14/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    15 de outubro de 2026 às 02:00
    Dionne Warwick retorna ao Brasil para celebrar seu legado em turnê de despedida
    Pessoa de cabelo curto e branco sorri para a câmera, vestindo terno preto com as mãos parcialmente nos bolsos, em fundo neutro cinza. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A cantora americana Dionne Warwick está de volta aos palcos do Brasil. E, desta vez, a diva do pop e da soul music deve realizar o desejo de morar em Salvador e cantar com artistas brasileiros. "Primeiro eu tenho que aprender o idioma, é claro, porque onde quero morar só se fala em português. E esse lugar é a Bahia", afirma Warwick, que leva a São Paulo sua turnê de despedida , "Over and Out", nesta sexta.

    A cantora norte-americana Dionne Warwick, que fará shows no Brasil em outubro - Divulgação · Divulgação
    A cantora norte-americana Dionne Warwick, que fará shows no Brasil em outubro - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Aos 85 anos e com 66 de carreira, a artista conta que desta vez pretende mesmo parar de cantar, ou ao menos diminuir o ritmo de trabalho. E, quando isso acontecer, ela vai relançar sua marca de perfumes e dar mais atenção à sua empresa de design de interiores. Mas garante que a música e o Brasil continuam nos planos.

    O desejo de Warwick de morar no país é antigo. Há três anos, ela já havia dito à reportagem que viria ao país depois de se aposentar . "A minha relação com o Brasil será sempre o que é, o meu amor por vocês. Amo a tradição. Amo as pessoas. Tudo na Bahia me diz que ela é o Brasil em sua essência."

    A estrela diz isso com base na sua vivência. Na década de 1990, ela morou em Salvador e no Rio de Janeiro por seis anos e se aproximou de artistas nacionais. Em 1994 lançou o disco "Aquarela do Brasil", com a participação de Chico Buarque . Cantou ao vivo com Gal Costa , de quem ela diz sentir uma falta terrível. Há dez anos, fez um dueto com a cantora Isabella Taviani e regravou "Close to You", um dos seus sucessos.

    Veja imagens da cantora Dionne Warwick
    Veja imagens da cantora Dionne Warwick — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mesmo longe do país, Warwick afirma que continua ouvindo nomes como Ivan Lins , Alcione e Simone. "Fiz tantos amigos que é difícil mencionar apenas alguns. Toda vez que vou ao Brasil faço questão de me encontrar com o maior número possível dos que não estão em turnê", diz a cantora.

    Enquanto não realiza o sonho brasileiro, Warwick continua vivendo de música. Em paralelo à turnê de despedida, ela lançará em breve o álbum "DWuets", que deve ser o seu último de estúdio.

    O projeto traz canções escritas pela compositora americana Diane Warren que falam de esperança, amor, resiliência e conexão humana. As gravações foram feitas em duetos com jovens artistas, como a britânica Cynthia Erivo e o americano John Legend .

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    Segundo Warwick, foi o seu produtor que escolheu os artistas para gravar o álbum. "Ele senta, ouve as músicas e decide quem será o mais adequado para cantar aquilo comigo, e assim foi feito."

    Ao refletir sobre suas seis décadas de carreira, a artista fala do orgulho de ser uma voz na defesa dos direitos humanos, em especial na valorização das mulheres. Um dos episódios contra o machismo e a misoginia no mercado fonográfico aconteceu em meados dos anos 1990. Na ocasião, ela se reuniu com rappers para reclamar do conteúdo das letras depreciativas em relação às mulheres.

    A bronca deu resultado. Snoop Dogg contou, anos mais tarde, que a conversa com a cantora o fez repensar sua forma de compor. O episódio foi contado no documentário "Dionne Warwick: Don’t Make Me Over", sem previsão de lançamento no Brasil.

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No longa, a artista fala sobre o início de sua carreira, cantando em igrejas, até alcançar o sucesso em plena luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.

    Décadas após o episódio com os rappers, Warwick diz que hoje a música definitivamente mudou e é possível que mais mulheres vivam do que elas desejam . "Eu realmente notei uma mudança. Ainda não o suficiente, mas há uma grande mudança. As mulheres agora estão entrando mais para a política, o que é maravilhoso."

    Sobre todo o seu legado, a cantora acredita que sua música fala por si. "As pessoas me dizem o quanto gostam das músicas que pude gravar e cantar. E, no fim das contas, elas continuam comigo, o que é a melhor parte disso tudo."

    Sua trajetória musical foi construída com uma parceria de longos anos com o compositor americano Burt Bacharach , morto há três anos. Na companhia do letrista Hal David, morto em 2012, Bacharach fez várias canções que fizeram sucesso na voz de Warwick, como "I Say a Little Prayer", "I’ll Never Fall in Love Again" e "Walk On By".

    Esses e outros sucessos fazem parte do repertório da turnê "Over and Out" que Warwick também levará para o Rio de Janeiro, neste sábado; Porto Alegre, na próxima quarta; e Curitiba, na quinta. Para os fãs brasileiros, a cantora promete apresentar a Warwick de sempre, com músicas que já estão acostumados a ouvir e cantar. Porém, desta vez as apresentações terão uma diferença. "Será a última vez que me ouvirão cantar. E, se Deus quiser, será tão divertido quanto sempre foi", ela afirma.

    "Eu amo me apresentar no Brasil", acrescenta a artista. "E, aparentemente, os brasileiros parecem amar me ver cantando no Brasil."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/10/dionne-warwick-retorna-ao-brasil-para-celebrar-seu-legado-em-turne-de-despedida.shtml.

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