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    Dino questiona promessa de fim de inquérito das fake news, sem citar Fachin

    Ministro diz que problemas graves têm sido misturados com

    UOL
    6 de setembro de 2026 às 18:00
    Dino questiona promessa de fim de inquérito das fake news, sem citar Fachin
    Homem de meia-idade com cabelo grisalho e óculos, vestido com terno preto, camisa branca e gravata azul, sentado em cadeira de couro marrom claro, olhando para frente. — Foto: UOL

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    Dois dias após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin , defender a necessidade de encerramento do inquérito das fake news , o ministro Flávio Dino questionou neste domingo (6) a possibilidade de um julgador prometer o fim desse tipo de investigação.

    O ministro Flávio Dino, do STF - Pedro Ladeira - 3.ago.2026/Folhapress · Pedro Ladeira - 3.ago.2026/Folhapress
    O ministro Flávio Dino, do STF - Pedro Ladeira - 3.ago.2026/Folhapress · Pedro Ladeira - 3.ago.2026/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Dino fez a manifestação em publicação nas redes sociais, sem citar nominalmente o inquérito aberto em 2019 ou o presidente da corte. No texto, ele cita as críticas à longevidade de inquéritos no Supremo.

    "É possível a um julgador, qualquer que seja ele, 'prometer' o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?", questionou o ministro, na publicação.

    "Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis", disse Dino.

    Este é Flávio Dino, ministro do STF
    Este é Flávio Dino, ministro do STF — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é 'tramitação longa'? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?", acrescentou.

    Segundo ele, no debate sobre o Poder Judiciário, "problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais".

    O ministro questionou ainda na publicação as críticas às decisões individuais no STF —que chamou de essenciais no nosso sistema jurídico e disse que sem elas a morosidade vai aumentar— e ao julgamento de ações criminais pela corte —"se tira de lá, tem que colocar em algum lugar".

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    Na sexta (4), Fachin disse que o fim do inquérito das fake news e a aprovação da sua proposta de código de ética são solução para a crise do Supremo.

    O posicionamento público foi feito diante da disputa inédita vivida pela corte com pedidos de investigações criminais entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça .

    "Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A reposta institucional será firme, proporcional e rigorosa. Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça", disse Fachin em seu discurso.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O inquérito das fake news foi aberto na gestão de Dias Toffoli , há sete anos, quando ele designou Moraes, sem sorteio, para a relatoria da investigação sobre ataques e ameaças ao STF. A investigação acumula controvérsias desde então —por ordens consideradas abusivas, pelo seu formato, abrangência e sua prolongação no tempo.

    Foi dentro do inquérito das fake news que Moraes fez o pedido de investigação contra Mendonça e demandou um documento interno que a própria Polícia Federal classifica como "sem valor probatório" para pedir que a apuração contra o colega de tribunal por abuso de autoridade , improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

    Fachin retirou o pedido de Moraes do inquérito . Ao fazer isso, ele afirmou que a medida foi tomada diante da necessidade de verificação da regularidade e da avaliação das acusações do ato de Moraes.

    Mendonça é relator dos casos que tratam de suspeitas relacionadas ao Banco Master e a fraudes em benefícios do INSS.

    Também foi a partir do inquérito das fake news que Moraes determinou busca e apreensão contra o jornalista maranhense Luís Pablo , que já publicou textos contrários a Dino, e ao informante das suas reportagens , Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/sem-citar-fachin-dino-questiona-promessa-de-fim-de-inquerito-das-fake-news.shtml.

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    O ministro Flávio Dino, do STF - Pedro Ladeira - 3.ago.2026/Folhapress · Pedro Ladeira - 3.ago.2026/Folhapress — Foto: UOL

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