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    Dino pede vista e STF adia decisão sobre unir casos de Moraes e Mendonça

    Julgamento foi suspenso com placar parcial de 4 a 3 por manter separadas as análises envolvendo os dois ministros

    CNN Brasil
    15 de setembro de 2026 às 21:41
    Dino pede vista e STF adia decisão sobre unir casos de Moraes e Mendonça
    Foto: CNN Brasil

    O ministro Flávio Dino , do STF (Supremo Tribunal Federal) , pediu vista nesta terça-feira (15) e suspendeu o julgamento sobre a unificação dos casos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça . Com o pedido, o presidente da Corte, Edson Fachin , encerrou a sessão com placar parcial de 4 a 3 pela manutenção dos processos separados , sem decisão definitiva sobre a questão.

    Votaram pela separação dos casos os ministros Fachin, André Mendonça , Luiz Fux e Cármen Lúcia . Defenderam a reunião dos processos Gilmar Mendes , Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes.

    Dino chegou a se manifestar a favor da análise conjunta durante a sessão, mas, antes da proclamação do resultado, converteu a posição em pedido de vista. Com isso, o voto que ele havia adiantado deixou de compor o placar.

    Ministro Flávio Dino na sessão plenária do STF • Rosinei Coutinho/STF · • Rosinei Coutinho/STF
    Ministro Flávio Dino na sessão plenária do STF • Rosinei Coutinho/STF · • Rosinei Coutinho/STF — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A discussão tomou boa parte de uma sessão extraordinária convocada inicialmente para julgar a Pet 16.662 , procedimento que reúne o relatório da Polícia Federal produzido a partir de dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que traz mensagens atribuídas a ele com referências a Moraes.

    Gilmar submeteu ao plenário a questão de ordem, após provocação de Dino, propondo reunir a Pet 16.662 à Pet 16.704 , que concentra questionamentos sobre a atuação de Mendonça na condução de apurações do caso Master e estava prevista para ser julgada em 23 de setembro . A proposta também previa nova distribuição da relatoria após a reunião dos casos e a identificação de magistrados citados nos processos do Banco Master sobre os quais existissem indícios de recebimento de valores ou benefícios.

    Fachin rejeitou a proposta ao argumentar que os procedimentos têm objetos distintos e defendeu a continuidade separada dos julgamentos . Sustentou ainda que cabe à Presidência relatar o caso quando surgem indícios contra um ministro da Corte e que a questão precisa ser submetida ao plenário.

    Dino pede que pronunciamento de Cármen seja enviado a Lula e ao Itamaraty
    Dino pede que pronunciamento de Cármen seja enviado a Lula e ao Itamaraty — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Mendonça acompanhou Fachin e afirmou que as acusações contra ele tratam de fatos diferentes dos discutidos na Pet 16.662. Fux considerou que não há identidade suficiente entre os casos para justificar a reunião. Cármen Lúcia completou o quarto voto pela separação e defendeu a manutenção da relatoria de Fachin.

    Gilmar, Zanin e Moraes, por sua vez, apontaram risco de decisões contraditórias caso o Supremo analise separadamente a validade dos atos de Mendonça e o destino do procedimento que alcançou Moraes.

    Moraes voltou a sustentar que não há pedido da Polícia Federal nem da Procuradoria-Geral da República para abertura de investigação contra ele. A PGR, ao contrário, pediu a nulidade da ordem que originou o relatório e a extinção da Pet 16.662.

    Cármen defende independência e diz que "clamor público" não influencia voto
    Cármen defende independência e diz que "clamor público" não influencia voto — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A discussão processual impediu que o plenário chegasse ao tema que motivou originalmente a sessão: Fachin havia determinado que a Corte decidisse primeiro sobre a nulidade apontada pela PGR e, caso ela fosse rejeitada, definisse se a apuração contra Moraes poderia prosseguir .

    Iniciada pela manhã, a sessão foi marcada por críticas à condução dos processos, divergências sobre a relatoria e trocas de farpas entre ministros. Gilmar Mendes e André Mendonça protagonizaram um dos momentos mais tensos. No início do julgamento, Kassio Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo; os dois ficaram fora da votação .

    Com o pedido de vista, Dino tem até 90 dias, prazo regimental, para devolver os autos ao plenário. Até lá, permanece o placar parcial de 4 a 3 pela manutenção dos julgamentos separados, sem decisão definitiva sobre a questão de ordem.

    Mercado calcula efeito eleitoral da crise no STF, mas petróleo eleva risco
    Mercado calcula efeito eleitoral da crise no STF, mas petróleo eleva risco — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Dino pede que pronunciamento de Cármen seja enviado a Lula e ao Itamaraty — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Cármen defende independência e diz que — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Mercado calcula efeito eleitoral da crise no STF, mas petróleo eleva risco
    Mercado calcula efeito eleitoral da crise no STF, mas petróleo eleva risco — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/politica/dino-pede-vista-e-stf-adia-decisao-sobre-unir-casos-de-moraes-e-mendonca/.

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    Ministro Flávio Dino na sessão plenária do STF • Rosinei Coutinho/STF · • Rosinei Coutinho/STF — Foto: CNN Brasil

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