Dino pede investigação sobre encontro entre Mendonça e Vorcaro
Ministro pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que inclua a apuração do processo que investiga a conduta de seu colega

Ministro pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que inclua a apuração do processo que investiga a conduta de seu colega
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal , enviou nesta 3ª feira (15.set.2026) ao presidente da Corte, Edson Fachin, novos fatos sobre a relação de André Mendonça, o Instituto Iter e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro . Pediu que a apuração seja incluída no processo que envolve a conduta de Mendonça e será julgado em 23 de setembro. Leia a íntegra (PDF – 212 kB).
A decisão de Dino está relacionada a uma ação que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados. O Ministério Público de São Paulo apura possíveis irregularidades na concessão dos serviços cemiteriais e eventual vínculo entre a Cortel, empresa concessionária, e o Banco Master. A determinação do ministro foi feita horas antes do julgamento de Moraes no plenário.

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Dino pediu que os fatos sejam juntados “nos autos em que se apuram condutas do Exmo. Ministro André Mendonça, a fim de que, mediante o contraditório e a ampla defesa, após autorização do Plenário, os fatos sejam esclarecidos, já que podem impactar no desfecho destes autos” .
O ministro também cita um encontro entre Mendonça e Vorcaro em 14 de março de 2025.
O gabinete de Mendonça confirmou a reunião, mas reiterou que “em todas as ocasiões, o assunto tratado foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976 , que estava sob julgamento do Supremo Tribunal Federal e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco” .
Mendonça disse também que votou contra os interesses do Master no julgamento: “Registre-se, aliás, que a atuação jurisdicional do ministro foi contrária à posição defendida pelo empresário, em linha com sua posição historicamente defendida em casos semelhantes, conforme se pode verificar nos autos” . Quando a reunião foi realizada, o banco não era alvo de investigação e o ministro só assumiu o caso no Supremo quase 1 ano depois, em fevereiro de 2026.
Dino afirmou que o Instituto Iter, que tinha Mendonça como sócio até 3 de setembro , “passou também a manter relações contratuais remuneradas com o próprio município de São Paulo, parte diretamente alcançada pelas determinações proferidas nesta ADPF [dos cemitérios] , na condição de contratante de empresas privadas, a exemplo da Cortel, onde atuava o Sr. Fabiano Zettel” .
O ministro também cita um contrato firmado entre o Instituto Iter e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo no valor de R$ 1.630.000,00 para a prestação de serviços técnicos na área de formação e gestão educacional.
“Isso não significa afirmar que exista relação causal entre tais circunstâncias, tampouco que os atos jurisdicionais praticados tenham sido determinados por interesses externos ao processo” , escreveu Dino. O ministro pede que a existência ou não dessas conexões seja esclarecida mediante apuração pelas autoridades competentes.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/dino-pede-investigacao-sobre-encontro-entre-mendonca-e-vorcaro/.

Fino pede que "os fatos sejam esclarecidos, já que podem impactar no desfecho" do processo contra Mendonça — Foto: Poder360
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