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    Dino e Zanin divergem de Fachin e defendem unir casos de Moraes e Mendonça

    Ministros apoiaram questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes para unir casos e adiar análise para o dia 23 de setembro

    CNN Brasil
    15 de setembro de 2026 às 19:35
    Dino e Zanin divergem de Fachin e defendem unir casos de Moraes e Mendonça
    Foto: CNN Brasil

    Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin , do STF (Supremo Tribunal Federal), defenderam nesta terça-feira (15) a análise conjunta dos casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça . O voto dos ministros divergiu do presidente da Corte, Edson Fachin , que defendeu manter a análise separada dos dois casos.

    Dino e Zanin foram favoráveis a uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes que pedia, além da junção dos casos, o adiamento da análise para o dia 23 de setembro e um novo sorteio da relatoria. A relatoria das duas petições está atualmente com Fachin.

    Na sessão, Dino defendeu haver um rito único e definido para a análise de casos envolvendo ministros. A Corte analisa nesta terça um relatório da Polícia Federal que trata da relação entre Moraes e Daniel Vorcaro , ex-controlador do Banco Master . Uma nova sessão está prevista para o dia 23 para a análise da conduta de Mendonça.

    "A gente vai escolhe um rito o para cada um? [...] Como que nós vamos poder escolher um rito, caso a caso, para vários casos? Os que já surgiram e os que surgirão. Eu, como membro deste tribunal, acho que para a autoridade técnica do tribunal não é bom. Isso conduzirá a um caminho de dissolução irreparável porque vai ser uma crise por semana, precificada. Eu imagino que a essas alturas ninguém cogite que nós vamos deliberar só sobre o ministro Alexandre. Vamos ter que deliberar sobre todos os outros", disse Dino.

    A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

    A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

    Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

    A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

    Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

    Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

    Também na segunda, Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/politica/divergencia-stf-fachin/.

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