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    Dino defende reforma no Judiciário, mas nega haver "crise terminal"

    Segundo o ministro Dino, as críticas pesadas contra o Judiciário são motivadas por "oportunismo político" e "interesses financeiros"

    Metrópoles
    11 de agosto de 2026 às 14:44
    Dino defende reforma no Judiciário, mas nega haver "crise terminal"
    Foto: Metrópoles

    O ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), defendeu nesta terça-feira (11/8) a necessidade de reformas no Poder Judiciário , mas negou que haja “crise terminal e apocalíptica” na Justiça brasileira.

    Dino publicou texto nas redes sociais em comemoração aos 199 anos dos cursos de direito no Brasil. Também é comemorado o Dia do Advogado nesta data (11/8).

    “Claro que há pontos negativos em tais instituições, porém é falso que existe uma ‘crise’ terminal e apocalíptica no mundo do direito, mormente [principalmente] no Judiciário”, escreveu o ministro. Segundo Dino, opiniões de que haja uma tal crise ocorrem, na maioria das vezes, por “objetivos ideológicos, oportunismos político-eleitorais e interesses econômicos-financeiros” .

    Gustavo Moreno/SCO/STF
    Gustavo Moreno/SCO/STF — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O magistrado disse acreditar que “reformas são sempre necessárias para que os profissionais do direito sirvam cada vez melhor à nossa nação”, e destacou mudanças nas seguintes pautas prioritárias:

    “É preciso ter perseverança e coragem, e lembrar sempre dos direitos fundamentais — sobretudo dos mais pobres —, assim como dos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência”, complementou.

    Em abril, Flávio Dino apresentou uma proposta de 15 pontos para uma reforma no Judiciário, afirmando ser necessário mudar para “controlar abusos de poder”.

    O ministro Flávio Dino, do STF -- Metrópoles
    O ministro Flávio Dino, do STF -- Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Confira os 15 pontos da proposta de Dino.

    Em um contexto de debate sobre normas do Judiciário brasileiro, o presidente do STF, Edson Fachin, criou em junho um grupo de estudo para discutir as propostas de reforma .

    O grupo deverá apresentar um relatório até o fim do ano judiciário de 2026.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/dino-defende-reforma-no-judiciario-mas-nega-haver-crise-terminal.

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