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    Dino afasta sobrinho do governador do Maranhão da presidência do TCE

    O ministro Flávio Dino , do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento por 180 dias do presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, Daniel Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB). Leia mais (08/17/2026 - 12h23)

    Folha de S.Paulo
    17 de agosto de 2026 às 15:23
    Dino afasta sobrinho do governador do Maranhão da presidência do TCE
    Homem de meia-idade com cabelo grisalho e óculos, veste camisa branca, gravata listrada vermelha e preta, e toga preta, em ambiente interno com fundo desfocado. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O ministro Flávio Dino , do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento por 180 dias do presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, Daniel Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB).

    O ministro Flávio Dino, do STF - Pedro Ladeira - 12.ago.2026/Folhapress · Pedro Ladeira - 12.ago.2026/Folhapress
    O ministro Flávio Dino, do STF - Pedro Ladeira - 12.ago.2026/Folhapress · Pedro Ladeira - 12.ago.2026/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A decisão faz parte do inquérito que apura suspeitas relacionadas a um homicídio em 2022 em São Luís, que se tornou ponto central da disputa eleitoral no Maranhão e envolve adversários do antigo grupo político de Dino. A investigação é relatada pelo próprio Dino no Supremo.

    A suspeita da Polícia Federal é de que o crime está relacionado a uma suposta cobrança de propina por Daniel Brandão.

    Em sua decisão, Dino diz que o grupo investigado tem "lançado mão de todas as ações ao seu alcance para blindar a identificação de Daniel Brandão" nas apurações e que há "fortes indícios" de que ele se utilizou da função no TCE para ocultar sua identidade nas investigações.

    Este é Flávio Dino, ministro do STF
    Este é Flávio Dino, ministro do STF — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Um órgão independente de controle externo não pode ser presidido justamente por uma pessoa que figura no centro de investigações sobre um homicídio, além do mau uso de recursos públicos, cobrança de propina e pagamentos fraudulentos, em favor de uma rede que envolve diretamente empresas de sua família —das quais foi ou é o único sócio—, órgãos estaduais, gestores e destacadas autoridades públicas", disse Dino, em sua decisão.

    Procurado, Daniel Brandão ainda não se manifestou.

    Anteriormente, ele disse que "repudia, de forma categórica, a acusação, que é absolutamente inverídica" e que "jamais participou, direta ou indiretamente, de qualquer negociação dessa natureza, tampouco solicitou, autorizou ou manteve qualquer tratativa envolvendo propina ou vantagem indevida relacionada aos fatos mencionados".

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O assassinato em São Luís que deu início ao caso, do empresário João Bosco Sobrinho, ocorreu em 2022. Antes de a ação chegar ao STF, Gilbson Cutrim foi considerado executor do crime pela Justiça maranhense e condenado a 13 anos de prisão.

    O caso, que estava aberto no STJ, apurava se o assassinato de Bosco Sobrinho estaria ligado a essa suposta cobrança de propina por Daniel Brandão. Em novembro de 2025, houve suspeitas de que o senador Weverton Rocha ( PDT -MA) tentou interferir na investigação, e o caso foi para o Supremo.

    O governador Carlos Brandão também é investigado no caso, como suposto líder de organização criminosa. Weverton e Brandão negam ter cometido qualquer irregularidade.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O episódio virou ponto central nas discussões da corrida pré-eleitoral pelo Governo do Maranhão e tem provocado trocas de acusações entre os grupos que eram ligados a Dino, dissidentes desses núcleos e opositores.

    Dino é ex-governador do estado, e Carlos Brandão foi seu vice. Atualmente, Brandão é rompido com o antigo grupo de Dino na política maranhense.

    A PF também apura se o assassinato teria relação com suspeitas de desvios de emendas parlamentares de contratos firmados no Maranhão.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/dino-afasta-sobrinho-do-governador-do-maranhao-da-presidencia-do-tce.shtml.

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    O ministro Flávio Dino, do STF - Pedro Ladeira - 12.ago.2026/Folhapress · Pedro Ladeira - 12.ago.2026/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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