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    Digimais, de Edir Macedo, tem prejuízo de R$ 581,4 milhões no 1º semestre

    O banco Digimais, de Edir Macedo , encerrou o primeiro semestre de 2026 com um prejuízo de R$ 581,4 milhões, indicando uma deterioração da situação financeira da instituição, que teve lucro líquido de R$ 42,1 milhões em igual período do ano passado. Os dados foram informados pelo banco e divulgados pelo BC (Banco Central) por meio da plataforma IFData. Leia mais (09/17/2026 - 18h13)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 21:13
    Digimais, de Edir Macedo, tem prejuízo de R$ 581,4 milhões no 1º semestre
    Foto: Folha de S.Paulo

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    São Paulo O banco Digimais, de Edir Macedo , encerrou o primeiro semestre de 2026 com um prejuízo de R$ 581,4 milhões, indicando uma deterioração da situação financeira da instituição, que teve lucro líquido de R$ 42,1 milhões em igual período do ano passado. Os dados foram informados pelo banco e divulgados pelo BC (Banco Central) por meio da plataforma IFData.

    Edir Macedo assiste ao desfile de 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios - Pedro Ladeira - 07.set.19/Folhapress · Pedro Ladeira - 07.set.19/Folhapress
    Edir Macedo assiste ao desfile de 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios - Pedro Ladeira - 07.set.19/Folhapress · Pedro Ladeira - 07.set.19/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O índice de Basileia do Digimais encerrou junho fora do patamar exigido pelo BC. Esse indicador mede a alavancagem de um banco pela razão entre o capital da instituição financeira e os empréstimos concedidos. O indicador do Digimais estava negativo em 4,62%, enquanto o regulador exige um índice mínimo de 10,5%. Procurado, o banco não se manifestou.

    Ao fim de junho, os ativos totalizam R$ 9,85 bilhões. Títulos e valores mobiliários eram R$ 3,19 bilhões e a carteira de crédito do banco estava em R$ 1,5 bilhão no período. Os passivos somam R$ 9,5 bilhões. Assim, o patrimônio líquido totalizava R$ 330,9 milhões.

    Em 12 meses, o banco teve uma queda de R$ 200 milhões na carteira de crédito, mas aumentou em mais de R$ 1 bilhão os títulos e valores mobiliários, segundo dados relativos a junho de 2025.

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    O índice de imobilização, razão dos ativos não financeiros pelo patrimônio do banco, totalizava 1.295,64%. Ou seja, a instituição tem imóveis e equipamentos que valem mais que o dinheiro que o prórprio banco tem. Ou seja, o capital está preso em ativos que não têm liquidez.

    Depois de anos de problemas, o banco vinha buscando um comprador e chegou a fechar um acordo com o BTG Pactual , com apoio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

    A potencial venda foi vista com bons olhos por ser uma forma de evitar uma eventual liquidação do Digimais, cujos depósitos teriam que ser integralmente cobertos pelo FGC. Com a alienação para outro banco, a tendência é que as perdas do fundo sejam menores, mesmo que o FGC tenha que cobrir parte do passivo.

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    Em junho, o Digimais foi alvo da Operação Miragem , ação da PF ( Polícia Federal ) que investiga possíveis irregularidades na instituição financeira do líder religioso. A investigação cumpriu nove mandados de busca e apreensão contra diretores, conselheiros e empresas ligadas à instituição do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus .

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/financas/2026/09/digimais-de-edir-macedo-tem-prejuizo-de-r-5814-milhoes-no-1o-semestre.shtml.

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