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    Desmatamento segue em queda na amazônia

    O governo de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) anunciou com certo alarde uma notícia animadora: volta a cair o desmatamento na amazônia . A boa-nova exige contextualização para aquilatar-lhe o devido significado, mas não desmerece o sucesso nessa área sensível. Leia mais (08/11/2026 - 22h00)

    Folha de S.Paulo
    12 de agosto de 2026 às 01:00
    Desmatamento segue em queda na amazônia
    Área extensa de floresta tropical com grande clareira onde árvores foram derrubadas e queimadas, cercada por vegetação densa e verde. Uma estrada de terra corta a parte inferior da imagem, separando a clareira da vegetação mais baixa. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Área desmatada em trecho da rodovia AM-366, em Tapauá (AM) - Henrique Santana - 9.dez.25/Folhapress · Henrique Santana - 9.dez.25/Folhapress
    Área desmatada em trecho da rodovia AM-366, em Tapauá (AM) - Henrique Santana - 9.dez.25/Folhapress · Henrique Santana - 9.dez.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O governo de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) anunciou com certo alarde uma notícia animadora: volta a cair o desmatamento na amazônia . A boa-nova exige contextualização para aquilatar-lhe o devido significado, mas não desmerece o sucesso nessa área sensível.

    Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( Inpe ), a s derrubadas recuaram 36%, para 2.874 km² , entre 1º de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026 —intervalo escolhido para coincidir com o início da estação mais seca. No último período sob responsabilidade da administração de Jair Bolsonaro ( PL ), a devastação era o triplo, com 8.590 km².

    Pode-se ponderar que o número total de 2.874 km² de superfície desmatada constitui um desperdício irracional, em que pese o aspecto positivo da redução.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Se cada quilômetro quadrado desse tipo de floresta pode conter em torno de 56 mil espécimes vegetais com tronco de 10 cm de diâmetro ou mais, depreende-se que em 2025/26 pereceram ali mais de 160 milhões de árvores, cerca de 443 mil por dia.

    Cabe assinalar que o dado provém do sistema Deter do Inpe, que orienta ações de fiscalização em tempo real e não apura a taxa oficial de desmate. Esta compete ao programa Prodes, também do Inpe, que usa outras imagens de satélite e publica a cifra oficial normalmente em novembro.

    Mas o Deter vem sendo aperfeiçoado, e as taxas pelos dois sistemas exibem maior convergência. Ademais, a tendência de queda é clara, após a escalada sob Bolsonaro. Os 2.874 km² representam o menor valor desde 2015, quando começou a série histórica.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Bem menos auspiciosa é a situação no cerrado . Houve redução, igualmente, porém bem menos acentuada. O recuo no coração do agronegócio foi de 8%, com 5.119 km² de corte —dado acabrunhante, já que a savana brasileira tem apenas metade da extensão do bioma do Norte.

    Com área de supressão vegetal 78% maior do que a da amazônia, conclui-se que a devastação é, proporcionalmente à extensão do bioma, quase quatro vezes maior. Nesse território sob expansão da agropecuária, o proprietário pode cortar 80% da cobertura vegetal, contra 20% na floresta amazônica.

    A receita para conter o desmatamento já se conhece: fiscalização atuante , embargo de áreas produtivas com derrubadas ilegais, restrição de crédito a desmatadores e repasse de recursos para municípios combaterem o problema. Cumpre agora adaptar esse modelo provado na amazônia, no que for factível, para conter a aniquilação do cerrado.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/08/desmatamento-segue-em-queda-na-amazonia.shtml.

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    Área desmatada em trecho da rodovia AM-366, em Tapauá (AM) - Henrique Santana - 9.dez.25/Folhapress · Henrique Santana - 9.dez.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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