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    Desgastes de Lula e Flávio mantêm a disputa acirrada

    Nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Flávio Bolsonaro ( PL ) chegaram ao início oficial da disputa pelo Planalto em momentos favoráveis. Em tal contexto, ambos podem encontrar motivos para se darem por satisfeitos com a estabilidade das intenções de voto captada pela nova pesquisa Datafolha . Leia mais (08/22/2026 - 22h00)

    Folha de S.Paulo
    23 de agosto de 2026 às 01:00
    Desgastes de Lula e Flávio mantêm a disputa acirrada
    À esquerda, homem de barba branca e chapéu de palha claro fala ao microfone, vestindo camisa branca. À direita, homem de cabelo escuro e terno preto segura microfone, com alfinete de tesoura na lapela, em fundo escuro com outra pessoa desfo — Foto: Folha de S.Paulo

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    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) - Bruno Santos/Folhapress e Evaristo Sá/AFP/Montagem · Bruno Santos/Folhapress e Evaristo Sá/AFP/Montagem
    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) - Bruno Santos/Folhapress e Evaristo Sá/AFP/Montagem · Bruno Santos/Folhapress e Evaristo Sá/AFP/Montagem — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Flávio Bolsonaro ( PL ) chegaram ao início oficial da disputa pelo Planalto em momentos favoráveis. Em tal contexto, ambos podem encontrar motivos para se darem por satisfeitos com a estabilidade das intenções de voto captada pela nova pesquisa Datafolha .

    A liderança de Lula e Flávio na corrida se mostra tão estável que, a esta altura, é a simulação de segundo turno que mais atrai as atenções. Nela, o mandatário petista tem 47% das intenções de voto, ante 43% do oposicionista à direita. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a liderança do primeiro é provável, mas não uma certeza.

    Tal distância se mantém praticamente inalterada desde maio, quando o bolsonarista sofreu o impacto de suas relações com Daniel Vorcaro, do Banco Master, investigado pelo maior desfalque financeiro da história do país e por corrupção de autoridades nos três Poderes. Até então, o Datafolha mostrava empate entre os dois principais postulantes.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O desgaste de Flávio não se limitou à modesta desvantagem para Lula. Imposto pelo pai e ex-presidente Jair Bolsonaro para preservar a hegemonia familiar no campo conservador, o senador fluminense não foi capaz de formar alianças com outras siglas da direita ao centro .

    Neste agosto, escolheu o correligionário Alfredo Gaspar como vice, depois de uma fracassada busca por nomes de outros partidos que dessem maior amplitude a sua candidatura.

    É Lula, no entanto, quem passa por maiores atribulações no momento . A Polícia Federal avança em investigações sobre as atividades de seu filho Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e de seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Ribeiro, ou Marcola, que levam a suspeitas de tráfico de influência —e, pior ainda, ligadas ao escândalo das fraudes contra aposentados do INSS.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Por ora, o caso não alterou as intenções de voto no petista, mas parece sintomático que a avaliação negativa de seu governo tenha voltado a aumentar —41% o consideram ruim ou péssimo, enquanto 33% o avaliam como bom ou ótimo, ante uma relação de 38% a 32% medida em julho. O trabalho do presidente é aprovado por 47% e reprovado por 50%.

    Trata-se de um saldo frustrante para quem, em busca de um quarto mandato, tem promovido uma multiplicação temerária de gastos e operações de crédito favorecido, agravando a já calamitosa situação das contas do Tesouro Nacional a ser herdada pelo vencedor da corrida.

    Resta claro que Lula e Flávio têm pisos e tetos pouco elásticos no eleitorado. Os líderes em preferências são também campeões de rejeição —45% rechaçam o voto no primeiro, e 46%, no segundo. O cenário prenuncia uma nova disputa acirrada, decidida por pequenas flutuações nos estratos mais avessos à polarização, o que não ajudará a popularidade do próximo governo.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/08/desgastes-de-lula-e-flavio-mantem-a-disputa-acirrada.shtml.

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    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) - Bruno Santos/Folhapress e Evaristo Sá/AFP/Montagem · Bruno Santos/Folhapress e Evaristo Sá/AFP/Montagem — Foto: Folha de S.Paulo

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