Brasil

    Desemprego recua a 5,3%, menor taxa até julho na série histórica, e renda fica estável

    A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,3% no trimestre até julho, após marcar 5,8% nos três meses encerrados em abril , que servem de base de comparação, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta (27). A renda do trabalho permaneceu estável na média. Leia mais (08/27/2026 - 09h01)

    Folha de S.Paulo
    27 de agosto de 2026 às 12:01
    Desemprego recua a 5,3%, menor taxa até julho na série histórica, e renda fica estável
    Multidão caminha em rua com lojas. Homem sentado em cadeira alta observa o movimento. Pessoas carregam sacolas e roupas, e o ambiente é urbano com fiação elétrica visível. — Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,3% no trimestre até julho, após marcar 5,8% nos três meses encerrados em abril , que servem de base de comparação, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta (27). A renda do trabalho permaneceu estável na média.

    Pessoas caminham em área comercial de Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense - Tércio Teixeira - 10.jul.26/Folhapress · Tércio Teixeira - 10.jul.26/Folhapress
    Pessoas caminham em área comercial de Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense - Tércio Teixeira - 10.jul.26/Folhapress · Tércio Teixeira - 10.jul.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo o IBGE, a taxa de 5,3% é a menor para o intervalo até julho na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento começou em 2012.

    O resultado ficou em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que também era de 5,3%, conforme a agência Bloomberg.

    A população considerada desempregada, que está à procura de vagas, foi estimada em 5,8 milhões até julho. O contingente diminuiu 8% ante o trimestre até abril (menos 503 mil pessoas).

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já a população ocupada com algum tipo de trabalho alcançou 103,3 milhões. É a maior da série histórica, com alta de 1% no trimestre (mais 1 milhão).

    "A população ocupada está aumentando e tirando pessoas da desocupação", disse o analista do IBGE William Kratochwill.

    O impulso para a ocupação veio da construção. Essa atividade teve acréscimo de 371 mil trabalhadores, o que significa um aumento de 5,1%.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Pedreiros estão entre os profissionais que conseguiram vagas no setor, segundo Kratochwill.

    O IBGE estimou a renda média do trabalho em R$ 3.762 por mês até julho. O resultado sinaliza uma variação negativa de 0,7% ante o período finalizado em abril (R$ 3.786).

    O instituto, contudo, considera o dado como estabilidade. Isso ocorre porque a variação não foi significativa em termos estatísticos, permanecendo dentro da margem de erro da pesquisa.

    Conforme Kratochwill, a alta do emprego na construção pode explicar a renda estacionada na média.

    O setor é conhecido por reunir trabalhadores com salários próximos da média ou até inferiores aos de profissionais de outras atividades econômicas.

    A pesquisa do IBGE abrange o mercado de trabalho formal, com carteira assinada ou CNPJ, e o setor informal, sem esses registros.

    Nas estatísticas oficiais, uma pessoa de 14 anos ou mais que não tem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada. Não basta só não trabalhar.

    A taxa de desocupação já havia registrado 5,4% até junho , mas o IBGE evita a comparação direta entre trimestres com meses repetidos. É o caso dos intervalos finalizados em junho e julho.

    Na divulgação anterior, economistas afirmaram que o mercado de trabalho ainda mostrava força, mas começava a dar sinais mais claros de desaceleração em um contexto de juros altos para conter a inflação . Um dos indícios apontados na ocasião foi a relativa estabilidade da renda após trajetória de crescimento .

    Conforme analistas, o desemprego baixo para os padrões brasileiros reflete uma combinação de fatores como o crescimento da atividade econômica nos últimos anos. A economia segue com medidas de estímulo do governo Lula (PT) antes das eleições, enquanto o aperto dos juros altos atua em sentido oposto.

    Outra questão citada por especialistas é a mudança demográfica em curso no país . Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de buscar ocupação.

    Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego, mas desafia o sistema previdenciário , porque a demanda por aposentadorias tende a crescer.

    O mercado de trabalho ainda é influenciado por vagas ligadas à tecnologia . Estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou no ano passado que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em um ponto percentual.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/desemprego-recua-a-53-e-tem-menor-taxa-ate-julho-na-serie-historica.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    Pessoas caminham em área comercial de Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense - Tércio Teixeira - 10.jul.26/Folhapress · Tércio Teixeira - 10.jul.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)