Desemprego fica em 5,3% e tem menor taxa até agosto com aumento do trabalho informal
A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,3% no trimestre móvel até agosto, após marcar 5,6% nos três meses encerrados em maio , que servem de base de comparação, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira (29). Leia mais (09/29/2026 - 09h00)

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A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,3% no trimestre móvel até agosto, após marcar 5,6% nos três meses encerrados em maio , que servem de base de comparação, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira (29).

O indicador é o menor para o intervalo até agosto na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012. O novo resultado veio em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que também era de 5,3%, segundo a agência Bloomberg.
A taxa de desocupação já estava em 5,3% no trimestre móvel até julho . O IBGE, contudo, evita a comparação direta entre intervalos com meses repetidos. É o caso dos encerrados em julho e agosto.
A população ocupada com algum tipo de trabalho (formal ou informal) subiu a 103,5 milhões no trimestre mais recente. É a maior de toda a série histórica, com alta de 0,8%, o equivalente a mais 774 mil pessoas inseridas no mercado.

Houve contribuição maior da informalidade para a geração dessas vagas. Dos 774 mil novos ocupados, 528 mil não tinham carteira assinada ou CNPJ.
O número de empregados no setor privado com carteira foi de 39,5 milhões até agosto. É o maior contingente de toda a série. Houve avanço de 149 mil pessoas nessa condição formal ante o trimestre até maio, mas o IBGE considera o número dentro da margem de estabilidade da pesquisa.
A população desempregada, por sua vez, foi estimada em 5,8 milhões até agosto. O grupo diminuiu 4,6% (menos 281 mil pessoas) na comparação com o trimestre encerrado em maio (6,1 milhões).

Nas estatísticas oficiais, uma pessoa de 14 anos ou mais que não tem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada. Não basta só não trabalhar.
A renda média de todos os trabalhos da população ocupada ficou em R$ 3.777 por mês até agosto.
Houve variação positiva de 0,7% em relação ao trimestre até maio (R$ 3.752). O IBGE, contudo, considera o resultado dentro da margem de estabilidade da pesquisa.

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Analistas afirmam que o mercado de trabalho ainda mostra força, mas dá sinais mais claros de desaceleração . A perda de ritmo ocorre sob juros altos para conter a inflação no país.
Esta é a última divulgação da Pnad antes do primeiro turno das eleições presidenciais , agendado para o próximo domingo (4).
Como mostrou reportagem da Folha , o Brasil chega ao pleito com um cenário de emprego e renda diferente do que se viu em 2022. Os dados mostram recuperação dos indicadores de lá para cá, mas não eliminam os desafios para os próximos quatro anos.
Nesse sentido, especialistas citam informalidade, expansão do trabalho por aplicativos , pejotização , efeitos da IA (inteligência artificial) sobre vagas iniciais , corrosão da Previdência com longevidade acelerada e descompasso entre a formação profissional e o que o mercado necessita.
Conforme analistas, o desemprego baixo para os padrões brasileiros reflete uma combinação de fatores como o desempenho positivo da atividade econômica nos últimos anos.
A economia seguiu com medidas de estímulo do governo Lula (PT) antes das eleições, em oposição ao aperto dos juros altos.
Outra questão citada por especialistas é a mudança demográfica em curso no país . Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de buscar ocupação.
Isso reduz a pressão da procura sobre a taxa de desemprego, mas desafia o sistema previdenciário , porque a demanda por aposentadorias tende a crescer.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/desemprego-fica-em-53-e-tem-menor-taxa-ate-agosto-na-serie-historica.shtml.

Cartaz anuncia vaga de emprego no comércio do Brás, em São Paulo - Zanone Fraissat - 12.ago.25/Folhapress · Zanone Fraissat - 12.ago.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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