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    Desemprego cai para 5,3% no trimestre até julho, e número de pessoas ocupadas bate recorde histórico

    Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012, informou o instituto. Com o resultado, a taxa de desemprego caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado entre fevereiro e abril deste ano, quando estava em 5,

    G1
    27 de agosto de 2026 às 12:00
    Desemprego cai para 5,3% no trimestre até julho, e número de pessoas ocupadas bate recorde histórico
    Foto: G1

    Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió — Foto: Jonathan Lins

    A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ). É a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012, informou o instituto.

    Com o resultado, a taxa de desemprego caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado entre fevereiro e abril deste ano , quando estava em 5,8% .

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    Na comparação com o mesmo período do ano passado (maio a julho de 2025), a queda foi de 0,3 ponto percentual, já que a taxa era de 5,6%.

    No trimestre encerrado em julho, o Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas desempregadas, uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, encerrado em abril, quando havia 6,3 milhões de pessoas procurando trabalho.

    Na comparação com o mesmo período do ano passado, havia 299 mil desempregados a menos, uma queda de 4,9%.

    Enquanto isso, o número de pessoas trabalhando chegou a 103,3 milhões, o maior já registrado pelo IBGE . Em relação ao trimestre anterior, foram 1 milhão de trabalhadores a mais. Na comparação com o ano passado, o aumento foi de 0,9%.

    🔎 Com mais gente empregada, também aumentou a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada . Esse índice, chamado de nível de ocupação , ficou em 58,9%, acima do registrado no trimestre anterior (58,4%).

    Outro indicador que melhorou foi o de subutilização da força de trabalho , que reúne pessoas desempregadas, as que gostariam de trabalhar mais horas e aquelas que desistiram de procurar emprego, embora ainda quisessem trabalhar. A taxa ficou em 13% no trimestre encerrado em julho.

    Ao todo, 14,9 milhões de brasileiros estavam nessa situação . O número caiu em 819 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e em 1,2 milhão na comparação com o mesmo período do ano passado.

    Taxa de desocupação: 5,3% População desocupada: 5,8 milhões de pessoas População ocupada: 103,3 milhões População fora da força de trabalho: 66,4 milhões População desalentada: 2,3 milhões Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,8 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões

    A população fora da força de trabalho somou 66,4 milhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior e com alta de 1,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, o equivalente a 721 mil pessoas a mais.

    A população desalentada ficou em 2,3 milhões. Em relação ao trimestre anterior, esse contingente caiu 9,7%, o equivalente a 248 mil pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 14,1%, menos menos 380 mil pessoas.

    🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acharem que não encontrariam, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo.

    O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (sem contar os empregados domésticos) chegou a 39,4 milhões , o maior já registrado pelo IBGE. O total ficou praticamente estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado.

    Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado aumentou para 13,8 milhões , com alta de 477 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o contingente permaneceu praticamente estável.

    Somando trabalhadores com e sem carteira assinada, o setor privado empregava 53,2 milhões de pessoas, também um recorde da série histórica.

    O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões , sem mudanças significativas no trimestre e no ano. Já o total de trabalhadores domésticos foi de 5,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas 236 mil pessoas menor do que no mesmo período de 2025.

    A taxa de informalidade , que inclui trabalhadores sem carteira, autônomos sem CNPJ e outras formas de ocupação informal, ficou em 37,5% da população ocupada.

    Isso representa 38,8 milhões de trabalhadores em situação de informalidade, um percentual praticamente estável em relação aos últimos trimestres.

    O rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 por mês. O valor permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas foi 3,3% maior do que no mesmo período do ano passado.

    Já a massa de rendimentos, que representa a soma de toda a renda recebida pelos trabalhadores no país, atingiu R$ 383,5 bilhões , o maior valor da série histórica do IBGE.

    O total ficou estável na comparação trimestral e cresceu 4,1% em relação ao mesmo período de 2025, um aumento de R$ 15,1 bilhões.

    Entre os setores da economia, apenas a construção aumentou o número de trabalhadores em relação ao trimestre anterior. O setor ganhou 371 mil vagas, alta de 5,1%.

    Veja a comparação com o mesmo período do ano passado em cada setor:

    🔨 Construção: mais 308 mil trabalhadores (+4,2%). 🚚 Transporte, armazenagem e correios: mais 321 mil trabalhadores (+5,4%). 🏛️ Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: mais 438 mil trabalhadores (+2,3%). 🏠 Serviços domésticos: menos 229 mil trabalhadores (-4,0%).

    Em relação aos salários, o rendimento médio ficou praticamente estável na maioria dos setores em comparação com o trimestre anterior. A única exceção foi o segmento de alojamento e alimentação , onde a renda caiu 5,1%, o equivalente a R$ 128.

    Na comparação com o mesmo período de 2025, os rendimentos aumentaram na indústria, em outros serviços e nos serviços domésticos. Nos demais setores, não houve mudanças significativas.

    Considerando a posição dos trabalhadores no mercado, o rendimento médio também permaneceu estável em relação ao trimestre anterior. Em um ano, porém, houve aumento para empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/27/desemprego-pnad-julho.ghtml.

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