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    Deputada que fez blackface muda autodeclaração racial para eleição; PSOL pede impugnação

    A Bancada Feminista do PSOL pediu à Justiça Eleitoral a impugnação do registro de candidatura da deputada estadual Fabiana Bolsonaro ( PL -SP) por falsidade ideológica eleitoral. Leia mais (08/11/2026 - 12h30)

    Folha de S.Paulo
    11 de agosto de 2026 às 15:30
    Deputada que fez blackface muda autodeclaração racial para eleição; PSOL pede impugnação
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), acusada de fazer blackface no plenário da Alesp em 2026, volta atrás na autodeclaração racial e se declara branca para as eleições de 2026
    Deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), acusada de fazer blackface no plenário da Alesp em 2026, volta atrás na autodeclaração racial e se declara branca para as eleições de 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Bancada Feminista do PSOL pediu à Justiça Eleitoral a impugnação do registro de candidatura da deputada estadual Fabiana Bolsonaro ( PL -SP) por falsidade ideológica eleitoral.

    A parlamentar se declarou branca ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições municipais de 2020 e parda nas eleições federais de 2022. No pleito de 2026, Fabiana Bolsonaro voltou a se declarar branca.

    A representação afirma que a mudança configura fraude eleitoral, já que em 2022 a deputada recebeu R$ 1.593,33 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha destinado a candidaturas de pessoas negras com base na autodeclaração racial anterior.

    Deputada Fabiana Bolsonaro se pinta em plenário para protestar contra Erika Hilton - Reprodução Alesp · Reprodução Alesp
    Deputada Fabiana Bolsonaro se pinta em plenário para protestar contra Erika Hilton - Reprodução Alesp · Reprodução Alesp — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O grupo sustenta que a prática comprometeria a moralidade e a lisura do processo eleitoral, além da igualdade de condições entre candidatos. A representação pede ainda que Fabiana devolva os recursos recebidos.

    A defesa da parlamentar afirma que não houve intimação e que ela se manifestará nos autos do processo.

    Em março, a deputada foi alvo de pedidos de cassação e de inquérito no MPF ( Ministério Público Federal) em função da prática de blackface e de falas consideradas transfóbicas durante sessão no plenário da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

    Mulher de cabelo curto e escuro, vestindo blusa preta sem mangas, fala em microfone diante de parede clara de mármore. Ela gesticula com as mãos cruzadas à frente do corpo.
    Mulher de cabelo curto e escuro, vestindo blusa preta sem mangas, fala em microfone diante de parede clara de mármore. Ela gesticula com as mãos cruzadas à frente do corpo. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na ocasião, Fabiana afirmou que não poderia representar as pessoas negras ao se pintar de negra, em protesto contra a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados .

    "Eu tive os privilégios de uma pessoa branca durante toda a minha vida. Agora, aos 32 anos, decido me maquiar, me travestir como uma pessoa negra. E agora, virei negra?", questionou, ao se pintar com base para peles negras durante a sessão.

    Em nota enviada à coluna, a representante negou o uso de blackface e afirmou que a manifestação não foi um deboche, e sim sinal de reconhecimento e respeito pela luta histórica do povo negro.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ainda em março, Erika Hilton pediu à Justiça Eleitoral a instauração de inquérito policial para apurar a mudança na autodeclaração da parlamentar entre 2020 e 2022.

    À coluna, o advogado Alberto Rollo, que representa Fabiana, disse que há "muita lacração política" no caso e afirma que a responsabilidade pelos registros é dos partidos —o Patriota, em 2020, e o PL, em 2022.

    Ele acrescentou que, segundo relato da própria cliente, ela teria um avô negro e uma avó indígena. "Diante disso, a autodeclaração como parda não seria irregular, né?", questionou.

    A deputada é ainda alvo de outro pedido de impugnação do registro de candidatura, feito à Justiça pela Procuradoria Regional Eleitoral do MPF. A justificativa é de que o uso do sobrenome "Bolsonaro" na urna pode sugerir relação familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A parlamentar não tem parentesco com ele e se chama Fabiana de Lima Barroso.

    com KARINA MATIAS (interina), DIEGO ALEJANDRO e JULLIA GOUVEIA

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/08/deputada-que-fez-blackface-muda-autodeclaracao-racial-para-eleicao-psol-pede-impugnacao.shtml.

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    Deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), acusada de fazer blackface no plenário da Alesp em 2026, volta atrás na autodeclaração racial e se declara branca para as eleições de 2026 — Foto: Folha de S.Paulo

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