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    Deputada do PSol pede suspensão da indenização à Trivia pelo Governo de SP

    O pagamento de mais R$ 24 mil é referente às despesas pagas pela concessionária durante o período em que administrou as linhas 11, 12 e 13

    Metrópoles
    18 de setembro de 2026 às 00:59
    Deputada do PSol pede suspensão da indenização à Trivia pelo Governo de SP
    Foto: Metrópoles

    A deputada Monica Seixas do Partido Socialismo e Liberdade ( PSol ) pediu a suspensão da indenização de mais de R$ 24 mil que o governo de São Paulo , por meio da CPTM , pagaria à Trivia Trens , concessionária que tomou conta das linhas 11, 12 e 13 da malha ferroviária paulista durante 90 dias.

    A denúncia foi feita ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo ( TCE-SP ) e questiona um contrato extra assinado entre a CPTM e a concessionária, após diversas falhas operacionais que abalaram o transporte da capital e região metropolitana.

    A parlamentar aponta a suspeita de irregularidades e falta de transparência, levantando o questionamento se o Estado não estaria pagando por custos, erros e riscos que a Trivia Trens deveria arcar.

    Material cedido ao Metrópoles
    Material cedido ao Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Por meio de uma medida cautelar, ela pede a suspensão dos pagamentos sem comprovação detalhada e requer uma auditoria completa para apurar quanto a CPTM gastou para reassumir as linhas, quais penalidades foram aplicadas à concessionária e quem ficará, ao final, com o prejuízo provocado pelas falhas na prestação do serviço.

    “Em julho desse ano, nós assistimos o caos provocado pela privatização das linhas 11, 12 e 13 da CPTM. Já nos primeiros dias de operação das linhas assistimos cenas lamentáveis envolvendo até incêndio e explosão. Depois de tudo isso, Tarcísio determinou que a CPTM reasumisse temporáriamente, mas não deixou de pagar por um serviço que não foi prestado. Ou seja, o usuário do transporte público paga triplamente: com o preço da passagem nas alturas, a qualidade péssima com falhas cotidianas e com os impostos que vão pro bolso dos empresários. O TCE não pode permitir que essa farra com o dinheiro público aconteça” declarou a deputada sobre a representação. Quais irregularidades foram apontadas? Transferência indevida de riscos e custos ao erário público: Há a suspeita de que o governo está pagando contas que deveriam ser da própria empresa privada (Trívia Trens), segundo as regras normais do contrato de parceria entre eles. Falta de transparência pública das despesas: O governo liberou uma verba de R$ 24.380.923,26 para cobrir gastos de 90 dias, mas não especificou para o que esse dinheiro será usado Risco de duplicidade de remuneração: Há o perigo do Governo pagar por despesas que a empresa privada já recebia para cobrir por meio do lucro das passagens ou pagamentos contratuais já existentes, por exemplo Eficácia Retroativa e ressarcimento de valores estimados: O documento assinado em setembro previa o pagamento de despesas desde julho, ou seja, de acordo com Mônica, há o risco de o Estado pagar contas baseadas em valores estimados , não em comprovantes reais Falta de compensação dos custos extraordinários da CPTM: O acordo não cita nada sobre os gastos que a própia CPTM teve para socorrer as linhas que entraram em crise durante a administração privada, nem desconta valores de possíveis multas que a concessionária deveria pagar pela má gestão Leia também São Paulo CPTM irá ressarcir Trivia em R$ 24,3 milhões ao retomar Linhas 11, 12 e 13 São Paulo MPSP vai investigar falhas em linhas concedidas à Trivia Trens São Paulo Trivia pode perder concessão se não cumprir contrato, diz Tarcísio Demétrio Vecchioli Dona da Trivia foi multada por falhas em segurança contra incêndio O que diz a Trivia Trens? Em nota, a concessionária informa que não recebeu qualquer comunicação oficial sobre a representação mencionada. O aditamento ao Convênio CO-00226-01 refere-se ao ressarcimento, pela CPTM à Trívia Trens, de custos relacionados à manutenção de serviços essenciais (ex: limpeza, vigilância, coleta de resíduos, manutenção de elevadores e escadas rolantes), mantidos pela concessionária a pedido da estatal, durante o período de 90 dias em que a CPTM assumiu a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

    Imagem colorida mostra interior de vagão destruído após incêndio na linha 12-Safira. Metrópoles
    Imagem colorida mostra interior de vagão destruído após incêndio na linha 12-Safira. Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/deputada-do-psol-pede-suspensao-da-indenizacao-a-trivia-pelo-governo-de-sp.

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