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    Depois do Topo: como fundadora da Care virou a ponte de capital para empreendedoras

    Patrícia Camargo, cofundador da Care Beauty, vendida ao Grupo Granado em 2024 (Foto: Divulgação) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-06-at-12.37.53-e1788709682339.jpeg?fit=1066%2C928&quality=70&strip=all" />Patrícia Camargo criou um negócio de sucesso e o vendeu para a Granado, em 2024; como a empreendedora busca apoiar outras mulheres agora The post Depois do Topo: como fundadora da Care virou a ponte de capital para empreendedoras appeared first on InfoMoney .

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    6 de setembro de 2026 às 16:45
    Depois do Topo: como fundadora da Care virou a ponte de capital para empreendedoras
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    Patrícia Camargo, cofundador da Care Beauty, vendida ao Grupo Granado em 2024 (Foto: Divulgação)

    Vender uma empresa é o ápice de uma jornada de anos, o momento em que o “filho” ganha o mundo sob nova tutela. Mas, para Patrícia Camargo, cofundadora da Care — marca de clean beauty vendida ao Grupo Granado em 2024 por valor não revelado —, o fechamento do deal não foi um ponto final, mas o início de uma transição estratégica.

    Hoje, ela ocupa um lugar que poucos fundadores conseguem acessar logo após o exit: o de quem, tendo vivido a trincheira, agora atua como investidora, conselheira e professora, tentando mudar a lógica de como o mercado enxerga o empreendedorismo feminino.

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    “O mercado ainda acha que investir em negócios feitos por mulheres é filantropia”, diz Patrícia, em entrevista ao InfoMoney . “Hobby não recebe investimento. Lifestyle business não recebe investimento. Meu papel tem sido mostrar como estruturamos um negócio com governança, KPIs e ferramentas de estratégia para que essas mulheres tenham acesso a capital.”

    A trajetória de Patrícia com a Care, fundada em 2018, foi desenhada para o êxito. Desde o dia zero, a empresa foi construída com processos rigorosos, rastreabilidade e disciplina financeira. “A sustentabilidade não ia só na embalagem; estava na planilha”, resume. Essa governança foi o que atraiu o Grupo Granado, em uma negociação que durou cerca de um ano.

    Após a venda, o sentimento foi um misto de euforia e a clássica “síndrome do ninho vazio”. “É um ato de humildade entender que você não tem mais decisão sobre o seu negócio. E tudo bem, porque é para a longevidade, para deixar legado”, reflete.

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    O processo de venda, contudo, teve um capítulo de superação pessoal que ela raramente expõe: a descoberta de um câncer de ovário agressivo no meio das negociações. “Foi uma força locomotriz muito grande para eu conseguir vencer o câncer e estar ali na coletiva de imprensa, careca, mas muito feliz com o meu batom vermelho, grata por estar com vida, vivenciando aquele sonho.”

    Agora, a empreendedora atua em três frentes para profissionalizar o ecossistema de fundadoras. Primeiro, como investidora-anjo, com cheques entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. Uma das iniciativas que já recebeu seu apoio foi o Café por Elas, marca que conecta mais de 70 produtoras e avança do B2B para o D2C. Outros dois investimentos devem acontecer em breve.

    Ainda no universo de venture capital, Patricia atua como ponte entre fundadoras e cinco fundos de investimento. O portfólio é diversificado: dois fundos focados em late stage (Séries C e D, com cheques de R$ 20 mi a R$ 30 mi) e três voltados a estágios iniciais (Seed e Série A, entre R$ 5 mi e R$ 10 mi).

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    Em outra frente, Patrícia ocupa uma cadeira como professora de varejo, estratégia e inovação na Link School of Business , e busca preparar a próxima geração de empreendedoras.

    Para a empreendedora, o foco setorial é o varejo e bens de consumo — moda, alimentos, beleza e wellness. Ela critica a reticência dos VCs em alocar capital nesses setores, muitas vezes ofuscados pelo brilho da tecnologia pura.

    “Quando falamos de varejo, há uma descrença. Mas o varejo é a locomotiva da economia desde os primórdios. Inclusive, a tecnologia só acontece porque tem onde empregar no varejo”, argumenta.

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    Para ela, a chave para mudar o jogo não é pedir mais espaço, mas entregar mais governança. Segundo um diagnóstico de Patrícia, muitas empreendedoras quebram não por erros estratégicos pontuais, mas por “erros caros” que poderiam ser evitados com gestão profissional desde o início.

    “Não existe empreendedorismo feminino ou masculino. Existe empreendedorismo”, conclui. “O que eu faço é usar meu privilégio de rede para abrir portas e mostrar que, com a estrutura correta, o negócio de uma mulher é tão robusto quanto qualquer outro.”

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/business/depois-do-topo-como-fundadora-da-care-virou-a-ponte-de-capital-para-empreendedoras/.

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