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    Depois da China, quem vem? Vale (VALE3) aponta novos motores da demanda por metais

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    28 de setembro de 2026 às 08:05
    Depois da China, quem vem? Vale (VALE3) aponta novos motores da demanda por metais
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    Logo da Vale em escritório na Suíça (REUTERS/Denis Balibouse)

    Embora a China ainda represente cerca de 60% do mercado da Vale, a companhia vê espaço para que outras regiões ganhem relevância na demanda global por metais nos próximos anos.

    Segundo Marcelo Bacci, CFO da Vale ( VALE3 ), Índia e Sudeste Asiático aparecem entre os mercados com maior potencial de crescimento, enquanto a África pode ganhar importância em um horizonte mais longo.

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    Bacci afirma que, no mercado global de minério de ferro, os Estados Unidos têm uma participação menor por apresentarem maior autossuficiência e utilizarem uma parcela relevante de sucata e material reciclado na produção de aço.

    Ainda assim, o executivo vê espaço para aumento da relevância do país diante dos investimentos em infraestrutura.

    Na avaliação do CFO, porém, a discussão sobre a demanda por minério de ferro não deve ficar concentrada apenas na economia americana ou na China. Índia e países do Sudeste Asiático vêm crescendo a partir de bases menores e, por isso, podem representar uma parcela cada vez mais importante do consumo global.

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    A Índia é um dos principais exemplos. Bacci destaca que o país ainda possui grandes necessidades de infraestrutura e industrialização, o que tende a aumentar a demanda por materiais utilizados em obras e na expansão da capacidade produtiva.

    “A Índia tem tudo a fazer do ponto de vista de infraestrutura. A infraestrutura que você encontra na Índia não se compara com o que você encontra na China”, disse Bacci. Segundo ele, a expansão envolve investimentos em estradas, industrialização e outros projetos que demandam grande quantidade de metais.

    O mesmo movimento, de acordo com o executivo, pode ser observado no Sudeste Asiático. Países como Vietnã e Indonésia ainda possuem ciclos de investimento relevantes pela frente, o que abre espaço para uma expansão do consumo de matérias-primas. “Sudeste Asiático é a mesma coisa, o Vietnã, a Indonésia, uma série de lugares onde os ciclos de investimento ainda estão por acontecer”, disse.

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    Bacci também cita a África como uma região com potencial de crescimento da demanda, embora em um horizonte mais longo.

    A lógica, diz ele, está relacionada ao crescimento populacional e à necessidade de expansão da infraestrutura em países que ainda apresentam grandes lacunas nesse quesito. “Todo lugar que você vê crescimento de população leva à necessidade de crescimento da infraestrutura, leva ao consumo de metais. Esse é o ciclo.”

    Bacci ressalta que o crescimento não ocorre de maneira uniforme entre os diferentes metais. Alguns deles apresentam perspectivas de expansão mais acelerada em função de tendências específicas da economia global.

    Logo da Vale em escritório na Suíça (REUTERS/Denis Balibouse)
    Logo da Vale em escritório na Suíça (REUTERS/Denis Balibouse) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    “Você tem pockets, tem o cobre que vai crescer mais rápido por causa de IA, você tem os metais ligados à bateria que também estão crescendo mais”, comenta

    O minério de ferro, por sua vez, continua sendo um mercado de grande dimensão, mas está mais exposto a fatores macroeconômicos e aos ciclos de investimento em infraestrutura e indústria.

    De acordo com Bacci, justamente por apresentar uma escala muito maior, o mercado de minério de ferro também pode ter sua dinâmica analisada de maneira diferente daquela observada em metais com mercados menores e perspectivas específicas de crescimento. A visão da Vale, portanto, é de uma diversificação gradual dos motores de demanda.

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