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    Denúncias de assédio eleitoral nos primeiros dias de setembro já superam as do mesmo mês em 2022

    São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram reclamações contra patrões desde o começo do ano

    UOL
    14 de setembro de 2026 às 14:00
    Denúncias de assédio eleitoral nos primeiros dias de setembro já superam as do mesmo mês em 2022
    Diversos bonés coloridos expostos sobre lona em calçada, incluindo modelos vermelhos com inscrições "LULA 2026" e verdes com "Jair Bolsonaro 2026", além de bonés com símbolos da seleção brasileira e times de futebol. Pessoas caminham ao fun — Foto: UOL

    Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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    Vendedor ambulante com bonés de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na região central de São Paulo - Felipe Bächtold - 27.mai.2025/Folhapress · Felipe Bächtold - 27.mai.2025/Folhapress
    Vendedor ambulante com bonés de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na região central de São Paulo - Felipe Bächtold - 27.mai.2025/Folhapress · Felipe Bächtold - 27.mai.2025/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    O número de denúncias de assédio eleitoral nos 13 primeiros dias de setembro já supera com folga o de todo o mês de setembro de 2022: 114 agora contra 68 naquele ano, de acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho). Em agosto, o número saltou de 9, quatro anos atrás, para 133, neste ano. Em 2022, o volume de denúncias de assédio eleitoral explodiu entre o primeiro e o segundo turno das eleições , a grande maioria pedindo voto em Jair Bolsonaro (PL) e contra Lula (PT) .

    O período foi marcado por relatos de patrões chantageando funcionários a votar no então presidente com promessas de pernil, folga , bônus de R$ 200, 14° e 15° salário ou ameaças de demissão, caso Lula ganhasse. A participação de prefeitos levou inclusive o PT a criar um dique-denúncia em Minas Gerais .

    Veja o que é o assédio eleitoral no trabalho e como denunciar
    Veja o que é o assédio eleitoral no trabalho e como denunciar — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Desde o começo do ano, o MPT recebeu 376 denúncias, contra 85 de janeiro a setembro de 2022. São Paulo lidera o ranking com 45 acusações, seguido por Rio de Janeiro com 44, Minas Gerais com 32 e Goiás com 21. Pará, Paraná e Pernambuco aparecem na sequência, com 18 relatos em cada.

    O TST (Tribunal Superior do Trabalho) define assédio eleitoral como toda forma de pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de benefício para influenciar o voto, a posição política ou a participação eleitoral no ambiente de trabalho.

    O MPT acredita que o número está significativamente maior neste ano também graças à maior conscientização dos eleitores sobre a prática. No começo de agosto, MPT, TST e TSE (Tribunal Superior Eleitoral) lançaram a campanha "No meu voto mando eu" . As denúncias podem ser feitas às três instituições, inclusive online, e às ouvidorias dos Tribunais Regionais do Trabalho.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

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    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425 — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/09/denuncias-de-assedio-eleitoral-nos-primeiros-dias-de-setembro-ja-superam-as-do-mesmo-mes-em-2022.shtml.

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    Vendedor ambulante com bonés de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na região central de São Paulo - Felipe Bächtold - 27.mai.2025/Folhapress · Felipe Bächtold - 27.mai.2025/Folhapress — Foto: UOL

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