Denúncias de assédio eleitoral nos primeiros dias de setembro já superam as do mesmo mês em 2022
São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram reclamações contra patrões desde o começo do ano

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel
O número de denúncias de assédio eleitoral nos 13 primeiros dias de setembro já supera com folga o de todo o mês de setembro de 2022: 114 agora contra 68 naquele ano, de acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho). Em agosto, o número saltou de 9, quatro anos atrás, para 133, neste ano. Em 2022, o volume de denúncias de assédio eleitoral explodiu entre o primeiro e o segundo turno das eleições , a grande maioria pedindo voto em Jair Bolsonaro (PL) e contra Lula (PT) .
O período foi marcado por relatos de patrões chantageando funcionários a votar no então presidente com promessas de pernil, folga , bônus de R$ 200, 14° e 15° salário ou ameaças de demissão, caso Lula ganhasse. A participação de prefeitos levou inclusive o PT a criar um dique-denúncia em Minas Gerais .

Desde o começo do ano, o MPT recebeu 376 denúncias, contra 85 de janeiro a setembro de 2022. São Paulo lidera o ranking com 45 acusações, seguido por Rio de Janeiro com 44, Minas Gerais com 32 e Goiás com 21. Pará, Paraná e Pernambuco aparecem na sequência, com 18 relatos em cada.
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) define assédio eleitoral como toda forma de pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de benefício para influenciar o voto, a posição política ou a participação eleitoral no ambiente de trabalho.
O MPT acredita que o número está significativamente maior neste ano também graças à maior conscientização dos eleitores sobre a prática. No começo de agosto, MPT, TST e TSE (Tribunal Superior Eleitoral) lançaram a campanha "No meu voto mando eu" . As denúncias podem ser feitas às três instituições, inclusive online, e às ouvidorias dos Tribunais Regionais do Trabalho.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Na página Colunas da Folha você encontra opinião e crônicas de colunistas como Mônica Bergamo , Elio Gaspari , Djamila Ribeiro , Tati Bernardi , Dora Kramer , Ruy Castro , Muniz Sodré , Txai Suruí , José Simão , Thiago Amparo , Antonio Prata e muito mais.
Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/09/denuncias-de-assedio-eleitoral-nos-primeiros-dias-de-setembro-ja-superam-as-do-mesmo-mes-em-2022.shtml.

Vendedor ambulante com bonés de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na região central de São Paulo - Felipe Bächtold - 27.mai.2025/Folhapress · Felipe Bächtold - 27.mai.2025/Folhapress — Foto: UOL
Compartilhe
Espalhe essa notícia

