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    Demitida aos 59 anos, ela decidiu recomeçar na Antártida, onde divide o tempo entre a vida noturna e o trabalho sob neve constante

    Em vez de buscar recolocação na mesma área, May Lee optou por uma mudança radical. O que ela não esperava era se apaixonar pela Antártida, e querer voltar no ano seguinte

    CNN Brasil
    7 de outubro de 2026 às 13:05
    Demitida aos 59 anos, ela decidiu recomeçar na Antártida, onde divide o tempo entre a vida noturna e o trabalho sob neve constante
    Foto: CNN Brasil

    May Lee era gerente de marketing e comunicação em uma gigante multinacional do setor de tecnologia. Ela trabalhou para a empresa por três décadas até que, por uma onda de demissões em massa em 2025, ficou desempregada.

    Aos 59 anos, ela poderia tentar uma recolocação profissional na mesma área – mas, como contou à Business Insider, decidiu "experimentar algo completamente novo".

    Em seu relato publicado neste mês, Lee compartilhou por que decidiu aceitar um emprego temporário na Antártida , como acabou se apaixonando pela rotina num local eternamente congelado, e seus planos para voltar em um novo cargo em 2027.

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    Emma Stone resgata tendência dos anos 1990 em look todo Louis Vuitton — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A Estação McMurdo é a maior base científica do continente mais ao sul do planeta . Ela funciona como centro logístico e de estudos para os Estados Unidos e opera de forma sazonal, com mais trabalhadores no verão e um contingente reduzido no inverno.

    Essa diferença ocorre porque as temperaturas, que chegam a 8 °C nos meses mais quentes, ficam até 50 °C abaixo de zero durante seis meses por ano. Ao mesmo tempo, a população local precisa lidar com até quatro meses de noite perpétua e outros quatro em que o sol nunca se põe.

    As condições climáticas extremas fazem com que muitos dos contratos em McMurdo sejam temporários. Por isso, o trabalho de May Lee na Antártida dura apenas cinco meses por ano.

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    "O Brasil de Tarsila": conheça a maior mostra imersiva sobre a pintora — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Filha de pai taiwanês, nascida no Tennessee e formada em ciência da computação, Lee começou no mercado de trabalho como engenheira de software. Ela escalou a pirâmide da empresa até chegar à gerência de marketing e comunicação. Mas quando decidiu trabalhar na base científica da Antártida , seu papel era bem diferente.

    Como técnica de suprimentos de tecnologia e comunicação em McMurdo, ela acordava às 6h30 e começava a trabalhar uma hora depois, de segunda a sábado. Ela andava a pé sobre solo congelado coberto por grossas camadas de neve, já que veículos costumam ser reservados para exploração e transporte de carga.

    Seu expediente consistia em distribuir os equipamentos necessários para cada setor, fazer inventário e receber os suprimentos que chegavam em aeronaves até a base. Ela passou a operar uma empilhadeira – uma função muito distante de sua experiência como profissional de tecnologia e marketing.

    Modelo que recriava desfiles pelas ruas da Nigéria estreia na Chanel
    Modelo que recriava desfiles pelas ruas da Nigéria estreia na Chanel — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    May faz suas refeições na cafeteria da estação. Por alguns meses, os trabalhadores têm acesso a comida fresca, como ovos, frutas e hortaliças trazidas por via aérea dos Estados Unidos. Quando o clima esfria, a base da alimentação passa a ser suprimentos congelados.

    O expediente acaba às 17h30, mas a população raramente se recolhe neste horário. Lee conta que a vida noturna na Antártida é agitada, com festivais, aulas de arte manual, palestras de ciência e até baladas. Nos meses em que o Sol não se põe, fica mais fácil sair de uma festa às 2h da madrugada e ir para a casa à luz do dia.

    No tempo livre, a americana começou a trabalhar como voluntária em uma biblioteca, onde virou locutora e produtora de seu próprio programa de rádio. No "Ms. Purple!! 80's on the 8", na Ice Radio, ela toca hits da década de 1980 para embalar as noites frias.

    A Estação McMurdo iluminada durante o amanhecer • Reprodução/Cool Antarctica
    A Estação McMurdo iluminada durante o amanhecer • Reprodução/Cool Antarctica — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Este período como voluntária ajudou May a conseguir seu segundo cargo na Estação McMurdo, para o qual ela está se preparando atualmente. A ex-engenheira de software vai trabalhar como engenheira de transmissão, cuidando dos equipamentos e sistemas de rádio e televisão.

    A Estação McMurdo iluminada durante o amanhecer • Reprodução/Cool Antarctica
    A Estação McMurdo iluminada durante o amanhecer • Reprodução/Cool Antarctica — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Emma Stone resgata tendência dos anos 1990 em look todo Louis Vuitton — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    “O Brasil de Tarsila”: conheça a maior mostra imersiva sobre a pintora — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Modelo que recriava desfiles pelas ruas da Nigéria estreia na Chanel — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    A Estação McMurdo iluminada durante o amanhecer
    A Estação McMurdo iluminada durante o amanhecer — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/demitida-aos-59-anos-ela-decidiu-recomecar-na-antartida-onde-divide-o-tempo-entre-a-vida-noturna-e-o-trabalho-sob-neve-constante/.

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