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    Demanda de energia de data centers dispara na CPFL, mas rede trava expansão

    Alta de 35,8% no segundo trimestre reforça avanço do setor, mas limitações da infraestrutura elétrica impedem novas conexões e restringem o potencial de expansão

    CNN Brasil
    14 de agosto de 2026 às 07:30
    Demanda de energia de data centers dispara na CPFL, mas rede trava expansão
    Foto: CNN Brasil

    O consumo de energia dos data centers voltou a acelerar na área de concessão da CPFL Energia no segundo trimestre de 2026, reforçando a pressão que a expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem começa a exercer sobre a infraestrutura elétrica brasileira .

    Em entrevista à CNN , CEO da CPFL Energia, Gustavo Estrella , disse que a demanda de eletricidade dessas instalações cresceu 35,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. O avanço supera o ritmo observado anteriormente e ocorre mesmo diante das limitações da rede para receber novos empreendimentos.

    “Temos crescimentos expressivos de consumo de energia vindo de data centers de 35,8% na comparação com o trimestre do ano passado. É um desafio da indústria de crescer no seu potencial . Temos muitos pedidos de conexão de data centers que têm sido negados”, afirma Estrella.

    Vista aérea de um data center na Virgínia, EUA • REUTERS/Jonathan Ernst · • REUTERS/Jonathan Ernst
    Vista aérea de um data center na Virgínia, EUA • REUTERS/Jonathan Ernst · • REUTERS/Jonathan Ernst — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O dado mostra uma nova aceleração de um movimento que já vinha ganhando força no começo do ano. Em maio, Estrella havia dito à CNN que a demanda de energia dos data centers na área da CPFL havia aumentado 24% entre 2025 e 2026 , puxada principalmente por instalações voltadas à inteligência artificial e a serviços de computação em nuvem na região da Grande Campinas. Naquele momento, o segmento já correspondia a 8% do consumo da classe comercial da distribuidora.

    A influência dos data centers sobre o mercado da companhia também já aparecia nos números de crescimento da classe comercial. O consumo desse grupo havia avançado 2,9%, dos quais aproximadamente 1,4 ponto percentual vinha exclusivamente da expansão dos centros de dados.

    Agora, com a alta de 35,8% registrada no segundo trimestre, Estrella avalia que o movimento está longe de ser pontual e deverá continuar sustentando taxas elevadas de crescimento nos próximos períodos.

    “Vejo o copo meio cheio de crescer com essa força no trimestre e que não é pontual (...). O copo meio vazio é reconhecer a dificuldade de expansão da rede para atender a demanda que tenho não apenas em nossa área de concessão, mas no Brasil inteiro”, diz.

    O problema ganha dimensão adicional porque data centers possuem um perfil de consumo muito diferente do de clientes convencionais. A s instalações operam de forma contínua , 24 horas por dia, concentram grande quantidade de equipamentos de processamento e ainda precisam de sistemas robustos de refrigeração. Em projetos de maior escala ligados à inteligência artificial, a demanda de um único complexo pode se aproximar do consumo de uma cidade de médio porte.

    A Grande Campinas se consolidou como um dos principais polos desse mercado no país pela proximidade com a capital paulista, disponibilidade de fibra óptica, presença de empresas de tecnologia e condições de acesso ao sistema elétrico. O aumento da procura, porém, passou a exigir investimentos em linhas de transmissão, subestações e novos pontos de conexão para que a infraestrutura acompanhe o ritmo dos projetos.]

    Para Estrella, além da expansão física da rede, outro fator considerado importante pela indústria é a criação de condições tributárias mais favoráveis ao setor . O executivo lembra que o mercado aguarda o Redata , iniciativa que prevê tratamento tributário específico para data centers e que, na avaliação dele, seria fundamental para permitir que a indústria ganhe escala.

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/infra/demanda-de-energia-de-data-centers-dispara-na-cpfl-mas-rede-trava-expansao/.

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    Vista aérea de um data center na Virgínia, EUA • REUTERS/Jonathan Ernst · • REUTERS/Jonathan Ernst — Foto: CNN Brasil

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