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    Delegado da PCGO afastado nega acusações de desvio de cargas e propina

    Segundo o processo que apura o crime, o delegado também teria recebido a sacola de empresário que teve cargas apreendidas pela PCGO

    Metrópoles
    2 de setembro de 2026 às 17:25
    Delegado da PCGO afastado nega acusações de desvio de cargas e propina
    Foto: Metrópoles

    Citado na investigação sobre o suposto desvio de uma carga de vergalhões avaliada em R$ 1,4 milhão, o delegado da Polícia Civil de Goiás Alexandre Bruno de Barros nega as acusações e afirma ter alertado órgãos de controle sobre a falta de estrutura da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR).

    Segundo a defesa, documentos mostram que, em maio de 2022, o delegado solicitou à cúpula da Polícia Civil a disponibilização de galpões para armazenar cargas recuperadas . O pedido, porém, não teria sido atendido.

    Em janeiro de 2023, ele também acionou a Promotoria responsável pelo controle externo da atividade policial e, em junho de 2024, levou a situação ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de Goiás.

    Reprodução / Redes sociais
    Reprodução / Redes sociais — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A coluna Na Mira acionou a PCGO a respeito desse pedido. Até a publicação da matéria, ainda não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

    Fala sobre defesa não afeta atividade-fim

    Arquivo que fala sobre destinação de bens apreendidos

    Delegado da PCGO afastado nega acusações de desvio de cargas e propina
    Delegado da PCGO afastado nega acusações de desvio de cargas e propina — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A defesa sustenta que o uso de depósitos particulares ocorreu justamente pela falta de espaço público e afirma que as cargas eram encaminhadas mediante autorização das empresas vítimas. Segundo os advogados, o empresário citado na investigação já atuava como depositário antes de Alexandre Bruno assumir a titularidade da DECAR.

    O delegado também nega ter recebido R$ 200 mil em propina e afirma ter colocado voluntariamente os sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça. Ele também contesta a acusação de intimidação de testemunha e diz que o advogado citado no processo negou ter sofrido qualquer ameaça.

    Afastado cautelarmente por 90 dias, Alexandre Bruno afirma receber a decisão com tranquilidade. A defesa prepara a impugnação e sustenta que os documentos apresentados demonstram a regularidade da atuação do delegado.

    Delegado da PCGO afastado nega acusações de desvio de cargas e propina - destaque galeria
    Delegado da PCGO afastado nega acusações de desvio de cargas e propina - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo o Ministério Público de Goiás, o ponto de partida da investigação foi o suposto desvio de uma carga de vergalhões apreendida durante a Operação Fogo Amigo, deflagrada em 2021. De acordo com o órgão, participaram da ação o delegado Alexandre Bruno, o escrivão Sílvio Pereira de Macedo e o agente Antônio Gomes de Assis Sobrinho.

    Os vergalhões, avaliados em R$ 1,4 milhão, teriam sido encaminhados para o depósito do empresário Sílvio Gonçalves Dutra, conhecido como Carioca, segundo as investigações.

    Ainda de acordo com o Ministério Público, outras cargas e veículos apreendidos pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR) teriam sido levados informalmente para galpões ligados a integrantes do grupo investigado. O órgão afirma que o armazenamento ocorria sem contrato, licitação ou controle judicial.

    Fala sobre defesa não afeta atividade-fim
    Fala sobre defesa não afeta atividade-fim — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A coluna Na Mira tenta localizar a defesa dos outros citados. O espaço permanece aberto para manifestações.

    Por determinação judicial, Alexandre Bruno, Sílvio Pereira e Antônio Gomes foram afastados cautelarmente das funções por 90 dias.

    A decisão foi proferida pelo 1º Juízo das Garantias de Goiânia, no âmbito da investigação sobre um suposto esquema de desvio e venda clandestina de cargas e veículos apreendidos pela DECAR.

    Contratação de bens apreendidos
    Contratação de bens apreendidos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A defesa afirma ainda que a decisão poderá ser revertida e sustenta que as provas apresentadas pelo delegado, além dos alertas feitos anteriormente aos órgãos responsáveis, não teriam sido devidamente considerados.

    Segundo a investigação, os servidores teriam participação no esquema, que envolve o desvio de bens apreendidos pela unidade policial. As medidas cautelares foram determinadas para preservar a apuração dos fatos.

    No processo aponta que o delegado recebeu propina

    Arquivo que fala sobre destinação de bens apreendidos
    Arquivo que fala sobre destinação de bens apreendidos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Em nota, a defesa de Alexandre Bruno de Barros afirmou receber a decisão judicial com respeito e tranquilidade e disse confiar que as provas apresentadas demonstrarão a atuação regular do delegado. Os principais pontos são:

    Por nota, a PCGO informou, nesta quarta-feira (2/9), que a Corregedoria da instituição instaurou procedimento para apurar as condutas relacionadas aos fatos investigados na Operação Depositário Infiel II, sendo realizadas diligências, que estão em sigilo.

    A Polícia Civil também informa que foram cumpridas administrativamente todas as medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário.

    E-mail enviado ao Gaeco
    E-mail enviado ao Gaeco — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo os promotores, Carioca seria responsável por armazenar cargas e veículos apreendidos pela delegacia durante a gestão do delegado Alexandre Bruno.

    As investigações apontam que o dinheiro obtido com a suposta venda das cargas seria dividido entre Carioca e agentes públicos vinculados à DECAR, incluindo o delegado.

    Em 2023, a Polícia Civil realizou buscas em um dos galpões ligados ao empresário e apreendeu o celular dele. Segundo a investigação, mensagens encontradas no aparelho tratariam de supostos roubos, furtos e desvios de cargas.

    Documentos enviados à Justiça
    Documentos enviados à Justiça — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O processo também registra o relato de um parceiro de Carioca, que teria afirmado ter entregue uma sacola.

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    Delegado da PCGO afastado nega acusações de desvio de cargas e propina - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    No processo aponta que o delegado recebeu propina
    No processo aponta que o delegado recebeu propina — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Delegado intimidou envolvidos
    Delegado intimidou envolvidos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/delegado-da-pcgo-afastado-nega-acusacoes-de-desvio-de-cargas-e-propina.

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