Delegada que cedeu viatura ao marido em MG soma 330 dias de licença
Afastada desde março, delegada teve licença renovada pela sétima vez e continua recebendo remuneração integral durante o período

Belo Horizonte — A delegada Wanessa Santana Martins Vieira , investigada após o marido ser flagrado dirigindo uma viatura da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) , vai completar 330 dias consecutivos afastada do trabalho por licença médica.
Longe das funções desde 28 de março, ela teve o afastamento renovado por mais 120 dias nesta terça-feira (25/8). A nova licença para tratamento de saúde foi publicada no Diário Oficial do Estado e tem validade retroativa a 19 de agosto. Com os novos 120 dias, o afastamento se estende até 16 de dezembro .
Durante as licenças, Wanessa continua recebendo a remuneração integral, conforme prevê a legislação estadual. Um dos afastamentos mais recentes havia concedido à servidora outros 30 dias de licença, contados a partir de 20 de julho. Desde março, a delegada acumula sucessivas licenças médicas.

Wanessa recebeu, até julho, R$ 93.674,88 brutos em remuneração durante o período em que permaneceu licenciada. O valor, até dezembro, pode chegar a R$ 164,9 mil.
Wanessa chegou a ser presa em março deste ano por “emprestar” uma viatura da corporação ao marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira.
O casal foi preso em flagrante em 10 de março. No dia seguinte, a Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória aos dois mediante pagamento de fiança equivalente a três salários mínimos para cada um. Segundo a Polícia Civil, Renan foi abordado enquanto dirigia sozinho uma viatura descaracterizada da corporação em um corredor exclusivo do Move, na região da Pampulha, em Belo Horizonte . A abordagem ocorreu durante uma operação da Corregedoria da PCMG.

Após as diligências, Wanessa e o marido foram presos em flagrante por peculato. Na ocasião, a Polícia Civil informou que a delegada foi ouvida pela unidade correcional e afirmou que a instituição “não coaduna com desvios de conduta de seus servidores”.
Em nota encaminhada anteriormente ao Metrópoles , a Polícia Civil afirmou que o afastamento de servidores para tratamento de saúde não implica suspensão automática da remuneração.
“A licença para tratamento de saúde de servidores públicos ocorre regularmente, mediante avaliação médica competente”, informou a corporação.
A Lei Orgânica da PCMG prevê ainda que o policial civil que acumular três meses de licença, contínuos ou não, nos 12 meses anteriores ao pedido de um novo afastamento seja submetido a uma verificação de invalidez. A avaliação não significa, por si só, aposentadoria do servidor.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/delegada-que-cedeu-viatura-ao-marido-em-mg-soma-330-dias-de-licenca.

Reprodução / Redes Sociais — Foto: Metrópoles
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