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    Deflação de agosto reforça apostas para corte da Selic no próximo Copom

    Colegiado do Copom se reúne na próxima terça-feira (15/9) para deliberar sobre novo patamar da taxa básica de juros

    Metrópoles
    13 de setembro de 2026 às 07:30
    Deflação de agosto reforça apostas para corte da Selic no próximo Copom
    Foto: Metrópoles

    A deflação de 0,32% em agosto , registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), reforça as apostas de analistas para um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) na Selic , a taxa básica de juros da economia, na próxima semana. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano.

    A manutenção ou eventual corte do atual patamar será deliberado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), formado pelos diretores do Banco Central. O encontro começa na terça-feira e o resultado deve sair no fim da tarde de quarta-feira (16/9).

    Economista da Genial Investimentos, Gabriel Pestana considera que a deflação de agosto, a primeira do ano , não altera as projeções para a inflação anual da instituição, atualmente em 5,0%, mas corrobora para o corte.

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “A leitura não altera de forma relevante o diagnóstico para a inflação corrente, que é de uma dinâmica benigna pelo lado da oferta, enquanto serviços seguem registrando pressão na composição. “O número de hoje não muda nossa projeção de 5,0% para 2026, bem como expectativa de corte da Selic em 25 pontos na próxima reunião do Copom. Seguimos projetando 13,75% de Selic para 2026”, diz ele.

    Julio Barros, economista do banco Daycoval, diz que a deflação já era esperada, mas veio com aspectos um pouco diferentes do que as estimativas da instituição.

    “Do ponto de vista de serviços, que é um grupo importante para o Banco Central, a gente teve também um resultado melhor do que o esperado. Do ponto de vista do Banco Central, isso não deve alterar o quadro. A nossa expectativa se mantém com uma queda de 0,25% nessa próxima reunião em setembro”, destaca Barros.

    Imagem colorida da Fachada do Banco Central
    Imagem colorida da Fachada do Banco Central — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

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    Considerando o encontro que inicia na próxima terça, o Copom ainda tem outras três reuniões neste ano. Para o mercado, no entanto, o indicativo é que haverá apenas mais um corte de 0,25 p.p.

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    Deflação de agosto reforça apostas para corte da Selic no próximo Copom - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    No último relatório Focus, elaborado pelo BC a partir de respostas de agentes do mercado,a projeção é de que a Selic fique em 13,75% ao ano ao final de 2026. Como o índice está em 14%, haveria apenas mais uma redução de 0,25 p.p.

    O ministro da Fazenda , Dario Durigan , acredita em ao menos mais um corte de 0,25 p.p., levando o índice para 13,75% ao ano. Foi que ele disse na sexta em uma entrevista para a Rádio Band News, quando falou na condição de coordenador do projeto econômico da campanha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à reeleição.

    “Deve terminar o ano com 13,75% ou mais baixa, não tem grandes oscilações, o que é ruim”, afirmou.

    Fachada do Ministério da Fazenda
    Fachada do Ministério da Fazenda — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Além da inflação, outro indicador que favorece o corte na Selic é o crescimento econômico em menor ritmo. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano, divulgado pelo IBGE na última terça-feira (1º/9), mostrou desaceleração da economia. O país cresceu 0,5% de abril a junho , resultado mais modesto do que o verificado no trimestre anterior, de 1,1%.

    Além do número, chamou a atenção a redução na demanda, puxada pelo item de consumo das famílias . Este tópico recuou 0,4% ante um crescimento de 0,8% no primeiro trimestre deste ano. Este é um dos pontos de atenção dos diretores do Banco Central na hora de definir a taxa Selic.

    A Selic é o principal instrumento para o controle da inflação. Ao subirem os juros, há um desincentivo ao consumo, ou seja, para que a redução na procura por produtos e serviços leve ao controle da inflação . Com o consumo das famílias em baixa, reduz-se um dos aspectos para a pressão para a manutenção da Selic mais elevada.

    Hugo Motta acertou com ministros que proposta alternativa do governo irá direto para comissão especial do MEI
    Hugo Motta acertou com ministros que proposta alternativa do governo irá direto para comissão especial do MEI — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,22%, abaixo do teto (4,5%). No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a agosto do IPCA, a elevação corresponde a 3,11%.

    A deflação de agosto teve como carro-chefe a retração no grupo habitação , que recuou -1,87%, puxado pela energia elétrica residencial. O item recuou 7,63% no mês. O índice verificado em habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real (1994).

    Banco Central
    Banco Central — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A queda na conta de energia foi motivada pelo Bônus de Itaipu. O desconto ocorre após resultado positivo da chamada Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu, mecanismo que reúne receitas e custos da operação da hidrelétrica.

    No fim de junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que iria distribuir cerca de R$ 767,2 milhões em agosto . A retração na conta de energia ocorreu mesmo diante da aplicação da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/deflacao-de-agosto-reforca-apostas-para-corte-da-selic-no-proximo-copom.

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