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    Déficit comercial da Alemanha com China aumenta no 1º semestre de 2026

    Exportações alemãs para Pequim caíram mais de 12% no período, para menos de 37 bilhões de euros

    CNN Brasil
    9 de agosto de 2026 às 18:55
    Déficit comercial da Alemanha com China aumenta no 1º semestre de 2026
    Foto: CNN Brasil

    O déficit comercial da Alemanha com a China aumentou no primeiro semestre de 2026, embora a potência asiática continue sendo seu principal parceiro comercial, mostraram dados preliminares da agência estatal GTAI (Germany Trade & Invest) neste domingo (9).

    As exportações alemãs para a China caíram mais de 12% em relação ao ano anterior, para pouco menos de 37 bilhões de euros entre janeiro e junho, segundo dados divulgados.

    Isso ocorreu porque as empresas chinesas reduziram a dependência das importações europeias, tornando a China apenas o nono maior mercado para os produtos alemães.

    Bandeiras da China e da Alemanha • 05/11/2025. REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo · • 05/11/2025. REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo
    Bandeiras da China e da Alemanha • 05/11/2025. REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo · • 05/11/2025. REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Até recentemente, em 2021, a China era o segundo maior mercado de exportação. Naquele ano, a Alemanha vendeu mercadorias para a China no valor de 104 bilhões de euros, apesar dos efeitos da pandemia.

    Atualmente, o setor manufatureiro alemão enfrenta dificuldades devido às tarifas americanas e à concorrência chinesa, o que tem provocado grandes cortes de empregos em pilares da indústria, como a montadora Volkswagen.

    A China, no entanto, está vendendo cada vez mais para a Alemanha.

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    No primeiro semestre do ano passado, a Alemanha registrou um déficit comercial de 40 bilhões de euros com a China. Esse valor aumentou para cerca de 55 bilhões de euros no mesmo período deste ano.

    As importações alemãs da China aumentaram 8,9%, atingindo 91,8 bilhões de euros no período. O comércio total ultrapassou 128 bilhões de euros, 3 bilhões de euros a mais do que com os Estados Unidos.

    “Os motivos para a queda das exportações para a China são a fragilidade da economia doméstica e o crescente foco (chinês) nas cadeias de valor internas”, afirmou Corinne Abele, especialista em Ásia Oriental da GTAI.

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    As empresas alemãs estão agora produzindo mais dentro da própria China, enquanto a crise imobiliária chinesa e os governos regionais com dificuldades financeiras estão restringindo o investimento, acrescentou Abele.

    Os dados mostraram que economias muito menores, como a Áustria e a Suíça, compraram mais produtos alemães do que a China em 2026.

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    A menor dependência da China em relação à Alemanha demonstra que o país está se tornando mais independente das potências ocidentais e alcançando o nível tecnológico desejado, afirmou o economista do Commerzbank, Vincent Stamer.

    A China ultrapassou os EUA como principal parceiro comercial da Alemanha em 2025, depois que o presidente americano Donald Trump retornou à Casa Branca e implementou políticas tarifárias protecionistas que corroeram as exportações alemãs para os Estados Unidos.

    Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado externo da Alemanha, mas as exportações para lá caíram cerca de 6% até junho, para pouco mais de 74 bilhões de euros, disse Abele. Em contrapartida, as importações alemãs dos EUA cresceram 7,1%, chegando a quase 51 bilhões de euros.

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    Inflação ao produtor na China cai ao menor nível em três meses em julho — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    França e Holanda foram os próximos maiores mercados de exportação. No geral, as exportações alemãs aumentaram 3,7%, atingindo 817 bilhões de euros em junho, impulsionadas pelo crescimento global e pela continuidade dos pedidos.

    “Mas a marca ‘Made in Germany’ ainda precisa se reinventar”, disse Stamer, do Commerzbank.

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/deficit-comercial-da-alemanha-com-china-aumenta-no-1o-semestre-de-2026/.

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    Bandeiras da China e da Alemanha • 05/11/2025. REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo · • 05/11/2025. REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo — Foto: CNN Brasil

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