Defesa tenta evitar extradição de "Al Capone" português preso no Brasil
Paulo Miguel Vicente foi considerado como líder de esquema de ameaça, coação e extorsão de empresários da vida noturna de Leiria em Portugal

A defesa do português Paulo Miguel Vicente, apontado por autoridades policiais de Portugal como o “Al Capone de Leiria”, entrou com pedido, no último dia 2, no Supremo Tribunal Federal ( STF ), para tentar barrar a extradição do estrangeiro ao país de origem. Ele foi preso em julho deste ano, em Itajaí (SC), no âmbito de uma investigação que apura esquema de venda de medicamentos falsos no sul do país e possivelmente em outros estados, inclusive São Paulo .
Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que Vicente chegou ao país há sete anos pelo Aeroporto Internacional de São Paulo , em Guarulhos , na região metropolitana. A suspeita é que ele fugia de autoridades portuguesas devido à condenação por suposta liderança em esquema de coação, extorsão e ameaça em serviços de segurança a bares, baladas e outros estabelecimentos do tipo em Portugal. Na ocasião, 22 pessoas foram acusadas dos crimes, inclusive o próprio “Al Capone”.
“Impetramos habeas corpus requerendo o cumprimento da Lei no que tange eventual pedido de extradição, que deve ser afastada”, afirmou Eduardo Maurício, advogado de defesa do português preso.

No pedido ao STF, a defesa de “Al Capone de Leiria” argumenta, entre outras coisas, que a extradição não seria possível porque o governo português não formalizou o pedido em tempo hábil de 60 dias, o que fere o Tratado Brasil-Portugal e a Lei de Migração. “Não foi formalizado o pedido de extradição devidamente instruído pela via diplomática perante o Estado Brasileiro”, destacou a defesa.
Após fugir, Vicente foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, a lista vermelha de mais procurados no mundo. Segundo as investigações, o português ficou escondido em imóveis localizados em São Paulo. O “Al Capone de Leiria” teria obtido documentos falsos para ele e a esposa. No Brasil, ele era conhecido como Paulo da Costa Vitureira. Os filhos do casal foram registrados em solo brasileiro com os nomes falsos dos pais.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/defesa-evitar-extradicao-al-capone.

Reprodução. — Foto: Metrópoles
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