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    Defesa de namorado de Isabelle contesta prisão: "Querem fingir feminicídio"

    Isabelle Caracristi morreu em um condomínio em Fortaleza (CE); o namorado da vítima João Munhoz Neto foi preso na terça-feira (22/9)

    Metrópoles
    23 de setembro de 2026 às 11:40
    Defesa de namorado de Isabelle contesta prisão: "Querem fingir feminicídio"
    Foto: Metrópoles

    Após a prisão de João Munhoz Neto, de 34 anos ( à direita na foto ), a defesa do namorado de Isabelle Caracristi, encontrada morta em uma área comum de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE), contestou a detenção. Para a advogada Lígia Peixe, estão querendo “fingir um feminicídio”.

    Ela alegou que, no momento da morte da estudante de 22 anos, ele sequer estava no condomínio: “ O que ele tem a ver com isso? Foi suicídio. Querem fingir um feminicídio, um psicológico [em referência à violência psicológica]. A prisão desse rapaz não vai aliviar em nada a dor de uma mãe .”

    João Munhoz Neto foi preso nessa terça-feira (22/9). O Metrópoles apurou que ele estava em um prédio na Avenida Santos Dumont, em Fortaleza, quando foi preso por suspeita de obstrução da Justiça. Ele foi levado para a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, localizada no bairro Papicu. Segundo a Polícia Civil do Ceará , o caso é investigado sob a perspectiva de gênero.

    Imagem cedida ao Metrópoles
    Imagem cedida ao Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Isabelle Caracristi foi encontrada morta no último domingo (13/9), em uma área comum do condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE). A jovem estava morando com João Neto e a mãe dele.

    O caso veio à tona no sábado (19/9), quando Isorlanda Caracristi publicou um vídeo nas redes sociais pedindo justiça pela morte da filha e explicações sobre o que havia acontecido.

    Durante entrevista a jornalistas, a defesa informou que João Munhoz Neto, de 34 anos, é casado. Segundo a advogada Lígia Peixe, ele está em processo de divórcio amigável.

    Defesa de namorado de Isabelle contesta prisão: “Querem fingir feminicídio”
    Defesa de namorado de Isabelle contesta prisão: “Querem fingir feminicídio” — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Ele é casado. Ele, em nenhum momento, negou para ela. Talvez por isso, a mãe [da Isabelle] não goste dele”, disse a defesa. A coluna Na Mira entrou em contato com as defesas dos envolvidos. Até o momento, não houve manifestações. O espaço segue aberto para posicionamentos.

    João Munhoz Neto com a esposa à esquerda e Isabelle Caracristi à direita

    João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito

    Defesa de namorado de Isabelle contesta prisão: “Querem fingir feminicídio” - destaque galeria
    Defesa de namorado de Isabelle contesta prisão: “Querem fingir feminicídio” - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Ela cursava o segundo semestre da faculdade de direito

    Segundo a mãe da jovem, ela conheceu João Neto em julho, quando a filha começou a namorar com ele. Isorlanda afirmou ter ficado assustada com a rapidez do relacionamento, já que os dois haviam iniciado o namoro havia menos de 10 dias.

    Mesmo preocupada com a rapidez da relação, Isorlanda marcou um almoço para conhecer João Neto. Segundo ela, durante o encontro, o homem teria afirmado que não era casado.

    Isabelle Caracristi
    Isabelle Caracristi — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Isorlanda soube da morte da filha um dia depois. Na noite de domingo (13/9), ela tentou falar com Isabelle, mas não recebeu resposta. No dia seguinte, continuou tentando contato com a filha e decidiu ir até o condomínio onde ela morava.

    No local, segundo o relato da mãe, ela foi informada pela síndica sobre a morte da jovem: “Sua filha morreu ontem à noite, o corpo já está no IML”.

    Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará informou que João Neto, que está preso, prestou depoimento na noite dessa segunda-feira (21/9) e foi ouvido novamente após a prisão, nessa terça-feira (22/9). O celular dele foi apreendido e passa por análise.

    João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito
    João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Além do namorado da vítima, sete pessoas já prestaram depoimento. Novos depoimentos estão previstos para os próximos dias .

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), até essa terça-feira (22/9), a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) havia produzido dez laudos periciais. Outros três estavam em fase de conclusão.

    A equipe da Pefoce realizou perícia no apartamento, no terraço do prédio e no local onde o corpo da estudante caiu, na mesma noite da ocorrência. Isabelle foi reconhecida, ainda no condomínio, por pessoas que moravam no apartamento e que apresentaram um documento de identificação da vítima.

    Estudante de direito encontrada morta
    Estudante de direito encontrada morta — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O laudo cadavérico apontou como causa da morte politraumatismo, com lesões no corpo da vítima compatíveis com o impacto contra o solo . A necropsia não constatou que a jovem estivesse grávida. Exames laboratoriais apresentaram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.

    Em vídeos gravados para as redes sociais, Isorlanda Caracristi afirma ter sido informada pela síndica do prédio onde a filha morava de que a jovem havia falecido. Segundo o relato da mãe, a síndica disse: “Sua filha morreu ontem à noite, e o corpo já está no IML”.

    A última mensagem que Isorlanda Caracristi recebeu da filha foi: “Mãe, eu te amo. Não esquece o frango na air fryer”.

    "Justiça por minha filha", pede a mãe
    "Justiça por minha filha", pede a mãe — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Ela cursava o segundo semestre da faculdade de direito
    Ela cursava o segundo semestre da faculdade de direito — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/defesa-de-namorado-de-isabelle-contesta-prisao-querem-fingir-feminicidio.

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