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    Defesa de Lulinha diz que relatórios expostos por Moraes provam perseguição

    Defesa diz que documentos sobre atuação de Mendonça divulgados por Moraes reforçam tese de que Lulinha não tem relação com fraudes no INSS

    Metrópoles
    4 de setembro de 2026 às 23:25
    Defesa de Lulinha diz que relatórios expostos por Moraes provam perseguição
    Foto: Metrópoles

    A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , divulgou nesta sexta-feira (4/9) uma nota à imprensa na qual afirma que os relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) tornados públicos em meio à crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) , reforçam a tese de que não existe qualquer conexão entre Fábio Luís e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apuradas pela Operação Sem Desconto.

    O texto, assinado pelo advogado Guilherme Suguimori Santos, ressalta que a defesa “sempre afirmou” que não existia conexão entre Lulinha e o esquema de fraudes investigado, e que essa posição teria se confirmado “após a criação de novos inquéritos expressamente alheios à operação, mas cuja própria origem indica a ocorrência de pescaria probatória e direcionamento ilegal”.

    De acordo com o advogado, a suposta contaminação processual já vinha sendo questionada pela defesa e teria sido, agora, corroborada pelos próprios relatórios de inteligência da PF divulgados nessa quinta-feira (3/9). Os materiais fazem apontamentos sobre a legitimidade, os limites e o direcionamento de inquéritos produzidos no âmbito da estrutura investigativa da corporação.

    Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
    Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A nota afirma ainda que Fábio Luís permanece à disposição das autoridades e que confia na possibilidade de provar sua inocência nos autos. A defesa também diz esperar que o Judiciário não relativize eventuais ilegalidades, parcialidades e direcionamentos políticos que, caso sejam confirmados, “exigem o arquivamento definitivo das investigações”.

    “A defesa de Fábio Luís Lula da Silva sempre afirmou que não existia conexão entre Fábio Luís e as fraudes no INSS apuradas na Operação Sem Desconto. Isso se confirmou após a criação de novos inquéritos expressamente alheios à operação, mas cuja própria origem indica a ocorrência de pescaria probatória e direcionamento ilegal.

    Essa contaminação já era objeto de questionamento pela defesa e foi agora corroborada pelos relatórios de inteligência da Polícia Federal publicizados ontem, contendo apontamentos sobre ilegitimidade, limites e direcionamento de inquéritos, registrados pela própria estrutura investigativa.

    Empresa Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
    Empresa Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Fábio Luís Lula da Silva permanece à disposição das autoridades e provará sua inocência nos autos, mas mantém a confiança de que o poder judiciário não fechará os olhos para ilegalidades, parcialidades e direcionamento político que, sendo confirmados, exigem o arquivamento definitivo das investigações.

    A manifestação da defesa de Lulinha ocorre no momento em que o STF vive uma de suas maiores crises internas. Nessa quinta, Moraes acionou o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, no âmbito do Inquérito das Fake News, para acusar Mendonça de abuso de autoridade , improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero, que investigam esquemas financeiros e de influência envolvendo o Banco Master e o INSS.

    O estopim da crise foi a decisão de Mendonça de retirar o sigilo de uma investigação da PF sobre mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que sugeririam favorecimento e cobrança indevida de atuação por parte de Moraes no caso.

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    Em resposta, Moraes classificou a conduta de Mendonça como usurpação da direção das investigações, participação irregular em tratativas de colaboração premiada e direcionamento de alvos por motivações pessoais e políticas. Segundo Moraes, entre os possíveis alvos estaria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

    Uma análise dos documentos, contudo, mostra que o material contém ressalvas. A própria PF classifica algumas das hipóteses apresentadas com grau de confiança “baixo” ou “moderado”. Além disso, o documento não possui cabeçalho oficial nem assinatura de delegados, traz o carimbo de “difusão restrita” e registra expressamente que se trata de uma peça de trabalho “sem valor probatório”.

    O material esclarece, ainda, que não constitui um relatório final de investigação, mas uma análise temporária de cenário.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/defesa-de-lulinha-diz-que-relatorios-expostos-por-moraes-provam-perseguicao.

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