Defesa de Lulinha conversa com PF e MJ para reclamar de "vazamentos"
Advogado se disse preocupado com informações do processo sigiloso divulgadas pela imprensa. Lulinha é suspeito de tráfico de influência

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, conversou com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre os “vazamentos” de informações dos inquéritos envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal ( STF ).
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa o empresário, disse estar preocupado com as informações da investigação que foram divulgadas pela imprensa. O processo está sob sigilo.
“Se acontece algo assim com o filho do presidente, quem dirá o que pode ocorrer com outro cidadão qualquer?”, disse ao Metrópoles . “Relatei que estou extremamente preocupado com os vazamentos e pedi informações sobre o andamento dos inquéritos instaurados para apurar os vazamentos”, acrescentou o advogado.

Na semana passada, o presidente Lula se reuniu, em Brasília, com Marco Aurélio Carvalho para falar sobre o caso. O petista quer uma investigação sobre o vazamento de informações sigilosas da PF envolvendo mensagens trocadas entre seu filho e a empresária lobista Roberta Luchsinger.
O pedido foi aceito, e André André Mendonça determinou que a PF investigue suspeitas de novos vazamentos de dados no processo.
O Ministério da Justiça pediu à PF que informe a pasta do passo a passo da apuração.

Filho do presidente é suspeito de tráfico de influência
Lulinha é alvo de três inquéritos no STF por suposto tráfico de influência. Os indícios surgiram durante as quebras de sigilo da Operação Sem Desconto , que apura esquema bilionário de descontos indevidos e não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.
A PF apura que um empresário do setor de tecnologia da Dataprev tenha atuado com o filho do presidente, o Careca do INSS e a empresária Roberta Luchsinger na tentativa de firmar contratos com o governo federal.

A Polícia Federal apura o aluguel de uma mansão, em Brasília, de Luchsinger para Lulinha. Segundo os investigadores, o imóvel teria sido contratado em nome de outra pessoa, com exigência de confidencialidade.
Conversas interceptadas pelos investigadores também sugerem que a empresária tinha um gasto mensal de cerca de R$ 100 mil por mês para bancar despesas de outra pessoa. Não se sabe ainda se esse valor era para Fábio Luís ou para outro investigado no inquérito de tráfico de influência.



Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/defesa-de-lulinha-conversa-com-pf-e-mj-para-reclamar-de-vazamentos.

Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles — Foto: Metrópoles
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