Defesa de instrutor que mordeu aluna em academia diz que ele agiu de forma 'lúdica e descontraída'
A defesa do profissional de educação física Filipe Gomes da Silva, que mordeu uma aluna em uma academia no Recife , emitiu uma nota nesta segunda-feira (24) afirmando que ele ficou surpreso com as acusações de assédio. Segundo os advogados, Filipe mordeu a mulher de forma "lúdica e descontraída". Leia mais (08/24/2026 - 15h35)

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A defesa do profissional de educação física Filipe Gomes da Silva, que mordeu uma aluna em uma academia no Recife , emitiu uma nota nesta segunda-feira (24) afirmando que ele ficou surpreso com as acusações de assédio. Segundo os advogados, Filipe mordeu a mulher de forma "lúdica e descontraída".

O episódio ocorreu em maio deste ano, mas ganhou repercussão na última semana após a vítima reencontrar o profissional na academia. Ela registrou um boletim de ocorrência por assédio sexual , importunação sexual e lesão corporal.
A nota dos advogados de Filipe diz que o ato foi destituído de qualquer conotação ou interação sexual. Imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que Filipe morde a professora de 25 anos e a agarra, quase a derrubando ao chão.
Segundo a defesa, tratou-se de uma "brincadeira infeliz e despropositada". O texto também diz que Filipe reconhece que sua conduta extrapolou os limites da relação interpessoal e das normas profissionais. "Por isso assume responsabilidade por tal comportamento inadequado."

Na versão apresentada em nota, a aluna teria manifestado desestímulo para realizar treinamento naquela data. O profissional, então, teria proferido a frase "se você não treinar vou lhe morder", mordendo a mulher no braço em seguida.
Filipe também diz no posicionamento que nunca manteve interação de natureza sexual com qualquer aluna.
"Ele e a aluna sempre tiveram uma relação de muita proximidade. Quando ele viu que ela ficou chateada, pediu desculpas e achou que era porque a mordida tinha sido com muita força, mas não imaginou contexto sexual", diz a advogada Maria Julia Leonel Barbosa.

A vítima foi ouvida nesta segunda-feira (24) na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Recife .
Segundo o advogado Levi Braga, que representa a mulher , a Polícia Civil está "bem diligente" e já marcou a oitiva de testemunhas. Braga afirma que o escritório prepara ainda uma ação no âmbito cível.
Já a vítima declara ter se surpreendido com a repercussão. Ela, que não quis se identificar, diz estar feliz em ver a investigação andar, mas lamenta ter visto comentários na internet de pessoas da própria academia sugerindo que os dois tivessem um caso. Segundo a professora, "as pessoas tinham que entender que o corpo de outra mulher não pode ser tocado se ela não deixar".
A mulher foi agarrada e mordida pelo instrutor no interior da Academia ElevaFit, no bairro de Passarinho, zona norte, em 19 de maio.
Ela registrou o boletim de ocorrência após o episódio e apresentou o documento à academia, sendo informada de que o homem iria ser demitido.
No último dia 19 de agosto, entretanto, ela voltou a encontrar Filipe trabalhando no local, o que a levou a registrar novo boletim.
Em nota, a ElevaFit declarou que o profissional havia sido chamado excepcionalmente para a cobertura de duas diárias.
A Polícia Civil afirmou ter instaurado inquérito para investigar o caso.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/defesa-de-instrutor-que-mordeu-aluna-em-academia-diz-que-ele-agiu-de-forma-ludica-e-descontraida.shtml.

Mulher acusa instrutor de academia no Recife de assédio após ser mordida e agarrada. - TVGuararapes no YouTube · TVGuararapes no YouTube — Foto: Folha de S.Paulo
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