Defensoria pede ao TSE garantia de transporte público gratuito nas eleições
A DPU (Defensoria Pública da União) pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) medidas para garantir a oferta de transporte público coletivo gratuito nas eleições de 2026. A instituição quer que os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) fiscalizem o cumprimento da regra e divulguem informações sobre itinerários e horários em cada localidade.Leia mais (09/28/2026 - 13h24)

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A DPU (Defensoria Pública da União) pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) medidas para garantir a oferta de transporte público coletivo gratuito nas eleições de 2026. A instituição quer que os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) fiscalizem o cumprimento da regra e divulguem informações sobre itinerários e horários em cada localidade.
O pedido foi encaminhado na sexta-feira (25) pela defensora pública-geral federal, Tarcijany Linhares, ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques . A DPU cita decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) e a Resolução TSE nº 23.751/2026, que determinam transporte urbano e intermunicipal gratuito, em frequência compatível com a dos dias úteis, no primeiro turno, em 4 de outubro, e no eventual segundo turno, em 25 de outubro.
Segundo Linhares, cabe ao TSE, em razão de sua competência para organizar o processo eleitoral, reforçar o conteúdo da decisão do STF e eventualmente expedir orientações complementares.

A Defensoria sugere que os TREs orientem os juízos eleitorais a verificar se estados, municípios e Distrito Federal enviaram informações sobre os serviços. Em caso de redução ou interrupção do transporte, a proposta é comunicar os gestores e encaminhar as ocorrências ao Ministério Público Eleitoral e às unidades estaduais da DPU.
A instituição afirma que a falta do serviço pode dificultar o acesso às urnas, sobretudo para eleitores de baixa renda e moradores de regiões periféricas e metropolitanas.
A abstenção vem crescendo desde 2002, primeira eleição geral integralmente feita pela urna eletrônica. Naquele ano, quando Lula (PT) foi eleito pela primeira vez para a Presidência, 17,7% dos eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, e 20,4%, no segundo.
O percentual subiu ano a ano até 2022, quando 20,9% não participaram do primeiro turno. Pela primeira vez no período a abstenção caiu no segundo turno , atingindo 20,5%. Especialistas vinculam o movimento à acirrada disputa entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A abstenção eleitoral crescente se tornou um desafio para o TSE e entrou no cálculo das candidaturas .
Especialistas apontam que o maior prejudicado com o não comparecimento às urnas este ano deve ser Lula , que busca a reeleição. Dados da Justiça Eleitoral e de pesquisas de intenção de voto indicam que o perfil dos eleitores que se abstém se assemelha mais aos do petista.
Ao mesmo tempo, o maior engajamento eleitoral feminino beneficia Lula, setor mais refratário à candidatura do senador Flávio Bolsonaro ( PL ), de acordo com pesquisas.
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVE IA e KARINA MATIAS
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/monicabergamo/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/09/defensoria-pede-ao-tse-garantia-de-transporte-publico-gratuito-nas-eleicoes.shtml.

Ônibus elétrico em São Paulo - Divulgação/PrefSP · Divulgação/PrefSP — Foto: UOL
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