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    Deep tech brasileira usa IA para definir alvos de terras raras no Nordeste

    Neominera obteve três alvarás de pesquisa em Pernambuco e Alagoas e tem outros 11 requerimentos em análise; empresa usa tecnologia para reduzir risco nas etapas iniciais da exploração mineral

    CNN Brasil
    20 de agosto de 2026 às 09:00
    Deep tech brasileira usa IA para definir alvos de terras raras no Nordeste
    Foto: CNN Brasil

    A Neominera, deep tech brasileira de inteligência mineral, começou a transformar em áreas de pesquisa os alvos identificados por uma plataforma própria que combina inteligência artificial e dados geológicos para buscar minerais críticos no Brasil.

    A empresa obteve da ANM (Agência Nacional de Mineração) três alvarás para pesquisar terras raras em áreas de Pernambuco e Alagoas. Os títulos somam cerca de 2,8 mil hectares.

    Os projetos ainda estão em uma fase inicial. O objetivo dos trabalhos agora é avançar da análise de dados para a validação física dos alvos e verificar, em campo, se as hipóteses geológicas apontadas pela tecnologia encontram evidências que justifiquem etapas mais avançadas de exploração.

    Ilustração mostra blocos com símbolos e números atômicos de elementos de terras raras • Blocos com símbolos e números atômicos de elementos de terras raras (REE), nesta ilustração tirada em 21 de janeiro de 2026. REUTERS/Dado Ruvic · • Bloc
    Ilustração mostra blocos com símbolos e números atômicos de elementos de terras raras • Blocos com símbolos e números atômicos de elementos de terras raras (REE), nesta ilustração tirada em 21 de janeiro de 2026. REUTERS/Dado Ruvic · • Bloc — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ao todo, a Neominera afirma ter 14 requerimentos de áreas dentro de seu portfólio, dos quais três já receberam alvarás e outros 11 aguardam liberação. O primeiro conjunto de projetos da empresa contempla, além de terras raras, oportunidades em cobre e níquel.

    A estratégia é utilizar tecnologia para reduzir uma das principais incertezas da mineração: definir onde concentrar recursos antes das etapas mais caras da exploração, como campanhas extensivas de campo e sondagens.

    A empresa desenvolveu o Lithos, plataforma proprietária que reúne milhões de registros de fontes públicas e privadas, como dados de geologia, geoquímica, geofísica, sensoriamento remoto, ocorrências minerais, estudos científicos e informações regulatórias.

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    RZK diz que acusações da Pontal são falsas em recuperação judicial — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Os modelos identificam regiões consideradas mais prospectivas, que depois passam por revisão de geólogos. A decisão de avançar sobre uma área e solicitar um direito minerário ocorre, portanto, antes da comprovação da existência de uma jazida.

    “O objetivo não é substituir o trabalho do geólogo nem afirmar que um algoritmo descobriu uma jazida. Usamos a tecnologia para originar projetos minerais reais e reduzir incertezas no upstream. Quando um alvo identificado pelo Lithos passa pela revisão geológica, podemos avançar sobre a posição mineral e, na sequência, testar aquela hipótese no campo”, disse Lourenço Campos, cofundador e CEO da Neominera.

    A distinção é importante porque um alvará de pesquisa não significa que exista uma reserva economicamente aproveitável na área. A autorização permite justamente que a companhia execute os trabalhos necessários para investigar o potencial mineral e, em etapas posteriores, avaliar a existência, o tamanho e a qualidade de uma eventual jazida.

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    Após testes na Vale, Vibra amplia oferta de diesel com maior rendimento — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Segundo a Neominera, a tecnologia foi desenvolvida durante cerca de um ano, período em que os modelos passaram por testes retrospectivos e validação interna com geólogos. A empresa afirma ter atualmente mais de 12 mil hectares em direitos minerários avançando para a etapa de validação física.

    “O desafio não é simplesmente aplicar um algoritmo sobre um mapa. Construímos modelos capazes de aprender relações entre geologia, geoquímica, geofísica e contexto espacial, transformando milhões de registros dispersos em sinais de prospectividade mineral que são confrontados com a interpretação dos geólogos e, posteriormente, testados por evidências de campo”, afirmou Rodrigo Saadia, cofundador e CTO da empresa.

    A companhia aposta que a combinação pode diminuir o universo de áreas investigadas antes que o capital seja direcionado para atividades de exploração de maior custo.

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    Vale vê oportunidade de “melhorias” em PL dos minerais críticos, diz CEO — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A movimentação ocorre em meio ao aumento do interesse por novos projetos de minerais críticos no Brasil, especialmente terras raras, utilizadas em cadeias como ímãs permanentes, veículos elétricos, geração de energia, eletrônicos e equipamentos de defesa.

    Apesar do potencial mineral brasileiro, boa parte dos projetos de terras raras conhecidos no país ainda está em diferentes etapas de pesquisa, desenvolvimento e avaliação econômica.

    Nesse cenário, a Neominera pretende atuar justamente na ponta inicial da cadeia, buscando transformar grandes volumes de informação geocientífica em novos projetos passíveis de investigação em campo.

    Após testes na Vale, Vibra amplia oferta de diesel com maior rendimento
    Após testes na Vale, Vibra amplia oferta de diesel com maior rendimento — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “O Brasil reúne um dos maiores potenciais do mundo em minerais críticos e estratégicos, mas transformar potencial geológico em novos projetos continua sendo um enorme desafio”, disse Campos.

    Vale vê oportunidade de “melhorias” em PL dos minerais críticos, diz CEO
    Vale vê oportunidade de “melhorias” em PL dos minerais críticos, diz CEO — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    RZK diz que acusações da Pontal são falsas em recuperação judicial
    RZK diz que acusações da Pontal são falsas em recuperação judicial — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/infra/deep-tech-brasileira-usa-ia-para-definir-alvos-de-terras-raras-no-nordeste/.

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