Debate sobre 6x1 é populista e inócuo, diz coordenadora na campanha de Flávio Bolsonaro
O debate sobre o fim da escala 6x1 no país é populista e inócuo, afirmou nesta sexta-feira (21) a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, coordenadora do núcleo de economia da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

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O debate sobre o fim da escala 6x1 no país é populista e inócuo, afirmou nesta sexta-feira (21) a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques , coordenadora do núcleo de economia da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

Ela também disse que a primeira frente a ser atacada em um eventual governo Flávio será a fiscal. Daniella criticou o que chamou de descontrole de gastos do governo Lula (PT).
A proposta que prevê encerrar o modelo de seis dias de trabalho e um de descanso por semana é uma das bandeiras do petista em sua tentativa de reeleição.
"É um debate populista e inócuo na realidade atual das famílias brasileiras. O cara tem que ter liberdade para trabalhar o quanto ele quiser", afirmou Daniella a jornalistas no Rio de Janeiro .

"É uma ficção dizer que está se concedendo alguma coisa enquanto quem produz não vai ter condição e vai ter um custo enorme em relação a isso [fim da 6x1]", acrescentou.
Para ela, o problema do mercado de trabalho é a falta de liberdade para o empregado discutir o seu contrato com o patrão, sem o Estado interferir.
"Somos a favor da liberdade, da ampliação dessa liberdade. Deveria ter todas as jornadas permitidas e cabe ao trabalhador e ao empregador decidirem de que forma eles querem construir os seus contratos", afirmou.

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Daniella foi presidente da Caixa no governo Jair Bolsonaro (PL) e é vista como a principal conselheira de Flávio na área econômica. Desempenha um papel semelhante ao do ex-ministro Paulo Guedes , chamado de "Posto Ipiranga" por Bolsonaro desde a campanha presidencial de 2018.
As declarações de Daniella ocorreram em entrevista após um painel no 25° Fórum Empresarial Lide, realizado no Rio. O Lide é o grupo fundado pelo ex-prefeito e ex-governador de São Paulo João Doria .
Na abertura do evento, Doria afirmou que gostaria muito que o país tivesse uma opção de governo que não fosse de extremos, "nem da extrema direita, nem da extrema esquerda".
"Não vamos construir um país para a sua população com extremismo, com radicalismo. Radicalismo não constrói. Destrói, seja de direita, seja de esquerda", disse o ex-governador.
Em seu discurso, Daniella afirmou que não se vê como parte de uma candidatura extrema.
Ela se colocou como ponte entre mulheres e homens e entre os setores público e privado durante a campanha. A ex-presidente da Caixa recebeu elogios de Doria ao final do seu discurso.
"A Dani veio aqui e apresentou propostas", afirmou o ex-governador, sem detalhar quais.
Segundo a conselheira de Flávio, a campanha dele mira um número de 20 a 25 ministérios em caso de vitória nas eleições. Atualmente, a gestão Lula tem 38 ministros e ministras, conforme lista disponível no site do governo federal.
Questionada sobre o futuro da Petrobras em um eventual mandato de Flávio, Daniella afirmou que a estatal terá governança sólida, será transparente e atuará com responsabilidade. Ela não deu mais detalhes sobre esse ponto.
No mesmo painel de Daniella, o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, fez uma análise do ambiente macroeconômico.
Ele afirmou que o Brasil está bem posicionado no cenário internacional, mas enfrenta dificuldades na área fiscal. "Acho que esse é o grande desafio para o próximo mandato presidencial", disse.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/debate-sobre-6x1-e-populista-e-inocuo-diz-coordenadora-na-campanha-de-flavio-bolsonaro.shtml.

Daniella Marques fala em entrevista em Brasília durante o governo Bolsonaro (PL) - Gabriela Biló - 5.jul.22/Folhapress · Gabriela Biló - 5.jul.22/Folhapress — Foto: UOL
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