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    Debate-mico teve pastelão de Cury, verborragia de Renan e goianidade de Caiado

    Nanicos até o momento na disputa presidencial, Ronaldo Caiado ( PSD ), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury ( Avante ) procuraram aproveitar o debate-mico na Band para reforçar ao eleitorado características que pretendem explorar na campanha. Leia mais (08/23/2026 - 23h43)

    Folha de S.Paulo
    24 de agosto de 2026 às 02:43
    Debate-mico teve pastelão de Cury, verborragia de Renan e goianidade de Caiado
    Foto: Folha de S.Paulo

    Contextualiza um acontecimento e aprofunda a compreensão de seus diversos ângulos

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    Os candidatos a presidente Renan Santos, Augusto Cury e Ronaldo Caiado durante debate na Band - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress
    Os candidatos a presidente Renan Santos, Augusto Cury e Ronaldo Caiado durante debate na Band - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nanicos até o momento na disputa presidencial, Ronaldo Caiado ( PSD ), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury ( Avante ) procuraram aproveitar o debate-mico na Band para reforçar ao eleitorado características que pretendem explorar na campanha.

    Cury, que deu toques de pastelão ao evento, ao protagonizar um ridículo vai-não vai na porta da emissora, reforçou seu objetivo de ser um pacificador nacional (e até mundial), resumido em um bom slogan: "o Brasil tem cura".

    Autor de best-sellers de autoajuda, o candidato do Avante caprichou nas frases de efeito para defender suas propostas. Para ele, professores "são cozinheiros do conhecimento, que não têm apetite em razão da intoxicação digital". Poeticamente, disse que "a vida é bela e breve como gota de orvalho".

    Debate com os candidatos à Presidência
    Debate com os candidatos à Presidência — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em determinado momento, ao falar da necessidade de ter uma atitude positiva, chegou a fazer merchandising de um de seus livros.

    Renan teve atitude oposta, fiel a seu estilo franco-atirador. Se Cury foi lírico, ele investiu na verborragia e na estratégia de chocar.

    Xingou Lula e Flávio Bolsonaro de canalhas e criminosos, chamou o governo de porcaria e chegou ao limite da transfobia e da misoginia ao se referir à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e à primeira-dama Janja da Silva. Na segurança, carro-chefe de sua plataforma, prometeu um "banho de sangue" e "passar a rapa" nos criminosos.

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    Em outras palavras, cumpriu seu papel de se apresentar como candidato "antissistema", um nicho que vem ocupando com eficiência. Para isso, numa atitude talvez inédita na política, disse que rejeitava votos de alguns eleitores, que chamou também de "canalhas".

    Já Caiado repetiu sua estratégia de Goiás, Goiás e mais Goiás. A goianidade explícita não chega a surpreender, uma vez que a experiência administrativa como governador é seu grande trunfo. E tome referências autoelogiosas à segurança, educação, saúde e economia do estado do Centro-Oeste, que às vezes pareceram excessivas.

    Sutilmente, Caiado também soube explorar a seu favor o fato de ser o mais velho, reforçando ter uma "autoridade moral" que falta a seus adversários.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Como previsível, os dois candidatos que lideram as pesquisas, e que fugiram do debate, foram assunto de grande parte do programa.

    Neste propósito, o trio que compareceu ao estúdio da Band jogou entrosado, muitas vezes com raciocínios que se completavam.

    Além da ausência em si de Lula e Flávio, exploraram os respectivos flancos na área da corrupção, os casos Lulinha e Master. Caiado se saiu com uma boa sacada, ao falar de "Dark Horse e Dark lobby".

    Renan, em especial, soube aproveitar visualmente muito bem os púlpitos vazios de Lula e Flávio, mais uma demonstração da destreza de sua campanha no campo digital, com interações capturadas pelos celulares de assessores e rapidamente postadas. Neste caso, não houve improviso, mas uma estratégia ensaiada na preparação ao debate, inclusive com uma reprodução do púlpito.

    Se Lula e Flávio apanharam, pior ainda ficou para o terceiro ausente, Romeu Zema (Novo), que passou em branco no debate, sem receber nem mesmo críticas por ter faltado. A indiferença dos adversários mostra que ele já é considerado carta fora do baralho.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/debate-mico-teve-pastelao-de-cury-verborragia-de-renan-e-goianidade-de-caiado.shtml.

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    Os candidatos a presidente Renan Santos, Augusto Cury e Ronaldo Caiado durante debate na Band - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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