De Peruíbe a Guarujá: especialista alerta sobre riscos de praias impróprias
De acordo com a Cetesb, SP tem 90 praias impróprias para banho, sendo 65 delas no litoral sul. Chuvas podem ter contribuído com situação

Um levantamento divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo ( Cetesb ), nessa sexta-feira (25/9), indicou que todas as praias de Peruíbe até Guarujá, no litoral sul de São Paulo , estão impróprias para banho, com exceção de duas.
Ao todo, a Cetesb informou que 90 praias estão impróprias para banho . Destas, 65 estão localizadas no litoral sul. Ainda de acordo com o órgão, somente 85 praias estão próprias para banhistas no estado.
Segundo o biólogo e professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paul9 (USP), Alexander Turra, as fortes chuvas recentes que atingiram o litoral nos últimos dias é um dos fatores que pode ter influenciado no aumento do número de praias impróprias. Turra diz que a falta de saneamento básico em cidades litorâneas se soma às condições climáticas e contribui para a poluição das praias.

Ele explicou que as instabilidades acabam levando os dejetos presentes nas ruas das cidades litorâneas para o mar. A situação mais grave acontece quando as fossas, especialmente onde não há rede de esgoto implementada, extravasam.
“Isso se soma a um fenômeno que nós temos na Baixada Santista como um todo, que é uma quantidade de pessoas morando em situações de fragilidade , em aglomerados subnormais, nos quais não há a possibilidade de se coletar o esgoto. Então essa carga orgânica que é jogada diretamente no ambiente acaba saindo pelos canais de Santos ou de São Vicente e acaba sendo distribuída nessa região”, explica. O especialista, que é e coordenador da Catedral Unesco para a Sustentabilidade do Oceano, ainda alertou para os problemas que um mar impróprio pode causar nos banhistas.
“As pessoas podem acabar tendo um tipo enfermidade associada a bactérias ou a vírus presentes nesses corpos de água (micro-organismos). A gente está falando de cólera, desinteria, colites, de doenças que podem levar inclusive a óbito”, alerta o professor.

Cristina Camolez, geógrafa da Cetesb, recomenda que, logo após as tempestades, pelo menos nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, o banhista não entre na água, tome bastante cuidado e não tome banho de mar.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/especialista-alerta-riscos-praias-improprias.

Divulgação/ Fundação Florestal — Foto: Metrópoles
Compartilhe
Espalhe essa notícia

