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    De óculos inteligentes a broches com IA, receios sobre privacidade desafiam próxima era da tecnologia

    As empresas que apostam em uma era pós-smartphone com dispositivos de inteligência artificial alimentam temores em relação à privacidade em todo o mundo, sentimento que pode retardar a adoção dessa tecnologia emergente. Leia mais (09/23/2026 - 06h00)

    Folha de S.Paulo
    23 de setembro de 2026 às 09:00
    De óculos inteligentes a broches com IA, receios sobre privacidade desafiam próxima era da tecnologia
    Foto: Folha de S.Paulo

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    San Francisco e Nova York | Reuters As empresas que apostam em uma era pós-smartphone com dispositivos de inteligência artificial alimentam temores em relação à privacidade em todo o mundo, sentimento que pode retardar a adoção dessa tecnologia emergente.

    CEO da Meta, Mark Zuckerberg, durante discurso sobre óculos inteligentes da Meta na Califórnia - Carlos Barria - 17.set.25/Reuters · Carlos Barria - 17.set.25/Reuters
    CEO da Meta, Mark Zuckerberg, durante discurso sobre óculos inteligentes da Meta na Califórnia - Carlos Barria - 17.set.25/Reuters · Carlos Barria - 17.set.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A reação contra dispositivos capazes de ver, ouvir e responder ao mundo ao seu redor tem sido mais forte em relação aos óculos Ray-Ban da Meta . O dispositivo popularizou os óculos inteligentes ao combinar o design moderno da EssilorLuxottica com a IA da empresa de Mark Zuckerberg .

    Os óculos, no entanto, se tornaram alvo de críticas e atraíram o escrutínio de tribunais que analisam ações judiciais sobre privacidade, de usuários que temem gravações secretas e de críticos que alertam para um futuro em que os óculos com IA onipresentes corroam as expectativas de anonimato e consentimento .

    Estabelecimentos no Reino Unido, incluindo uma das maiores redes de pubs do país, a Wetherspoon, restringiram o uso desses óculos.

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    A imprensa diz que a Meta deve apresentar óculos inteligentes sem câmera já nesta quarta-feira (23), na conferência da empresa. O anúncio destaca os desafios que as empresas enfrentam para abocanhar uma fatia do mercado de smartphones, avaliado em mais de US$ 600 bilhões.

    Os fabricantes de dispositivos estão testando vários formatos para superar essas preocupações. Esses formatos vão desde óculos e broches até pingentes e gravadores de voz que se prendem magneticamente a um celular , segundo entrevistas da Reuters com quase uma dúzia de executivos de tecnologia, analistas e especialistas jurídicos.

    Algumas empresas estão obtendo aceitação mais rápida no setor empresarial do que entre consumidores comuns.

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    O desfecho do debate sobre privacidade poderá moldar um mercado que as empresas de tecnologia veem como a próxima grande plataforma de computação. Se as empresas não conseguirem conquistar a confiança do público, os mesmos recursos que tornam úteis os dispositivos vestíveis com IA — câmeras sempre ligadas, microfones e percepção do ambiente — podem se tornar um obstáculo à sua adoção.

    "Os formatos vencedores serão aqueles que tornarem a interação mais natural, útil e confiável", disse Jay Kim, vice-presidente executivo da divisão de dispositivos móveis da Samsung, em entrevista à Reuters em julho. À medida que a IA assume mais tarefas, disse ele, os usuários exigirão sistemas que permaneçam seguros e sob seu controle.

    A Samsung planeja entrar no mercado de óculos inteligentes ainda neste ano por meio de parcerias com a Gentle Monster e a Warby Parker, mas não vê os dispositivos como substitutos dos smartphones .

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    Para algumas startups, no entanto, resolver o problema da privacidade pode ser uma questão de sobrevivência.

    Em conversa com jornalistas em dezembro, o CEO da OpenAI , Sam Altman , descreveu sua visão de um dispositivo sempre ligado, capaz de compreender o ambiente ao redor do usuário e saber quando ajudar e quando ficar em silêncio.

    Ele argumentou que tais produtos precisariam, em última instância, processar dados localmente, em vez de enviar informações continuamente para a nuvem.

    "Você quer um dispositivo em que possa confiar... que tenha o contexto completo e saiba quando ser útil e quando não ser", afirmou ele à época. "Se um dispositivo vai ficar ouvindo e observando toda a sua vida, a maioria das pessoas não vai querer que isso seja feito em um servidor na nuvem."

    Ele acrescentou que o processamento local de IA "pode levar mais alguns anos", dependendo da rapidez com que a OpenAI consiga ampliar a capacidade de seus processadores.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/ia/2026/09/de-oculos-inteligentes-a-broches-com-ia-receios-sobre-privacidade-desafiam-proxima-era-da-tecnologia.shtml.

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    CEO da Meta, Mark Zuckerberg, durante discurso sobre óculos inteligentes da Meta na Califórnia - Carlos Barria - 17.set.25/Reuters · Carlos Barria - 17.set.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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