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    De CFO a CEO: por que a cadeira de finanças virou caminho para o comando?

    Segundo pesquisa, 68% dos diretores e outros líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades e estilos de liderança para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial) " data-image-caption=" Segundo pesquisa, 68% dos diretores e líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/CFO.png?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />No Brasil, 13% das transições de CFOs levaram o executivo à cadeira de CEO, enquanto a função

    InfoMoney
    26 de setembro de 2026 às 10:59
    De CFO a CEO: por que a cadeira de finanças virou caminho para o comando?
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    Segundo pesquisa, 68% dos diretores e outros líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades e estilos de liderança para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial)

    Segundo pesquisa, 68% dos diretores e líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial)

    O caminho entre a diretoria financeira e a principal cadeira de uma empresa está ficando mais visível.

    Segundo pesquisa, 68% dos diretores e líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial)
    Segundo pesquisa, 68% dos diretores e líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Segundo levantamento da Russell Reynolds, 13% das transições observadas no Brasil resultaram na promoção de executivos da liderança financeira para CEO.

    O dado aparece em um momento de ampliação das responsabilidades da diretoria financeira.

    Confrorme a Russell Reynolds, o mandato do CFO passou a incorporar, além das finanças, atribuições ligadas a estratégia, transformação e comunicação com conselho e investidores.

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    Esse alargamento aproxima parte do repertório do CFO daquele exigido no comando da companhia. O executivo acompanha diferentes áreas, participa da alocação de capital e precisa traduzir decisões operacionais em consequências financeiras.

    Na prática, passa a enxergar o negócio não apenas pelo que aconteceu no balanço, mas também pelas decisões que podem determinar os próximos resultados.

    Outras pesquisas reforçam a mudança no perfil esperado de quem chega ao topo da área financeira.

    Segundo pesquisa, 68% dos diretores e líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial)
    Segundo pesquisa, 68% dos diretores e líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Um levantamento da Deloitte com 200 CFOs de grandes empresas da América do Norte identificou cinco lacunas relevantes na preparação de profissionais para a função: comunicação e presença executiva, capacidade de influenciar decisões, experiência operacional, desenvolvimento de equipes e liderança estratégica.

    Experiência operacional também ganhou peso. Em pesquisa da Deloitte, 37% dos CFOs colocaram esse tipo de experiência entre os três atributos mais importantes para possíveis sucessores.

    Familiaridade com novas tecnologias e liderança em rede aparecem com 30% cada. Já competências de planejamento e análise financeira foram mencionadas por 24%.

    Segundo pesquisa, 68% dos diretores e outros líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades e estilos de liderança para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial)
    Segundo pesquisa, 68% dos diretores e outros líderes de finanças consideram necessário desenvolver novas habilidades e estilos de liderança para continuar efetivos (Foto: Inteligência Artificial) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    “O conjunto de competências desejado para os sucessores reforça a natureza em transformação do papel do CFO”, diz o estudo da Deloitte.

    O contraste mostra que atributos que atravessam outras partes da organização aparecem até à frente de uma competência tradicionalmente associada à área financeira.

    O domínio técnico continua necessário. Mas os levantamentos indicam que ele divide cada vez mais espaço com visão de negócio, tecnologia, comunicação e capacidade de liderar.

    A transformação não atinge apenas quem pretende se tornar CFO. Ela alcança quem já chegou lá.

    Pesquisa global da EY com 1.610 CFOs, diretores e outros líderes de finanças mostra que 68% consideram necessário desenvolver novas habilidades e estilos de liderança para continuar efetivos em suas funções. O levantamento abrangeu 28 países e 22 setores.

    O avanço da tecnologia é parte dessa mudança. Para Meg Paschall, líder de transformação organizacional e da força de trabalho da EY, ter acesso às ferramentas não resolve sozinho o desafio.

    “A questão não é se as equipes financeiras têm acesso à tecnologia, mas se têm a mentalidade e as habilidades para usá-la bem”, afirma Paschall.

    Conhecimento de contabilidade, planejamento, indicadores e gestão de riscos continua na base da função. Mas passa a dividir espaço com tecnologia, dados, estratégia, liderança de pessoas e capacidade de influenciar outras áreas.

    A mudança ocorre enquanto cresce o número de executivos que chegam pela primeira vez à principal cadeira financeira.

    No primeiro semestre de 2026, 64% dos CFOs nomeados globalmente assumiram a função pela primeira vez, ante 60% no mesmo período de 2025, segundo a Russell Reynolds.

    Foram 192 nomeações, maior número registrado para um primeiro semestre nos oito anos da série.

    A abertura para estreantes não ocorre da mesma maneira em todos os setores. Tecnologia, saúde e consumo apresentaram maior participação de CFOs experientes entre os nomeados, segundo o levantamento.

    A combinação chama atenção para quem acompanha a carreira executiva: mais profissionais recebem a primeira oportunidade como CFO justamente quando o conjunto de competências exigido da função está ficando mais amplo.

    A maior abertura para estreantes esbarra, porém, na preparação dos sucessores.

    A CFO Survey 2025, da Deloitte, ouviu 105 CFOs de grandes empresas que operam no Brasil, entre 15 de outubro e 23 de dezembro de 2024. Apenas 23% disseram que suas empresas possuíam plano de sucessão para a gestão financeira.

    Outros 65% afirmaram não possuir um plano, enquanto 12% disseram desconhecer sua existência. Ou seja, na prática, 77% não têm ou não sabem se a empresa possui planejamento sucessório para a área.

    Entre as companhias que formalizaram o processo, o CEO aparece como responsável pela criação e acompanhamento do plano em 42% dos casos. RH responde por 29%, conselho por 25% e comitê especial por 4%.

    Os números expõem um contraste. Ao mesmo tempo em que a função financeira exige um repertório maior e recebe mais profissionais estreantes globalmente, boa parte das empresas brasileiras pesquisadas ainda não estruturou formalmente a sucessão da área.

    Os dados não mostram que CFO seja necessariamente o caminho preferencial para chegar a CEO.

    Os levantamentos disponíveis também não permitem concluir que profissionais de finanças tenham maior probabilidade de alcançar o comando do que executivos vindos de operações, comercial ou outras áreas.

    O que as pesquisas sustentam é uma ampliação das competências exigidas do CFO. Visão de negócio, influência, comunicação, liderança, experiência operacional e tecnologia passam a dividir espaço com o conhecimento financeiro.

    Para quem pretende chegar à cadeira de CEO, essa mudança importa porque amplia a exposição do diretor financeiro a decisões que atravessam diferentes partes da companhia.

    Também muda a lógica para quem constrói carreira em finanças. Quanto mais perto do topo, menos o repertório exigido fica restrito ao conhecimento técnico — e maior passa a ser a importância de transformar números em decisões para o negócio.

    Para quem mira o topo da carreira financeira, o ponto a observar é quanto da trajetória está sendo construída além das finanças.

    Experiência operacional, tecnologia, comunicação e liderança aparecem repetidamente nas pesquisas sobre o perfil dos próximos CFOs.

    O levantamento que aponta 13% das transições brasileiras de CFO para CEO indica que essa é uma rota possível, mas não permite tratá-la como caminho predominante. Os demais estudos ajudam a explicar o pano de fundo: a cadeira financeira está exigindo competências cada vez mais próximas da gestão ampla do negócio.

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