Brasil

    Datafolha: Máquina do governo, 'guerra santa' e memória de 2022 mexem ponteiros no fim da campanha

    A reta final da campanha teve um movimento simultâneo de eleitores na direção de Lula ( PT ) e Flávio Bolsonaro ( PL ). A nova pesquisa do Datafolha mostrou sinais de que os dois principais candidatos recebem acenos de segmentos estratégicos do eleitorado, em busca de um impulso para os últimos dias de disputa. Leia mais (10/01/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    2 de outubro de 2026 às 02:00
    Datafolha: Máquina do governo, 'guerra santa' e memória de 2022 mexem ponteiros no fim da campanha
    À esquerda, homem de cabelos brancos e barba, vestido com terno azul e faixa presidencial verde e amarela, faz gesto de positivo com as duas mãos. À direita, homem de cabelos curtos e escuros, veste camiseta amarela com verde e jaqueta pret — Foto: Folha de S.Paulo

    Contextualiza um acontecimento e aprofunda a compreensão de seus diversos ângulos

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) - Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress · Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress
    O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) - Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress · Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Diretor da Sucursal de Brasília da Folha. É mestre em ciência política pela Universidade Columbia (EUA). Na Folha, foi colunista, repórter e apresentador do podcast Café da Manhã.

    A reta final da campanha teve um movimento simultâneo de eleitores na direção de Lula ( PT ) e Flávio Bolsonaro ( PL ). A nova pesquisa do Datafolha mostrou sinais de que os dois principais candidatos recebem acenos de segmentos estratégicos do eleitorado, em busca de um impulso para os últimos dias de disputa.

    A variação positiva de dois pontos experimentada pelo petista e pelo bolsonarista é reflexo de estímulos que as duas campanhas vêm tentando ativar: a máquina do governo, a identidade religiosa e a memória de eleições passadas.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A variação que Lula experimenta nesta semana final de campanha não é dispersa: está concentrada na população de baixa renda, no Sudeste e entre eleitores que avaliam o governo como regular. São grupos tradicionalmente sensíveis a estímulos econômicos como o reajuste do Bolsa Família e a medidas de impacto como a proibição das bets .

    A leitura conjunta dos três números sugere que Lula finalmente conseguiu mover ponteiros em grupos que se mantinham hesitantes em relação à sua reeleição. Por outro lado, o momento dessa variação, a dias do primeiro turno, também pode indicar um alinhamento mais frágil do que uma fidelização construída ao longo da campanha.

    A pesquisa captou um movimento religioso na esteira do caso Nossa Senhora . Os esforços de Lula para reforçar sua identificação com o eleitorado católico parecem ter sido recompensados, enquanto Flávio aprofundou seus laços com os evangélicos.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Lula ampliou seu domínio entre os católicos, com um ganho de cinco pontos em relação à pesquisa da última semana. Flávio, por sua vez, teve um reforço de cinco pontos entre os evangélicos, eleitorado já historicamente fiel ao bolsonarismo.

    Os números do Datafolha também mostram que uma parte do público que se dividiu entre Lula e Jair Bolsonaro em 2022 está buscando novamente o caminho de casa. Na última semana de campanha, cresceu o alinhamento entre esses eleitores e os dois principais campos políticos em disputa.

    O salto entre os dois lados é praticamente simétrico:

    A convergência a poucos dias da votação dá destaque a um grupo de brasileiros que flertou com candidatos alternativos e até com a indecisão ao longo do primeiro turno (possivelmente por fadiga em relação a Lula e resistência ao clã Bolsonaro), mas voltou a se alinhar ao grupo de quatro anos atrás.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    As principais notícias da semana sobre o cenário jurídico e conteúdos exclusivos

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/datafolha-maquina-do-governo-guerra-santa-e-memoria-de-2022-mexem-ponteiros-no-fim-da-campanha.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) - Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress · Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)