Datafolha: Lula tem 53% entre beneficiários do Bolsa Família, e Flávio Bolsonaro, 28%
Levantamento foi feito na maior parte antes da divulgação do reajuste anunciado pelo governo

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Entre quem recebe Bolsa Família ou mora numa residência com beneficiários do programa, 53% votariam em Lula ( PT ) no primeiro turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17). Flávio Bolsonaro ( PL ) tem 28% nesse grupo.

Na parcela não beneficiada, direta ou indiretamente, pelo programa, 36% votariam no petista no primeiro turno, ante 37% que optariam por Flávio.
Na simulação de segundo turno, o presidente tem 60% de apoio entre os beneficiários do programa, e o senador, 33%.
O levantamento foi produzido em sua maior parte antes da divulgação do reajuste no Bolsa Família anunciado por Lula na manhã desta quinta (17). As entrevistas foram feitas de terça (15) até esta quinta.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no grupo total entrevistado. Nos segmentos, as margens são maiores. Entre quem recebe o benefício ou mora com um beneficiário, a margem de erro sobe para cinco pontos.
A pesquisa Datafolha entrevistou presencialmente 2.001 eleitores de 16 anos ou mais de todas as regiões do país, em 125 municípios. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-04029/2026.
Disseram que recebem Bolsa Família ou que moram com um beneficiário 20% dos entrevistados.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula aparece com 44% das menções entre beneficiários do Bolsa Família, e Flávio Bolsonaro, com 19%. Entre quem não recebe o benefício nem mora com alguém que recebe, o petista tem 33%, e o rival, 28%.
O governo anunciou nesta quinta um reajuste de 15,04% nos benefícios do programa. A medida eleva o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família.
O novo valor começará a ser pago em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno das eleições , marcado para 25 de outubro. O anúncio ocorre 17 dias antes do primeiro turno da disputa presidencial. A medida deve custar R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões por ano em 2027 e 2028.

Desde a reformulação do programa, em 2023, o governo não havia feito nenhum reajuste no valor do benefício. Ministros da equipe econômica e técnicos da área social afirmavam que a medida não era necessária, com base em padrões internacionais para programas de transferência de renda.
A postura mudou num momento em que a campanha do petista Lula assiste a seu principal adversário, Flávio Bolsonaro , ganhar força na corrida eleitoral.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta mostra os dois rivais tecnicamente empatados nas simulações de primeiro e segundo turnos. Lula tem 46%, e o filho de Jair Bolsonaro tem 44% no cenário pesquisado para o segundo turno.

Em 2022, o governo Jair Bolsonaro também ampliou os valores do programa, então batizado de Auxílio Brasil , a poucos meses da eleição. Em agosto daquele ano, o repasse mínimo subiu de R$ 400 para R$ 600, um aumento de 50%. O anúncio ainda veio acompanhado da promessa de campanha de torná-lo permanente.
Na época, Lula era candidato e acusou Bolsonaro de promover o aumento para garantir sua reeleição. Mesmo assim, o petista equiparou a promessa de manter o piso de R$ 600, o que foi feito sob sua gestão apesar das críticas de especialistas sobre as distorções causadas pelo modelo.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/datafolha-lula-tem-53-entre-beneficiarios-do-bolsa-familia-e-flavio-bolsonaro-28.shtml.

Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro - Mauro Pimentel e Evaristo Sá/AFP · Mauro Pimentel e Evaristo Sá/AFP — Foto: UOL
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