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    Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 1º e 2º turnos

    O novo levantamento do Datafolha sobre a corrida presidencial, feito em meio à crise no STF (Supremo Tribunal Federal), traz Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente no primeiro turno, com o petista marcando 39%, ante 36% do rival. No segundo, eles mantêm o empate da rodada anterior, 46% a 44% para o presidente. Leia mais (09/17/2026 - 19h05)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 22:05
    Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 1º e 2º turnos
    À esquerda, homem de barba branca e chapéu de palha claro fala ao microfone, vestindo camisa branca. À direita, homem de cabelo escuro e terno preto segura microfone, com alfinete de tesoura na lapela, em fundo escuro com outra pessoa desfo — Foto: Folha de S.Paulo

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    O novo levantamento do Datafolha sobre a corrida presidencial, feito em meio à crise no STF (Supremo Tribunal Federal), traz Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente no primeiro turno, com o petista marcando 39%, ante 36% do rival. No segundo, eles mantêm o empate da rodada anterior, 46% a 44% para o presidente.

    Nas fotos, o presidente Lula durante convenção do PT e o senador Flávio Bolsonaro em entrevista
    Nas fotos, o presidente Lula durante convenção do PT e o senador Flávio Bolsonaro em entrevista — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. Há uma semana, o presidente marcava 39% e o filho do seu antecessor Jair Bolsonaro, 35%. Agora, a distância entre eles cai ao menor patamar da disputa, 3 pontos, ante 10 registrados em maio.\

    Na primeira rodada, atrás dos líderes vêm Augusto Cury ( Avante ), com 6%, Ronaldo Caiado ( PSD ), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Marcam 1% Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO). Aqueles que declaram votar em branco ou nulo são 6%, e os indecisos, 3%.

    O Datafolha ouviu 2.002 pessoas, em 125 municípios, de terça (15) a quinta (17). O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-04029/2026.

    Lula na campanha eleitoral de 2026
    Lula na campanha eleitoral de 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Considerando os votos válidos, que excluem a votação em branco no dia da votação e são usados para definir o resultado em que o vitorioso tem ao menos 50% mais um, Lula hoje tem 43%, Flávio, 39% e os demais, 16%.

    Na pesquisa espontânea, sem a apresentação dos nomes dos concorrentes, Lula oscilou de 33% para 35% e Flávio, de 25% para 26% em uma semana.

    Na simulação de segundo turno agora, Lula segue com 46% e Flávio, com 44%. O petista também empata, aí numericamente, em 44% a 44% com Cury. Bate Caiado no limite da margem por 46% a 42% e supera Zema (48% a 39%), Renan (47% a 38%) com mais facilidade.

    Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral de 2026
    Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral de 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Do ponto de vista de perfil em grandes estratos da amostra do Datafolha, não há mudanças radicais. Lula segue indo melhor que Flávio entre os 49% mais pobres (46% a 29%), os 28% menos escolarizados (47% a 30%), os 27% de nordestinos (56% a 26%) e os 50% de católicos (43% a 34%).

    Um desafio para a campanha é motivar o eleitorado mais pobre e com estudo até o fundamental a ir votar, dado que eles representaram a maior parte dos 20,9% de eleitores que se abstiveram de ir às urnas no primeiro turno de 2022.

    Já o senador mantém sua liderança entre os 34% que ganham de 2 a 5 salários mínimos (41% a 33%), os 12% que ganham mais de 5 mínimos (44% a 28%), contando que nos dois grupos a margem de erro sobe a seis pontos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ele também bate Lula entre os 15% de sulistas (45% a 27%) e entre os 28% de evangélicos (48% a 26%). No Sudeste, principal colégio eleitoral com 42% da amostra da pesquisa, há um empate com vantagem numérica para Flávio: 37% a 35%.

    O levantamento, contratado pela Folha e pela TV Globo, foi feito integralmente sob o impacto da grave crise envolvendo o Supremo, que transbordou na campanha eleitoral e dominou a política do país.

    Na terça (15), a corte suspendeu a sessão em que seria avaliada a abertura de investigação sobre as relações do ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro , ex-dono do Banco Master com quem o escritório de advocacia da mulher do magistrado tinha um contrato de R$ 131 milhões.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O grupo pró-Moraes, associado politicamente a Lula, operou para que o indicado por Bolsonaro à corte Kassio Nunes Marques se declarasse impedido. Depois, Flávio Dino , ex-ministro da Justiça de Lula, encerrou o bate-boca no plenário pedindo vista de uma questão de ordem em debate.

    Tudo isso jogou para depois das eleições a discussão, mas o estrago político para Lula já estava feito, dada a associação política entre ele e Moraes.

    O acusador do ministro, seu colega André Mendonça, outro indicado por Bolsonaro ao Supremo, também foi criticado por sua condução vista como política do caso, mas entre líderes partidários a avaliação é de que Moraes é o principal perdedor do debate.

    Como diz um importante presidente de partido de centro, foi Lula quem colocou no colo Moraes , que encarnou a defesa contra o golpismo bolsonarista e comandou o julgamento que deu 27 anos e três meses de prisão para o ex-presidente.

    Pelo que se aferiu até a semana passada, a crise não mudava o voto da maioria dos brasileiros, mas influenciava uma fatia suficiente para alterar o resultado em um pleito tão apertado.

    O presidente ensaia uma reação em outra frente ao anunciar um reajuste de 15% para o Bolsa Família, já quando o trabalho dos pesquisadores do Datafolha estava se encerrando.

    A tática deu certo para alavancar Bolsonaro pai na disputa que acabou perdendo para Lula em 2022, mas é incerto o efeito agora, dado que o petista já pontua com muita vantagem entre os beneficiários do programa.

    Nesta pesquisa, 53% daqueles que recebem o benefício declaram voto em Lula, ante 28% em Flávio. Já entre quem não recebe, há empate: 37% votam no senador e 36%, no presidente.

    Já contra Flávio há a possibilidade de a manutenção da crise no noticiário fazer surgir novidades acerca de sua própria relação com Vorcaro , a quem chamava de "meu irmão" e de quem cobrou dinheiro para supostamente bancar a produção de "Dark Horse", cinebiografia sobre seu pai.

    O sigilo sobre o caso foi retirado, e há toda a questão a ser esmiuçada do caminho dos quase R$ 70 milhões que o ex-banqueiro desembolsou.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/datafolha-lula-e-flavio-bolsonaro-empatam-em-1o-e-2o-turnos.shtml.

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