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    Datafolha: Lula ainda escapa de crise no STF, e Flávio tem sua melhor fase

    A corrida pela Presidência entra na reta final com um movimento de consolidação simultâneo nas duas principais campanhas. A nova pesquisa do Datafolha mostra que Lula ( PT ) atravessa a turbulenta crise do STF (Supremo Tribunal Federal) sem sinal de desgastes e com viés de alta na avaliação positiva do governo , enquanto Flávio Bolsonaro ( PL ) vive sua melhor fase, com alguns índices que já superam o patamar anterior ao escândalo "Dark Horse" . Leia mais (09/17/2026 - 21h06)

    Folha de S.Paulo
    18 de setembro de 2026 às 00:06
    Datafolha: Lula ainda escapa de crise no STF, e Flávio tem sua melhor fase
    À esquerda, homem de cabelos brancos e barba, vestido com terno azul e faixa presidencial verde e amarela, faz gesto de positivo com as duas mãos. À direita, homem de cabelos curtos e escuros, veste camiseta amarela com verde e jaqueta pret — Foto: Folha de S.Paulo

    Contextualiza um acontecimento e aprofunda a compreensão de seus diversos ângulos

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    O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) - Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress · Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress
    O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) - Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress · Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A corrida pela Presidência entra na reta final com um movimento de consolidação simultâneo nas duas principais campanhas. A nova pesquisa do Datafolha mostra que Lula ( PT ) atravessa a turbulenta crise do STF (Supremo Tribunal Federal) sem sinal de desgastes e com viés de alta na avaliação positiva do governo , enquanto Flávio Bolsonaro ( PL ) vive sua melhor fase, com alguns índices que já superam o patamar anterior ao escândalo "Dark Horse" .

    O resultado é um cenário de equilíbrio, em que os dois candidatos trabalham para neutralizar vulnerabilidades e acenar para públicos cativos. O reajuste do Bolsa Família surge como uma arma para ampliar o domínio de Lula em grupos simpáticos ao petismo, e o eleitorado tradicional bolsonarista serve de trampolim para que Flávio permaneça cada vez mais próximo do rival.

    Flávio já opera acima do índice que tinha antes do escândalo "Dark Horse" em grupos estratégicos para o bolsonarismo e desenha uma curva de crescimento nas últimas semanas, formada por uma série de variações isoladas dentro da margem de erro.

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    O aumento do Bolsa Família surge como uma medida de contenção para Lula, que tem hoje um desempenho pior do que em 2022 entre eleitores de baixa renda, do Nordeste e beneficiários do programa.

    A aposta de que a corrida pode terminar no primeiro turno continua no terreno da incerteza, com votos represados no segundo pelotão e eleitores que podem mudar de ideia a qualquer momento.

    A marca desta etapa da eleição é uma curva ascendente de Flávio Bolsonaro depois do baque sofrido pelo escândalo "Dark Horse", em maio. O senador não apenas digeriu o estrago como já chegou a índices de intenção de voto melhores em alguns grupos do eleitorado que o bolsonarismo considera estratégicos.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No primeiro turno, Flávio saiu do piso de 31% após a revelação de seu pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para 36%, seu melhor índice numérico até aqui.

    No Sudeste, o senador foi de 32% no menor nível para 37 % na nova pesquisa.

    Na classe média, a recuperação foi forte: de 35% para 41 % , acima do nível anterior ao escândalo.

    Entre os evangélicos, o senador bateu 48 % .

    Os números sugerem que o episódio foi metabolizado e que Flávio ainda busca espaço de crescimento, num momento em que sua disputa com Lula se acirra nos dois turnos.

    Lula anunciou o reajuste do Bolsa Família, a poucas semanas do primeiro turno, menos como uma jogada de expansão de seu eleitorado do que como uma manobra de contenção. Diante do aperto na disputa, o presidente tenta recuperar terreno em segmentos que deram a ele votos em massa na última eleição e têm afinidade histórica com o petismo.

    Comparado à mesma fase da campanha de 2022, o desempenho atual de Lula está abaixo do patamar em grupos que formam a espinha dorsal de sua coalizão: o Nordeste, o eleitorado de baixa renda, quem tem apenas o ensino fundamental e os próprios beneficiários do programa.

    No Nordeste, Lula está seis pontos abaixo do índice que tinha em setembro de 2022. Entre eleitores com renda abaixo de dois salários mínimos, a diferença é de cinco pontos em relação à disputa passada. Neste recorte de brasileiros mais pobres, a diferença pode representar um déficit de quase 4 milhões de votos nas urnas, uma imensidão numa disputa que será apertada.

    O investimento no Bolsa Família é a exibição das armas de um Lula que se esforça para voltar a seu teto de 2022, com pouco espaço para crescimento adicional.

    As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro compartilham uma mesma aposta: na boca da urna, o eleitor pode perceber a disputa entre Lula e Flávio como o único confronto possível e antecipar uma escolha que hoje está represada nos nanicos Augusto Cury , Ronaldo Caiado , Renan Santos e Romeu Zema .

    Esses quatro nomes somam 15% das intenções de voto, um bloco grande o suficiente para forçar um segundo turno. O detalhe é que nem mesmo esses eleitores confiam muito no futuro de seus candidatos.

    Do total de eleitores do quarteto, 48% dizem que podem mudar de voto até a eleição, termômetro direto de que uma boa parte pode migrar para os dois favoritos já no primeiro turno.

    A pergunta seguinte é: quem se beneficiaria da eventual desidratação desses candidatos? Uma maneira de medir essa migração é identificar o comportamento dos eleitores desses quatro candidatos na simulação de segundo turno. Os números indicam uma afinidade maior com Flávio (44 % ) do que com Lula (27 % ).

    Com os números de hoje, a probabilidade de decisão no primeiro turno ainda é muito baixa. Seria necessária uma migração em massa e concentrada num só nome, cenário para o qual ainda não há sinal nos dados atuais.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/datafolha-lula-ainda-escapa-de-crise-no-stf-e-flavio-tem-sua-melhor-fase.shtml.

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    O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) - Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress · Pedro Ladeira e Bruno Santos/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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