Das vaias aos palcos do mundo: conheça como a parceria de 50 anos entre Pinduca e Eliana Pittman mudou os rumos do carimbó
Pinduca e Eliana Pittman Divulgação Quem diria que um banho de praia no Maranhão fosse mudar os rumos da história do carimbó? Há cerca de 50 anos, a cantora carioca Eliana Pittman estava em uma praia de São Luís quando ouviu aquele batuque pela primeira vez. Curiosa, quis saber que som era aquele que fazia os jovens dançarem à beira-mar. A resposta veio em duas palavras que ela ainda não conhecia: carimbó e Pinduca. De lá para cá, a história de Pinduca e Eliana ganhou outros rumos. “Sinhá Pureza”, “Carimbó no Mato” e “Mistura de Carimbó” passaram a fazer parte do repertório da cantora, atraves
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Pinduca e Eliana Pittman — Foto: Divulgação
Quem diria que um banho de praia no Maranhão fosse mudar os rumos da história do carimbó? Há cerca de 50 anos, a cantora carioca Eliana Pittman estava em uma praia de São Luís quando ouviu aquele batuque pela primeira vez. Curiosa, quis saber que som era aquele que fazia os jovens dançarem à beira-mar. A resposta veio em duas palavras que ela ainda não conhecia: carimbó e Pinduca.
De lá para cá, a história de Pinduca e Eliana ganhou outros rumos. “Sinhá Pureza”, “Carimbó no Mato” e “Mistura de Carimbó” passaram a fazer parte do repertório da cantora, atravessaram as fronteiras do Brasil e puseram públicos da América Latina e da Europa para dançar.

Nesta quarta-feira (26), Dia Municipal do Carimbó , o g1 conta como as trajetórias de Pinduca e Eliana Pittman ajudam a entender um capítulo importante da história do ritmo: das vaias nos salões de Belém aos palcos do Brasil e do mundo, até o reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil.
O encontro é curioso também pela trajetória da própria cantora. Nascida no Rio de Janeiro, Eliana cresceu musicalmente ao lado do pai, o saxofonista norte-americano Booker Pittman, seu primeiro professor de música. Começou a carreira entre o jazz, a bossa nova e o samba. Foi no batuque eletrificado de Pinduca, porém, que encontrou uma música que passou a definir como autenticamente brasileira.
“O carimbó veio para sedimentar tudo isso na minha vida como artista brasileira, com uma música autenticamente brasileira, que é o carimbó, o ritmo brasileiro”, afirma.
Pinduca e Eliana na década de 1970. Ao lado de Martinho da Vila, a dupla mostra o disco de ouro conquistado com regravações do carimbó — Foto: Arquivo pessoal
O carimbó se tornou uma das marcas de seu repertório. E o sucesso veio junto.
“Eu ganhei Disco de Ouro, ganhei Globo de Ouro por causa do carimbó”, conta Eliana.
Na voz da carioca, as músicas de Pinduca chegaram a públicos que ainda não conheciam o ritmo. Foram dez temporadas consecutivas na Venezuela, além de apresentações em países como México, Canadá, Portugal, Espanha, Alemanha, Itália e Suécia.
Ao lembrar da reação das plateias, Eliana fala em “fraternização total”. E dançavam? “Sim, sim, sim.”
Para Pinduca, essa circulação teve um significado ainda maior. Ele atribui à cantora um papel decisivo na abertura de caminhos para o carimbó fora do Brasil.
“Eu, Marapanim e o estado do Pará devemos muito a ela, porque ela deu o pontapé fora do Brasil. Hoje em dia, já viajei quase o mundo todo divulgando o carimbó, mas o pontapé fora do Brasil quem deu foi a Eliana Pittman. Nós agradecemos muito a ela”, diz.
A história ganha outra dimensão quando se olha para o que acontecia do lado de Pinduca. Enquanto uma cantora do Rio de Janeiro fazia plateias estrangeiras dançarem suas músicas, o artista que as compôs havia precisado enfrentar resistência para fazer o carimbó ser aceito nos salões de Belém.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/08/26/das-vaias-aos-palcos-do-mundo-conheca-como-a-parceria-de-50-anos-entre-pinduca-e-eliana-pittman-mudou-os-rumos-do-carimbo.ghtml.

Pinduca fala sobre a criação do carimbó moderno e sobre a parceria com Eliana Pittman — Foto: G1
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