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    Dark Horse: gestão Nunes paga R$ 4 milhões por mês em contrato de wi-fi

    Prefeitura nega irregularidades no contrato, na mira de investigação da PF. Nunes diz que irá consultar STF sobre necessidade de rompimento

    Metrópoles
    14 de setembro de 2026 às 00:42
    Dark Horse: gestão Nunes paga R$ 4 milhões por mês em contrato de wi-fi
    Foto: Metrópoles

    A Prefeitura de São Paulo paga pouco mais de R$ 4 milhões por mês ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, no âmbito do contrato de fornecimento de pontos de wi-fi em comunidades .

    Firmado em 2024, o acordo é alvo da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo por supostas irregularidades no processo de licitação e também na execução do contrato.

    Há também suspeita de desvios de recursos para a produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cuja produtora, a Go UP Entertainment, é de propriedade de Karina Gama, também sócia do ICB. A empresária foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em operação na última quinta-feira (10/9).

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    Reprodução — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Neste domingo (13/9), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo das investigações sobre o caso.

    Na última sexta-feira (11/9), o prefeito Ricardo Nunes afirmou que deve acionar o STF sobre a necessidade de rompimento do contrato.

    “Vamos consultar o STF se a empresa realmente não pode mais ter contrato com ninguém (…) Se ele (Dino) fez um processo de criminalização antecipada, a gente vai ter que romper o contrato e vamos deixar de ter 3.200 pontos de Wi-Fi nas comunidades e nas favelas, mas sempre respeitando aquilo que o Judiciário determina”, disse o prefeito.

    Imagem colorida mostra Dark Horse e produtora Karina Gama. Metrópoles
    Imagem colorida mostra Dark Horse e produtora Karina Gama. Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    De acordo com documento da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), de 11 de junho desse ano, apesar das investigações, a parceria seguia regularmente em execução. A Prefeitura de São Paulo nega qualquer irregularidade no contrato.

    Inicialmente, o acordo tinha o valor de R$ 108 milhões para a instalação de cerca de 5 mil pontos de wi-fi. Sem expertise na área, o Instituto Conhecer Brasil foi o único proponente da sessão pública realizada em junho de 2024.

    Após a assinatura, segundo a prefeitura, a gestão municipal promoveu “reavaliações de planejamento e disponibilidade orçamentária”. De acordo com a secretaria, com isso, a execução passou a se concentrar em aproximadamente 3.200 pontos, “atualmente em pleno funcionamento”. A gestão nega que tenha havido pagamento por ponto não instalado.

    “A expansão e o cumprimento integral da meta originalmente prevista de 5.000 pontos foram interrompidos em razão de restrições e remanejamentos orçamentários supervenientes, sendo priorizada a preservação da infraestrutura já implantada e a continuidade dos serviços efetivamente disponibilizados à população”, diz o documento da pasta anexado aos autos.

    Em dezembro de 2025, foi assinado um termo de aditamento de R$ 49,2 milhões, elevando o valor total do contrato para R$ 157,1 milhões. Publicado em janeiro desse ano, o aditivo prorrogou o prazo de vigência da parceria por mais 12 meses.

    “Com a consolidação da infraestrutura instalada, os aditamentos promoveram uma redução drástica no valor unitário, que passou a ser fixado em R$ 1.280,80 por ponto/mês, perfazendo o valor total anualizado de R$ 49.182.720,00 para o exercício de 2026 (gerando um custo de repasse mensal atual de exatamente R$ 4.098.560,00) focado estritamente na operação e manutenção”, informou a SMIT.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/vinicius-passarelli/dark-horse-gestao-nunes-paga-r-4-milhoes-por-mes-em-contrato-de-wi-fi.

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