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    Dark Horse: empresa ligada ao ICB mudou de dono após prisão por feminicídio

    A empresa de TI aparece como subcontratada do Instituto Conhecer Brasil (ICB), gerido pela produtora Karina da Gama

    Metrópoles
    13 de setembro de 2026 às 17:23
    Dark Horse: empresa ligada ao ICB mudou de dono após prisão por feminicídio
    Foto: Metrópoles

    Os documentos tornados públicos neste domingo (13/9), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino levantar o sigilo do inquérito que apura fraudes no financiamento do filme Dark Horse , revelam que uma empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), da produtora Karina da Gama, teve sua propriedade alterada após seu único sócio ser preso sob acusação de feminicídio. O contrato com a empresa tinha valor global de R$ 12 milhões .

    Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., atualmente denominada Urban Connect Serviços e Tecnologia Ltda., pertencia a Alex Leandro Bispo dos Santos, apontado pelo Ministério Público de São Paulo como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e conhecido como “Escorpião”.

    Após a prisão de Alex, 100% das cotas da empresa foram transferidas para Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, que, de acordo com a investigação, tinha o mesmo endereço residencial do antigo sócio. A Favela Conectada teria recebido mais de R$ 2 milhões até dezembro do ano passado.

    Divulgação/Polícia Civil
    Divulgação/Polícia Civil — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Outro elemento apontado na investigação como indício da ligação entre o ICB e a empresa subcontratada é o fato de a empresa funcionar em uma sala no mesmo prédio do instituto. Segundo os investigadores, o aluguel do espaço era pago pelo ICB com recursos do contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo.

    Segundo a representação, o contrato original entre a empresa e o Instituto apresentaria ausência de dados essenciais de qualificação do representante da empresa. No documento, o dono era identificado apenas como “Alex”, sem número do RG, identidade ou inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). O suposto feminicídio Alex é acusado de ter matado Maria Katiane da Silva, de 25 anos, na madrugada de 29 de novembro do ano passado. Ela despencou do 10º andar de um prédio em São Paulo. Antes da queda, Maria teria sido espancada pelo companheiro.

    À época do caso, imagens do circuito de segurança revelaram o momento em que Maria era arrastada pelo estacionamento do condomínio e agredida até o elevador do local.

    Dark Horse: empresa ligada ao ICB mudou de dono após prisão por feminicídio
    Dark Horse: empresa ligada ao ICB mudou de dono após prisão por feminicídio — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    As gravações mostram a jovem sendo arrastada pelo estacionamento e agredida até a entrada do elevador.

    Dentro do elevador, Alex aparece tentando segurá-la pelo pescoço. Pouco depois, ele deixa o local levando Maria à força.

    Cerca de um minuto depois, retorna sozinho, leva as mãos à cabeça e se senta no chão, demonstrando desespero.

    Alex teria dito aos familiares que Maria caiu do prédio após uma discussão entre o casal e chegou a ir ao velório da vítima. Dias depois, em 9 de dezembro do ano passado, foi preso preventivamente sob acusação de feminicídio.

    O sigilo do inquérito acerca do financiamento do filme Dark Horse foi levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino neste domingo.

    Na decisão, ele também determinou que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, entregue à Polícia Federal (PF) todo o material bruto extraído dos celulares das pessoas físicas e jurídicas investigadas nos autos.

    Os celulares e computadores foram apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em junho deste ano para serem submetidos a perícia nos órgãos competentes de SP.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/dark-horse-empresa-ligada-ao-icb-mudou-de-dono-apos-prisao-por-feminicidio.

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