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    Da rejeição à escolha: início da campanha testa projetos de presidenciáveis

    Após meses marcados por crises e críticas, com o começo da propaganda eleitoral a partir deste domingo (16), os candidatos à Presidência entram na fase em que terão de mostrar por que merecem o voto dos eleitores

    CNN Brasil
    15 de agosto de 2026 às 10:00
    Da rejeição à escolha: início da campanha testa projetos de presidenciáveis
    Foto: CNN Brasil

    Até aqui, a disputa pelo Palácio do Planalto tem sido marcada por crises, ataques e tentativas de desgaste dos adversários, por vezes mais do que pelo detalhamento de propostas. Com o início oficial da campanha, neste domingo (16), chega a hora em que os candidatos à Presidência terão de responder a uma pergunta básica de uma eleição: o que pretendem fazer se forem eleitos?

    Em um pleito já marcado pela polarização e por altos índices de rejeição , os programas de governo ajudam a mostrar como cada candidato pretende se diferenciar e qual projeto oferece ao eleitor.

    Candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta transformar a experiência de governo em seu principal ativo. A vantagem é poder apresentar como propostas medidas que já estão em execução ou que fazem parte da agenda petista, como a regulamentação das redes sociais, a defesa da soberania nacional e o fim da escala trabalhista 6 por 1.

    Da esquerda para a direita: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema(Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). • Arte CNN Brasil · • Arte CNN Brasil
    Da esquerda para a direita: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema(Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). • Arte CNN Brasil · • Arte CNN Brasil — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ao mesmo tempo, Lula terá de apresentar razões para um novo mandato e mostrar o que pretende fazer daqui para frente para um eleitorado que já conhece seu estilo de governar. A campanha também será atravessada por desgastes que vêm sendo explorados pela oposição, como as investigações envolvendo o filho Fábio Luís Lula da Silva — o Lulinha –, a crise do INSS e a percepção de insegurança.

    Flávio Bolsonaro (PL) herda o espólio político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro , mas enfrenta o desafio de imprimir uma identidade própria à candidatura.

    O programa de governo é uma das ferramentas dessa construção. Entre as propostas apresentadas estão o endurecimento da política de segurança pública, a redução da maioridade penal em determinados casos, o corte de despesas e uma nova relação com o STF (Supremo Tribunal Federal) e com os Estados Unidos.

    Lula e Alcolumbre se unem contra PL e PSD no Amapá
    Lula e Alcolumbre se unem contra PL e PSD no Amapá — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Por outro lado, adversários avaliam que pesam contra Flávio a inexperiência no Executivo e o desgaste provocado por episódios que já foram explorados politicamente, como o caso Dark Horse e as conversas com Daniel Vorcaro , do Banco Master.

    À direita, outros candidatos tentam mostrar que existe espaço para uma alternativa à polarização entre Lula e o bolsonarismo. É nesse grupo que aparece Ronaldo Caiado (PSD).

    O ex-governador de Goiás tem como principal aposta a segurança pública. A estratégia é transformar os resultados obtidos no estado em uma espécie de cartão de visitas nacional, em um momento em que o candidato ainda busca ampliar o grau de conhecimento entre os eleitores.

    Análise: PT quer resgatar Lula “do passado” em largada de campanha no ABC
    Análise: PT quer resgatar Lula “do passado” em largada de campanha no ABC — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Caiado também vem antecipando sugestões de nomes que poderiam integrar um eventual governo, com a aproximação de figuras de peso para reforçar a imagem de uma candidatura preparada para assumir o Executivo.

    O desafio é encontrar espaço no eleitorado de direita . Caiado tenta convencer esse público de que existe uma alternativa a Flávio Bolsonaro sem ficar preso a uma disputa interna do próprio campo político. Isso impõe um dilema à campanha: até onde atacar Flávio sem transformar a candidatura em apenas mais uma frente de oposição ao bolsonarismo?

    A discussão apareceu novamente nesta sexta-feira (14), após uma troca de farpas entre integrantes dos dois grupos.

    Quaest: 54% rejeitam voto em Flávio; 52%, em Lula
    Quaest: 54% rejeitam voto em Flávio; 52%, em Lula — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), rebateu uma declaração de Gilberto Kassab , presidente do PSD e vice na chapa de Caiado, de que Flávio não teria chances de vencer a eleição.

    Marinho afirmou que o PSD mantém três ministérios no governo Lula e acusou a legenda de atuar como uma espécie de linha auxiliar para a reeleição do petista.

    A troca de farpas mostra como a disputa pelo eleitorado de direita tende a ser um dos pontos de tensão da campanha. Para Caiado, atacar Flávio pode ajudar a abrir espaço. Ao mesmo tempo, pode dar a percepção de que sua candidatura está mais preocupada em enfrentar o bolsonarismo do que em apresentar uma alternativa própria.

    Reaproximação com Lula é gesto de "boa-vontade" de Alcolumbre, diz Arko
    Reaproximação com Lula é gesto de "boa-vontade" de Alcolumbre, diz Arko — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também vive o desafio de como se posicionar diante de Flávio Bolsonaro e da polarização.

    O programa de Zema apresenta propostas de perfil econômico liberal, como uma política de privatização generalizada de estatais e a defesa da saída do Brasil do Brics para uma aproximação com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

    Nas redes sociais, porém, o candidato ganhou maior projeção pelas críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

    Mendonça sobre caso Dark Horse: "Sou escravo dos autos"
    Mendonça sobre caso Dark Horse: "Sou escravo dos autos" — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A dificuldade, portanto, é combinar uma agenda econômica própria com uma estratégia política capaz de disputar o eleitorado de direita sem ficar à sombra da candidatura de Flávio.

    Renan Santos (Missão) busca uma posição ainda mais distante da política tradicional. O candidato apresenta propostas como ações de desfavelização, a redução do número de municípios e o fim do atual modelo do Bolsa Família .

    A candidatura, no entanto, também entrou no radar nesta semana por um episódio envolvendo o próprio partido. A legenda foi citada em uma denúncia de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro ao Missão.

    Após fala de Kassab, Marinho diz que PSD atua como "linha auxiliar" do PT
    Após fala de Kassab, Marinho diz que PSD atua como "linha auxiliar" do PT — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta mostra como, apesar da presença de outros nomes, Lula e Flávio continuam concentrando a maior parte da disputa.

    Lula aparece com 43% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 40% de Flávio Bolsonaro, numa diferença que vem se estreitando.

    No primeiro turno , os dois também chegam a concentrar 69 pontos percentuais quando somadas as intenções de voto.

    Quaest: 54% rejeitam voto em Flávio; 52%, em Lula
    Quaest: 54% rejeitam voto em Flávio; 52%, em Lula — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A fotografia reforça o peso da polarização , mas também evidencia o tamanho do desafio para os dois principais candidatos. Lula e Flávio chegam ao início oficial da campanha como os dois principais polos da disputa — e também como os candidatos com os maiores índices de rejeição.

    Para Caiado, Zema e Renan, o desafio é encontrar um espaço próprio em uma eleição dominada por dois grupos políticos. Para Lula e Flávio, a tarefa é ampliar a vantagem sem transformar a rejeição ao adversário no único combustível da campanha.

    A partir do início oficial da corrida eleitoral, não basta mais convencer o eleitor de quem ele não quer. Os candidatos terão de dar razões concretas para serem escolhidos ao Planalto.

    Lula e Alcolumbre se unem contra PL e PSD no Amapá
    Lula e Alcolumbre se unem contra PL e PSD no Amapá — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Quaest: PT vê efeito Lulinha em pesquisa, enquanto PL celebra recuperação | CNN PRIME TIME

    Análise: PT quer resgatar Lula “do passado” em largada de campanha no ABC
    Análise: PT quer resgatar Lula “do passado” em largada de campanha no ABC — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Após fala de Kassab, Marinho diz que PSD atua como
    Após fala de Kassab, Marinho diz que PSD atua como — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Mendonça sobre caso Dark Horse:
    Mendonça sobre caso Dark Horse: — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Reaproximação com Lula é gesto de
    Reaproximação com Lula é gesto de — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Quaest: PT vê efeito Lulinha em pesquisa, enquanto PL celebra recuperação | CNN PRIME TIME
    Quaest: PT vê efeito Lulinha em pesquisa, enquanto PL celebra recuperação | CNN PRIME TIME — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Vídeo: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/da-rejeicao-a-escolha-inicio-da-campanha-testa-projetos-de-presidenciaveis/.

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    Da esquerda para a direita: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema(Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). • Arte CNN Brasil · • Arte CNN Brasil — Foto: CNN Brasil

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