Cruz Vermelha denuncia ataques a equipes contra ebola no Congo
A Cruz Vermelha manifestou preocupação nesta segunda-feira (24) após seis trabalhadores envolvidos em uma tentativa de conter um surto mortal de ebola terem ficado feridos em ataques ocorridos na semana passada na República Democrática do Congo . Leia mais (08/24/2026 - 10h19)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
A Cruz Vermelha manifestou preocupação nesta segunda-feira (24) após seis trabalhadores envolvidos em uma tentativa de conter um surto mortal de ebola terem ficado feridos em ataques ocorridos na semana passada na República Democrática do Congo .

"Os ataques contra voluntários e profissionais humanitários são inaceitáveis", afirmou em comunicado o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, em conjunto com as sociedades da Cruz Vermelha da República Democrática do Congo e de Uganda.
Segundo o comunicado, em 17 de agosto, um comboio da Cruz Vermelha de Uganda que apoiava o combate ao ebola foi atacado na província de Ituri —epicentro do surto—, deixando uma pessoa gravemente ferida. Duas ambulâncias foram apedrejadas e vandalizadas.
No dia seguinte, dois voluntários ficaram feridos ao tentar realizar um sepultamento na província de Haut-Uele. Eles foram retirados do local para receber atendimento médico, e dois veículos foram danificados durante a operação.

Na quarta-feira, em Beni, na província de Kivu do Norte, três voluntários foram "atacados e feridos", e equipamentos usados no combate ao ebola foram destruídos.
O comunicado afirmou que os ataques são uma demonstração dos riscos enfrentados por profissionais humanitários no combate a epidemias e em emergências.
"O respeito pelos profissionais e pelas atividades humanitárias é essencial para garantir que as comunidades afetadas por epidemias e outras crises continuem recebendo a assistência e os serviços de
"Cada profissional ferido e cada ambulância, veículo ou equipamento danificado reduz a capacidade de prestar serviços emergenciais de saúde e de assistência humanitária, colocando mais vidas em risco e dificultando a contenção da epidemia."
Ao todo, 12 voluntários ficaram feridos, ambulâncias foram danificadas e equipamentos de resposta a emergências foram destruídos em 11 episódios de violência desde que o surto de ebola foi declarado, em 15 de maio.
"Pedimos às comunidades, às lideranças locais e a todas as partes envolvidas que apoiem, respeitem e protejam a ação humanitária", declarou a Cruz Vermelha.
"Voluntários, profissionais de saúde e equipes humanitárias precisam poder realizar seu trabalho com total segurança, sem medo de violência, intimidação ou ameaças."
O vírus atingiu regiões do norte e do leste onde a infraestrutura de saúde é precária e inúmeros grupos armados atuam há décadas.
Surgiram tensões com as comunidades locais em relação ao manejo dos corpos das vítimas de ebola. Os sepultamentos precisam ser supervisionados, pois o vírus se dissemina pelo contato com fluidos corporais, o que significa que os cadáveres podem continuar contagiosos.
Impulsionado pela rara espécie Bundibugyo do vírus —para a qual não há vacinas nem tratamentos—, o surto é o maior da história da República Democrática do Congo.
Segundo a OMS , foram registradas na República Democrática do Congo 2.557 mortes entre 5.375 casos confirmados de ebola.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/cruz-vermelha-denuncia-ataques-a-equipes-contra-ebola-no-congo.shtml.

Gradel Muyisa Mumbere - 18.jun.2026/Reuters · Gradel Muyisa Mumbere - 18.jun.2026/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

