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    Criticado por Trump, Lula tem 2 planos contra facções ignorados pelos EUA

    Em meio às críticas de Donald Trump, governo brasileiro afirma que dois planos de combate ao crime organizado seguem emperrados nos EUA

    Metrópoles
    17 de setembro de 2026 às 07:30
    Criticado por Trump, Lula tem 2 planos contra facções ignorados pelos EUA
    Foto: Metrópoles

    A administração de Donald Trump declarou que o Brasil falhou em combater o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) e precisa adotar medidas mais duras contra as facções. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro afirma que Washington ainda não respondeu a duas propostas de cooperação contra o crime organizado apresentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente Donald Trump em maio.

    A cobrança dos EUA consta de uma determinação presidencial assinada por Trump e divulgada nessa quarta-feira (16/9). Embora o Brasil tenha ficado fora da lista dos principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas, o documento afirma que PCC e CV transformaram o país em um “centro de distribuição global de cocaína”.

    A Casa Branca também diz que o governo brasileiro precisa “urgentemente tomar medidas enérgicas” contra as organizações.

    Victor Santos/Arte Metrópoles
    Victor Santos/Arte Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    No entanto, o Metrópoles apurou que Lula apresentou as duas propostas durante o encontro com o republicano em maio. As iniciativas buscavam ampliar a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado transnacional. Desde então, Brasília afirma aguardar uma resposta oficial de Washington.

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    Durante a reunião de maio, que durou cerca de três horas, o combate ao crime organizado esteve entre os principais assuntos discutidos por Lula e Trump, ao lado de questões comerciais e minerais críticos.

    Criticado por Trump, Lula tem 2 planos contra facções ignorados pelos EUA
    Criticado por Trump, Lula tem 2 planos contra facções ignorados pelos EUA — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Na ocasião, o brasileiro convidou os Estados Unidos a participar de iniciativas nacionais voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas e do narcotráfico transnacional.

    Entre as propostas apresentadas estava o fortalecimento de mecanismos de cooperação policial na Amazônia, com compartilhamento de informações entre países da região. Lula citou a estrutura criada em Manaus para reunir representantes de países amazônicos e facilitar a troca de dados no combate a crimes transnacionais.

    O governo brasileiro também buscava ampliar a cooperação regional por meio do chamado Consenso de Brasília e de outras iniciativas voltadas à segurança e ao combate ao crime organizado.

    Criticado por Trump, Lula tem 2 planos contra facções ignorados pelos EUA - destaque galeria
    Criticado por Trump, Lula tem 2 planos contra facções ignorados pelos EUA - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo a apuração, as duas propostas seguem sem uma resposta oficial de Washington.

    Na última conversa telefônica entre os líderes, o brasileiro defendeu a cooperação com os EUA no combate ao crime organizado e afirmou que o Brasil possui instrumentos próprios para enfrentar as facções, sem precisar de classificações internacionais.

    O presidente também citou medidas do governo, como o combate ao financiamento das organizações, que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões, além da transformação de 138 presídios em unidades de segurança máxima, da Lei Antifacção e de uma PEC para ampliar a atuação federal na segurança pública.

    Donald Trump e Lula
    Donald Trump e Lula — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Enquanto o governo Lula defende mecanismos de cooperação policial e troca de informações, Washington tem ampliado uma rede de parcerias com países latino-americanos para combater organizações criminosas transnacionais.

    A estrutura prevê maior integração entre serviços de inteligência, planejamento operacional e ações contra o narcotráfico. O Brasil não faz parte da coalizão.

    A estratégia norte-americana também ganhou força durante a viagem do secretário de Estado Marco Rubio pela América do Sul, realizada na última semana.

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    Rubio passou por Colômbia, Equador e Peru, com uma agenda que incluiu combate ao narcotráfico e cooperação em segurança. Colômbia e Peru aderiram ao chamado “Escudo das Américas”, iniciativa liderada por Washington para ampliar a cooperação regional contra organizações criminosas.

    Durante a passagem pelo Equador, o braço direito de Trump na política externa dos EUA ainda associou movimentos de esquerda da América Latina a organizações criminosas ligadas ao narcotráfico. A ofensiva de Washington ocorre em paralelo à aproximação com governos da região que compartilham a estratégia norte-americana de segurança e combate às facções.

    Vídeo: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/criticado-por-trump-lula-tem-2-planos-contra-faccoes-ignorados-pelos-eua.

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