Crise no STF afeta estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro
Lula e Flávio Bolsonaro Montagem/g1 A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes entrou de vez nos cálculos eleitorais das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e provocou ajustes nas estratégias dos dois candidatos na reta final da disputa pela Presidência. Do lado de Lula, parte dos integrantes da campanha defendem que o assunto seja deixado em segundo plano. A avaliação é que insistir no episódio envolvendo o Supremo não ajuda o petista a recuperar terreno e que a campanha deve concentrar esforços em propostas e respostas para a economia. Out
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Lula e Flávio Bolsonaro — Foto: Montagem/g1
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal ( STF ) e o ministro Alexandre de Moraes entrou de vez nos cálculos eleitorais das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e provocou ajustes nas estratégias dos dois candidatos na reta final da disputa pela Presidência.
Do lado de Lula, parte dos integrantes da campanha defendem que o assunto seja deixado em segundo plano. A avaliação é que insistir no episódio envolvendo o Supremo não ajuda o petista a recuperar terreno e que a campanha deve concentrar esforços em propostas e respostas para a economia.

Outra ala defende que o presidente assuma uma postura mais crítica à Corte e marque distância de Moraes, embora aliados avaliem que o cargo de presidente limite críticas diretas ao ministro, como mostrou o g1 .
Aliados do presidente apontam o preço dos alimentos e a inflação como dois dos principais fatores de desgaste de Lula neste momento. Integrantes da campanha atribuem o crescimento de Flávio entre eleitores de menor renda e entre as mulheres à estratégia do adversário de explorar o custo de vida.
A ofensiva de Lula inclui comparar a situação econômica atual com a vivida durante o governo de Jair Bolsonaro. Entre segunda-feira (14) e esta terça-feira (15), o presidente publicou nas redes sociais dois conteúdos sobre temas que estão no centro da disputa eleitoral: a fome e o preço da carne. Durante o governo de Jair, o Brasil voltou ao mapa da fome , ou seja, o percentual de brasileiros que não tinham certeza de quando fariam a próxima refeição estava acima da média mundial.
Em uma das peças, a campanha contrapõe declarações de Bolsonaro sobre a fome a dados sobre a redução da pobreza e destaca a saída do Brasil do Mapa da Fome. O vídeo termina com falas de Lula afirmando que o combate à miséria é uma das prioridades de seu governo. O conteúdo foi repostado por Lula na segunda-feira.
A leitura ocorre após a pesquisa Quaest mostrar, pela primeira vez desde o início oficial da campanha, Flávio está numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno. O senador aparece com 42%, contra 40% do presidente . Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Entre as mulheres, um dos segmentos em que Lula tinha vantagem mais confortável, a distância diminuiu. Em agosto, o presidente registrava 47% nesse grupo, contra 35% de Flávio. Agora, Lula tem 41% e o candidato do PL, 38%.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/09/15/crise-no-stf-estrategias-de-lula-e-flavio-bolsonaro.ghtml.

Felipe Nunes analisa os últimos dados da pesquisa Quaest para a eleição presidencial — Foto: G1
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