Crise na Apex: plataforma de investimentos entra com pedido de recuperação judicial
Sede da Apex Partners, em Vitória, no Espírito Santo. Ricardo Medeiros/Rede Gazeta A Apex Partners, plataforma de investimentos do Espírito Santo, entrou no final da noite desta segunda-feira (14), com um pedido de recuperação judicial na Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória. A solicitação foi feita no dia em que vencia o prazo dado pelo juiz Marcos Pereira Sanches para que a empresa, mergulhada em grave crise desde o começo de agosto, definisse a sua situação. A solicitação ainda será analisada pelo Judiciário. O endividamento da casa, que tinha quase 8 mil investidores, beira R
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Sede da Apex Partners, em Vitória, no Espírito Santo. — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta
A Apex Partners, plataforma de investimentos do Espírito Santo, entrou no final da noite desta segunda-feira (14), com um pedido de recuperação judicial na Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória .
A solicitação foi feita no dia em que vencia o prazo dado pelo juiz Marcos Pereira Sanches para que a empresa, mergulhada em grave crise desde o começo de agosto, definisse a sua situação.

A solicitação ainda será analisada pelo Judiciário. O endividamento da casa, que tinha quase 8 mil investidores, beira R$ 1 bilhão.
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Em nota, a Apex informou que "apresentou, nesta segunda-feira (14), pedido de recuperação judicial da empresa, que agora será submetido à análise da Justiça".
Segundo a empresa, a medida tem como objetivo criar as condições necessárias para uma reestruturação organizada da Companhia, com a preservação de seus ativos e a proteção dos interesses dos investidores e credores.
"O grupo segue operando de forma a garantir a continuidade das suas atividades, preservando os projetos dos quais participa. A Apex Partners reforça seu compromisso com a verdade, a transparência e o respeito aos seus investidores, colaboradores, parceiros e credores", informou a nota.
Plataforma de investimentos do Espírito Santo, a Apex Partners conta com cerca de 8 mil clientes e administra mais de R$ 17 bilhões de pessoas físicas e jurídicas.
A empresa entrou em crise após uma investigação interna apontar inconsistências financeiras e uma dívida de R$ 985,6 milhões. O fundador e então presidente, Fernando Cinelli, e o diretor financeiro, Eduardo Siqueira, foram afastados dos cargos após a descoberta da crise.
A plataforma pediu à Justiça uma blindagem temporária de 60 dias, enquanto uma auditoria externa apura a origem e a dimensão do problema. Um fundo ligado à Apex teve os saques suspensos pelo BTG Pactual.
Até agosto, apenas 23 das 177 empresas listadas em ação na Justiça do Espírito Santo como integrantes do grupo Apex foram analisadas pelo perito judicial que investiga o caso. Segundo o primeiro relatório, o trabalho foi afetado pela "falta de documentos".
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A informação consta no documento entregue na segunda-feira (31), em que a Laspro Consultores informa que só foi possível avaliar a situação, de forma superficial, de 12,9% das empresas que compõem o grupo.
“As demais 155 sociedades, entre elas a totalidade das sociedades limitadas do grupo, não apresentaram qualquer demonstração contábil”, informa o texto.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/09/15/crise-na-apex-plataforma-de-investimentos-entra-com-pedido-de-recuperacao-judicial.ghtml.

Auditoria vai apurar crise na Apex — Foto: G1
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