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    Crise do BRB: 'Politizar é um erro', diz Celina após críticas de Durigan; empréstimo segue travado

    Prédio-sede do BRB em Brasília, em imag Jornal Nacional/ Reprodução A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reclamou nesta sexta-feira (7) de uma suposta "politização" do acordo entre União e DF para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Celina não citou nominalmente quem estaria "politizando" o tema, mas deu a declaração ao ser questionada sobre as falas do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Na quinta (6), Durigan negou que haja "inércia" federal sobre o tema – e disse que as pendências em torno do empréstimo são de responsabilid

    G1
    7 de agosto de 2026 às 19:33
    Crise do BRB: 'Politizar é um erro', diz Celina após críticas de Durigan; empréstimo segue travado
    Foto: G1

    Prédio-sede do BRB em Brasília, em imag — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

    A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reclamou nesta sexta-feira (7) de uma suposta "politização" do acordo entre União e DF para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para socorrer o Banco de Brasília (BRB).

    Celina não citou nominalmente quem estaria "politizando" o tema, mas deu a declaração ao ser questionada sobre as falas do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

    Presidente do BRB explica modelagem do empréstimo que pode salvar o banco
    Presidente do BRB explica modelagem do empréstimo que pode salvar o banco — Foto: G1 · Fonte: G1

    Na quinta (6), Durigan negou que haja "inércia" federal sobre o tema – e disse que as pendências em torno do empréstimo são de responsabilidade do governo do Distrito Federal.

    "A gente tem muita responsabilidade com o BRB. Politizar esse tema é um erro. Acho que por parte de qualquer ministro que venha a politizar esse tema é um erro. Nós temos aposentadoria de servidores públicos que estão lá dentro. São vários fatores, a gente precisava de ter maturidade política para falar sobre isso", afirmou Celina.

    Ainda de acordo com Celina Leão, toda a "parte do Distrito Federal" no acordo foi cumprida.

    "O prazo é algo importante para nós, no mercado financeiro e tal. Não pode ser quando as pessoas quiserem, na forma que quiserem", emendou Celina.

    Incomodado com a demora na liberação do empréstimo, o governo do Distrito Federal voltou a acionar o STF nesta semana e pediu uma nova audiência de conciliação com bancos e governo federal.

    Relator do acordo, o ministro Luiz Fux marcou o compromisso para a próxima semana – o que irritou membros do governo federal. A insatisfação foi citada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

    "[A acusação de inércia] Gerou profunda insatisfação nas equipes do governo federal que vêm viabilizando o acordo. Parece bastante estranho quando a gente lembra que o problema do BRB tem origem crimonosa no BRB e no governo do DF", disse Durigan nesta quinta.

    O ministro afirmou que as equipes envolvidas nas tratativas ficaram "profundamente incomodadas", e que as informações pendentes para a conclusão do acordo devem ser prestadas pelo próprio governo do DF.

    "E eu aqui gostaria de rechaçar: não há nenhuma inércia. Inclusive, há contribuição da União com algo que não tem a ver com a União, é todo do DF. Estarei na audiência pública para levar, inclusive, essa fala de indignação das equipes. Essa insatisfação atrapalha o andamento", emendou.

    No ofício enviado ao ministro Luiz Fux, o governo do Distrito Federal reclama da "inércia" da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no cumprimento do acordo homologado em maio .

    "Decorridos mais de dois meses da celebração do acordo [...] não há concessão, não há recusa, não há proposta, não há indicação de condições, de cronograma ou dos elementos que o Fundo repute necessários à análise nem há pela União o cumprimento das disposições contratuais", diz a reclamação feita pelo governo do DF ao Supremo.

    Pela decisão de Fux, devem participar da audiência representantes do governo do DF, do BRB, da Advocacia-Geral da União, do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do FGC e do Ministério Público Federal .

    O Banco do Brasil também deverá enviar um representante, em nome do consórcio de bancos que estuda a concessão do empréstimo de até R$ 6,6 bilhões.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/08/07/crise-do-brb-politizar-o-tema-e-um-erro-diz-celina-apos-criticas-de-durigan-emprestimo-segue-travado.ghtml.

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    Presidente do BRB explica modelagem do empréstimo que pode salvar o banco — Foto: G1

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